segunda-feira, outubro 11, 2010
john ford!!!
quarta-feira, setembro 22, 2010
ozu
Coração caprichoso (1933)
Foi uma experiência bem curiosa ver este filme. “Coração caprichoso” é um longa mudo onde os princípios estilísticos e narrativos que acompanham a obra de Ozu já se apresentam, embora ainda de maneira talvez "rudimentar." Há também uma preocupação mais detida na composição plástica dos planos. Ozu ainda faz uso de um jogo com o foco. Em alguns momentos, a dominante dramática parece desfocafa, enquanto o restante do plano nos chega limpidamente. Além disso, é um filme despudoradamente comercial. No belo livro de Kiju Yoshida sobre Ozu, encontrei esta citação do cineasta, que data do lançamento de “Coração caprichoso”. Leiam:
“A vida dos japoneses é absolutamente não-cinematográfica. Por exemplo, ainda que seja para simplesmente adentrar uma casa, é preciso abrir a porta corrediça, sentar-se no vestíbulo, desamarrar os sapatos, e assim por diante. Não há como evitar estagnações. Por isso, o cinema japonês não tem outra saída senão retratar essa vida propensa a estagnações por meio de mudanças que a adaptem à linguagem cinematográfica. A vida no Japão precisa tornar-se muitíssimo mais cinematográfica”. (Kinema Junpô, 1933)
Filho único (1936)
É o primeiro filme falado de Ozu. E é curioso como isso se faz sentir em “Filho único”. É um longa de imagens flutuantes, onde a continuidade dos espaços permanece quase sempre vaga. Ozu ainda explora uma certa tensão entre o que está dentro e o que está fora do quadro, em especial os sons. Há também uma cena muita bonita em que mãe e filho vão ao cinema. Ele a leva para ver um filme falado estrangeiro: “Este é o filme falado”, diz o rapaz a senhora, que faz sim com a cabeça, mostra-se desinteressada, e acaba dormindo durante a sessão. Esta cena é incrível, funcional, por estar ali para transmitir uma informação que permite a narrativa seguir adiante (a mãe já não compreende mais o mundo do filho, a quem criou sozinha e com muita dificuldade), porém de uma delicadeza desconcertante. A seqüência final é uma das melhores de Ozu. A senhora caminha sozinha debaixo do sol. Em determinado momento ela senta. O plano geral a oprime. A duração do plano a oprime. Diante daquele plano geral e de todo aquele tempo, todo o esforço que ela teve de fazer para cuidar do filho...
Relato de um proprietário (1947)
Será o cinema do mestre japonês divinamente simples ou meramente simplista, primal ou elementar? Pergunta retórica, sei disso. Mas é sempre com muita surpresa que eu percebo a simplicidade elementar do cinema de Ozu. Gosto muito de uma cena em particular. O menino e a senhora vão a um estúdio para tirar uma foto. Os dois sorriem, de frente para o espectador. Agora, vemos a cena pela lenta da câmera fotográfica, que enxerga tudo de cabeça para baixo. O fotógrafo puxa a cordinha. Depois de uns instantes no escuro, vemos o estúdio. O menino e a senhora não estão mais ali. Essa ausência tem um estranho efeito contrário. O espectador só faz se lembrar da foto comemorativa, daqueles sorrisos, do menino e da senhora. Lembramos também de nossas próprias fotos comemorativas. Esse Ozu sabe das coisas. Vele reforçar que o “Relato” se passa, pouco depois da guerra. O Japão está em cacos. Em um primeiro momento, os personagens pensam que aquele menino é mais um órfão da guerra. A cena da foto fala diretamente a essa realidade. Este filme se transforma paulatinamente em uma espécie de comentário. Lembrei do último longa dirigido por Chaplin, “Monsieur Verdoux” (também de 1947). Chaplin parece ter feito esse filme em torno do discurso final, que fecha o filme. O mesmo me parece valer para o “Relato”. Ozu fez tudo caminhar, com a simplicidade de sempre, para o discurso final da senhora.
terça-feira, setembro 21, 2010
karate kid
Vi o novo “Karate Kid”. O golpe do ganso do primeiro filme ganhou uma versão bem contemporânea. Agora, o golpe é impossível. E é preciso acrescentar que a cena vem em uma seqüência sem cortes. O menino dá um mortal inverso... Mandaram os limites da gravidade para o espaço. É como se o corpo liberasse seu duplo virtual. Mas isso tudo é recebido pelo espectador com a maior naturalidade. Muito curioso. Seria impensável filmar isso há dez anos. O corpo mudou, mudou seu estatuto. Hoje, o corpo é virtual, onipresente, maleável, etc. Em miúdos, o corpo é mesmo um elemento central para se pensar o cinema contemporâneo, seja o de Pedro Costa e Claire Denis, seja o de ação hollywoodiano.
segunda-feira, setembro 20, 2010
coisas
Lá na UFRJ, começa hoje uma pequena mostra, com curadoria de Rúbia Mércia e Rodrigo Capistrano, sobre o novo cinema cearense. Vejam a programação aqui. A entrada é franca.
Links para fazer downloads de livros e textos:
http://gigapedia.com/
http://letrasuspdownload.wordpress.com/
http://colecoesnerds.weebly.com/index.html
http://www.4shared.com/ e no http://www.scribd.com/
O pânico na TV é uma porcaria, mas esse debate tem momentos bem engraçados.
sábado, setembro 18, 2010
ne change rien ****
“Ne change rien” é da ordem dos superlativos: Pedro Costa fez um dos filmes mais bonitos já realizados sobre a música. O cineasta acompanha a relação de sua amiga e atriz Jeanne Balibar (ex-esposa do ator e diretor Mathieu Almaric) com a música. Ela ensaia com sua banda. Ela grava um CD. Ela faz shows. Ela tem aulas de canto. O filme decupa esses acontecimentos em séries de longos planos fixos (inicialmente distantes) enquadrados em um cristalino preto e branco.
Como nos demais longas de Costa, Balibar é uma personagem quase real, quase ficcional, na corda bamba de uma fronteira que não existe para o cineasta português. Ela e os demais músicos são filmados como se fossem figuras, sujeitas a elipses, deformações, durações estranhas. O branco e o negro não fazem o jogo da transparência e do enigma. Eles ganham corpo, manifestam-se em sua materialidade, criam raízes nos quadros. Os brancos queimam. Os pretos devoram. Os rostos são desfigurados e os corpos deformados por este trabalho onírico sobre a luz, a escuridão, sombra e encenação. Uma poética da luz e da sombra, do aparecimento e do desaparecimento (nos rastro de Dreyer, Murnau, Touneur).
O filme se ancora na materialidade de um processo. Faz disso seu drama. A silhueta é uma solução poética e originalíssima de transmitir o drama deste filme: não o discurso sobre o trabalho musical, mas o próprio trabalho, sua incompletude, sua fragilidade, seu soluçar criativo, seu lento crescimento.
É um cinema dos sentidos, para além de um cinema do sentido. A produção de sentido, qualquer sentido, é substituída por uma intensidade, por um ritmo. Através das imagens, constrói-se um ritmo. Um ritmo que põe tudo na mesma hierarquia - Costa jamais nos convida a acompanharmos o desabrochar de um rosto, estamos apenas a ver corpos.
E mais: diante do que costumamos ver sobre temas similares (bastidores de shows, ensaios, ou gravações, extras de DVDs), o filme de Costa se afirma de maneira política. Como Samuel Fuller, o cineasta português faz cinema como quem vai pra guerra. Em cada imagem jaz um gesto crítico de combate aos protocolos simbólicos dominantes. Da parte do espectador, o que importa, parece-me, é deixar latente essa experiência criativa, fazê-la se perpetuar. Há em Costa um projeto de “superação da arte”.
quarta-feira, setembro 15, 2010
sempre bela ****

domingo, setembro 12, 2010
chabrol...
sexta-feira, setembro 10, 2010
mercenários ***

Ah: a trilha é sensacional: Thin Lizzy, Mountain e Creedence!
quarta-feira, setembro 08, 2010
mostras
Outras três mostras agitam a cidade: Faróis do Cinema, na Caixa Cultural, Semana dos Realizadores, no Arteplex (com direito a debates na UFRJ), e Pedro Costa no CCBB. Para ver a programação, clique aí nos ícones.
terça-feira, setembro 07, 2010
vencer ****
Em “Vencer”, Marco Bellocchio busca imagens marcantes. E o faz sem jamais dissimular este desejo por tons fortes. Vejam: a vida de Ilda Dalser é um melodrama recheado de experiências extremas. Ela era amante de um dos italianos mais poderosos da História. Ela teve um filho com ele. Ela foi rejeitada por ele. Ela o confrontou. Ela foi considerada louca, assim como seu filho. Bellocchio faz desses elementos um princípio de forma narrativa e composição plástica. A forma e a realização deste filme são derivados diretos de seu tema. “Vencer” é um longa no qual todas as ações decorrem diretamente das premissas de seu tema. Bellochico segue sempre uma nota acima porque o material que ele tem em mãos assim o pede. O silêncio da personagem não poderia virar filme se não como uma espécie de cine-ópera. Essa impressão que me ganhou após o fim de “Vencer” é pra mim o maior elogio que se poderia fazer sobre este filme.
sábado, setembro 04, 2010
mostra noir
Sábado 4
14h00: Assassinos (The Killers)
de Robert Siodmak (EUA, 1946. 102’)
16h00: O segredo das jóias (Asphalt Jungle)
de John Huston (EUA, 1950. 112’)
18h00: Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA, 1947. 97’)
20h00: Curva do destino (Detour)
de Edgar G. Ulmer (EUA, 1945. 67’)
Domingo 5
14h00 : Pacto sinistro (Strangers on a Train)
de Alfred Hitchcock (EUA, 1951. 101’)
16h00 : Chaga de fogo (Detective Story)
de William Wyler (EUA, 1951. 103’)
18h00 : Pacto de sangue (Double Indemnity)
de Billy Wilder (EUA, 1944. 108’)
20h00 : Laura (Laura)
de Otto Preminger (EUA, 1944. 87’)
Terça 7
14h00 : Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard)
de Billy Wilder (EUA, 1950.110’)
16h00 : Pânico nas ruas (Panic in the streets)
de Elia Kazan (EUA, 1950. 96’)
18h00 : Amar foi minha ruína (Leave her to Heaven)
de John M. Stahl (EUA, 1946, 110’)
20h00 : Achados e perdidos
de José Joffily (Brasil, 2005. 92’)
Quarta 8
15h00 : Vive-se uma só vez (You Only Live Once)
de Fritz Lang (EUA, 1937. 86’)
Quinta 9
14h00 : Laura (Laura)
de Otto Preminger (EUA, 1944. 87’)
16h00 : Scarface, a vergonha de uma nação
(Scarface) de Howard Hawks (EUA, 1932. 93’)
18h00 : Fúria (Fury)
de Fritz Lang ( EUA, 1936. 92’)
20h00 : Os precursores do Noir.
Primeira de uma série de quatro palestras
com Rafael de Luna Freire.
Sexta 10
14h00 : Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA. 1947. 97’)
16h00 : Vive-se uma só vez (You Only Live Once)
de Fritz Lang (EUA, 1937. 86’)
18h00 : Chaga de fogo (Detective Story)
de William Wyler (EUA, 1951. 103’)
20h00 : Fúria (Fury)
de Fritz Lang (EUA, 1936. 92’)
Sábado 11
14h00 : Império do crime (The Big Combo)
de Joseph Lewis (EUA, 1955. 84’)
16h00 : A sombra da forca (Time without a Pity)
de Joseph Losey (EUA, 1957. 85’)
18h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958, 88’)
20h00 : Almas perversas (Scarlet Street)
de Fritz Lang (EUA, 1945. 103’)
Domingo 12
14h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958, 88’)
16h00 : O homem que não estava lá
(The Man Who Wasn’t there)
de Joel e Ethan Coen (EUA, 2001. 116’)
18h00 : Punhos de campeão (The Set Up)
de Robert Wise (EUA, 1949. 72’)
20h00 : Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA. 1947. 97’)
Terça 14
14h00 : Pacto de sangue (Double Indemnity)
de Billy Wilder (EUA, 1944. 108’)
16h00 : O segredo das jóias (Asphalt Jungle)
de John Huston (EUA, 1950. 112’)
18h00 : Relíquia macabra (The Maltese Falcon)
de John Huston (EUA, 1941. 100’)
20h00 : O Filme Noir por excelência.
Segunda de uma série de quatro palestras
com Rafael de Luna Freire.
Quarta 15
14h00 : O condenado (Odd Man Out)
de Carol Reed (EUA, 1947. 111’)
16h00 : Império do crime (The Big Combo)
de Joseph Lewis (EUA, 1955. 84’)
18h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958. 88’)
20h00 : O invasor
de Beto Brant (Brasil, 2002. 97’)
Quinta 16
14h00 : Scarface, a vergonha de uma nação
(Scarface) de Howard Hawks (EUA, 1932. 93’)
16h00 : A dama de Shanghai
(The Lady from Shanghai)
de Orson Welles (EUA, 1947. 87’)
18h00 : O grande golpe (The Killing)
de Stanley Kubrick (EUA, 1956. 85’)
20h00 : Desdobramentos do Noir.
Terceira de uma série de quatro palestras com
Rafael de Luna Freire.
Sexta 17
14h00 : Motorista de táxi (Taxi driver)
de Martin Scorsese (EUA, 1976. 113’)
16h00 : Pacto sinistro (Strangers on a Train)
de Alfred Hitchcock (EUA, 1951. 101’)
18h00 : Cidade nua (Naked City)
de Jules Dassin (EUA, 1948. 117’)
20h00 : A marca da maldade (Touch of Evil)
de Orson Welles (EUA, 1958. 112’).
Cópia com legendas em espanhol
Sábado 18
14h00 : O grande golpe (The Killing)
de Stanley Kubrick (EUA, 1956. 85’)
16h00 : Pânico nas ruas (Panic in the streets)
de Elia Kazan (EUA, 1950. 96’)
18h00 : Almas perversas (Scarlet Street)
de Fritz Lang (EUA, 1945. 103’)
20h00 : Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard)
de Billy Wilder (EUA, 1950.110’)
Domingo 19
14h00 : A sombra da forca (Time without a Pity)
de Joseph Losey (EUA, 1957. 85’)
16h00 : Assassinos (The Killers)
de Robert Siodmak (EUA, 1946. 102’)
18h00 : A dama de Shanghai
(The Lady from Shanghai)
de Orson Welles (EUA, 1947. 87’)
20h00 : O fugitivo
(I’m a Fugitive from a Chain Gang)
de Melvin Le Roy (EUA, 1932. 93’)
Terça 21
16h00 : Punhos de campeão (The Set Up)
de Robert Wise (EUA, 1949. 72’)
17h30 : Los Angeles, cidade proibida
(L.A. Confidential)
de Curtis Hanson (EUA, 1997. 138’)
20h00 : A herança do Filme Noir
Quarta e última de uma série de palestras
com Rafael de Luna Freire.
Quarta 22
15h00 : Curva do destino (Detour)
de Edgar G. Ulmer (EUA, 1945. 67’)
16h00 : Cidade nua (Naked City)
de Jules Dassin (EUA,1948. 117’)
Quinta 23
15h00 : Los Angeles, cidade proibida
(L.A. Confidential)
de Curtis Hanson (EUA, 1997. 138’)
18h00 : O fugitivo (I’m a Fugitive from a Chain Gang)
de Melvin Le Roy (EUA, 1932. 93’)
20h00 : A marca da maldade (Touch of Evil)
de Orson Welles (EUA, 1958. 112’).
Cópia com legendas em espanhol
quinta-feira, setembro 02, 2010
festival do rio
MOSTRA COMPETITIVA LONGA –METRAGEM
Ficção
Além da estrada, de Charly Braun (SP)
Boca do Lixo, de Flavio Frederico (SP)
Como esquecer, de Malu De Martino (RJ)
Elvis & Madona, de Marcelo Laffitte (RJ)
Malu de bicicleta, de Flavio Tambellini (RJ)
Riscado, de Gustavo Pizzi (RJ)
O senhor do labirinto, de Geraldo Motta (RJ)
Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos (BA)
VIPS, de Toniko Mello (SP)
Documentários
Diário de uma busca, de Flavio Castro (RS)
É Candeia, de Márcia Watzl (RJ)
Histórias reais de um mentiroso, de Mariana Caltabiano (SP)
Memória Cubana, de Alice de Andrade e Ivan Nápoles (RJ)
Noitada de samba – foco de resistência , de Cély Leal (RJ)
Positivas, de Susanna Lira (RJ)
Santos Dumont: pré – cineasta?, de Carlos Adriano (SP)
Solidão e fé, de Tatiana Lohmann (SP)
MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS
A verdadeira história da Bailarina de Vermelho, de Alessandra Colasanti e Samir Abujamra (RJ)
Bartô, de Gunter Sarfert e Onon (SP)
Desperdício, de Cadu Fávero (RJ)
Do abismo, de Antonio Pessoa (RJ)
Dois mundos, de Thereza Jessouroun (RJ)
Em trânsito, de Cavi Borges (RJ)
Ensolarado, de Ricardo Targino (RJ)
Estação, de Marcia Faria (SP)
Geral, de Anna Azevedo (RJ)
Homem-bomba, de Tarcísio Lara Puiati (RJ)
Homem Centenário, de Andrea Pasquini (SP)
Love Express, de André Pellenz (RJ)
O bolo, de Robert Guimarães (RJ)
O minuto é um milagre que não se repete, de Leonardo Souza (RJ)
O Voo de Tulugaq, de André Guerreiro Lopes (SP)
Simpatia do Limão, de Miguel de Oliveira (RJ)
Tempestade, de Cesar Cabral (SP)
Vento, de Marcio Salem (SP)
Vida boa, de Marcelo Presot (SP)
Um Outro Ensaio, de Natara Ney (RJ)
Um Par a Outro, de Cecília Engels (SP)
MOSTRA HORS CONCOURS LONGA-METRAGEM
Ficção
Bróder, de Jeferson De (SP)
Ex-isto, de Cao Guimarães (MG)
Família vende tudo, de Alain Fresnot (SP)
Luz nas trevas, de Helena Ignez (SP)
Documentários
Agreste, de Paula Gaitan (RJ)
Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (SP)
MOSTRA HORS CONCOURS DE CURTAS-METRAGENS
Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro
Alguém tem que honrar essa derrota, de Leonardo Esteves
MOSTRA RETRATOS
Elza, de Izabel Jaguaribe (RJ)
Esperando Telê, de Rubens Rewald (SP)
Filhos de João, admirável mundo novo baiano, de Henrique Dantas (BA)
Gretchen filme estrada, de Paschoal Samora (SP)
Intrépida Trupe – Será que o tempo realmente passa, de Roberto Berliner e Beth Martins (RJ)
Nélida Piñon - Mapas dos afetos, de Júlio Lellis (RJ)
Mario Filho, o criador das multidões, de Oscar Maron Filho (RJ)
MOSTRA RETRATOS CURTAS –METRAGENS
Instantâneos, de Andrea Capella e Peter Lucas (RJ)
No balanço de Kelly, de André Weller (RJ)
Zé[s], DE Piu Gomes (RJ)
MOSTRA NOVOS RUMOS
Ficção
180º, de Eduardo Vaisman (RJ)
Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira (PR)
O Galinha Preta, de Cibele Amaral (DF)
Documentário
Aqui doido varrido não vai para debaixo do tapete, de Rodrigo Séllos (RJ)
Paranã–puca, de Jura Capela (PE)
MOSTRA POLÍTICA
Camponeses do Araguaia - a guerrilha vista por dentro, de Vandré Fernandes
Arquitetos do poder, de Vicente Ferraz e Alessandra Aldé
Os representantes, de Felipe Lacerda – A CONFIRMAR
Porta a porta – a política em dois tempos, de Marcelo Brennand
MOSTRA MEIO AMBIENTE
No meio do caminho entre as árvores, de Jorge Bodansky
A terra da lua partida, de Marcos Negrão e André Rangel
MOSTRA LATINA
O último comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez
MOSTRA MIDNIGHT MOVIES
Cortina de Fumaça, de Rodrigo Mac Niven
MOSTRA PANORAMA
O jardim das folhas sagradas, de Pola Ribeiro
Federal, de Erik de Castro
MOSTRA EXPECTATIVA
Mama Africa, de Alê Braga
terça-feira, agosto 31, 2010
domingo, agosto 29, 2010
a origem **
Não falta habilidade a Christopher Nolan, é preciso dizer. Embora não seja do meu gosto, “A Origem” é um thriller razoável. É um filme inflado. Os personagens, as informações e as sub-tramas vão se multiplicando: o amor e o trauma entre Marion Cotillard e Di Caprio, os problemas deste com Michael Caine, a relação entre Tom Berenger e Cillian Murphy, e o problema deste com o pai, os desejos de Ken Watanabe etc. Nolan não quer deixar nenhum espectador perdido por aí, e, então, seu longa fala pelos cotovelos: os personagens estão sempre conversando sobre o que deviam fazer, o que vão fazer em seguida, etc. Vez ou outra, surge uma imagem de síntese. Mas elas estão aqui apenas para impressionar, não esclarecem ou acrescentam o que quer que seja.
“A Origem” é o filme mais dolorosamente literal já feito sobre sonhos. Andar de elevador pelas memórias? Uma rua que pode ser dobrada? Eu imaginava que Nolan seria capaz de encontrar representações menos óbvias para acompanharmos seus personagens viajando em inconscientes - parece-me, aliás, que, quando dizem no longa tratar-se de “subconsciente”, na verdade, querem dizer “inconsciente”. E jamais o inconsciente foi tão limpinho e controlado no cinema. Isto porque o sonho e o inconsciente são meros detalhes, pretextos para os ótimos efeitos especiais.
Não entendo tamanho furdunço em torno de “A Origem”. Nolan fez um longa descartável, o que não seria um demérito se este não fosse um filme tão sério e grave. Como bem disso Inácio Araújo, “A Origem” é um “falso filme brilhante”. É curioso. Ao sair deste filme, o espectador se sente mais inteligente ou uma completa besta. Nolan sabe disso, trabalhou “A Origem” neste sentido. Não se trata exatamente de um filme difícil. Nolan não quer confundir ninguém. Muito pelo contrário. Este é, na verdade, um longa apenas aparentemente complicado. E de propósito. Lembrei-me de “Amnésia”, outro filme de Nolan embalado
domingo, agosto 22, 2010
tá rindo do quê?
sexta-feira, agosto 20, 2010
duas mostras
Mostra Andrei Tarkovski e Sergei Paradjanov no IMS
sexta-feira, dia 20
14h: A cor da romã (Sayat Nova, Zwet granata), de Sergei Paradjanov (URSS, 1968. 79’)
16h30: Stalker (Stalker), de Andrei Tarkovski (URSS, 1979. 163’)
20h: A lenda da fortaleza Suram (Ambavi Suramis Tsikhitsa), de Sergei Paradjanov (URSS, 1984. 88’)
sábado, dia 21
14h: O sacrifício (Offret), de Andrei Tarkovski (Suécia, 1986. 149’)
16h45: Andrei Roublev (Andrei Roublev), de Andrei Tarkovski (URSS, 1966. 186’)
20h: Nostalgia (Nostalghia), de Andrei Tarkovski (Itália, Suécia, 1983. 125’)
domingo, dia 22
14h: Solaris (Soliaris), de Andrei Tarkovski (URSS, 1972. 165’)
17h: Cavalos de fogo (Tini Zabutykh Predkiv), de Sergei Paradjanov (URSS, 1964. 97’)
19h: Stalker (Stalker), de Andrei Tarkovski (URSS, 1979. 163’)
quarta-feira, dia 25
16h30: Andrei Roublev (Andrei Roublev), de Andrei Tarkovski (URSS, 1966. 186’)
20h: O trovador Kerib (Ashki Kerib), de Sergei Paradkjanov (URSS, 1988.73’)
quinta-feira, dia 26
16h30: Nostalgia (Nostalghia), de Andrei Tarkovski (Itália, Suécia, 1983. 125’)
19h: Andrei Roublev (Andrei Roublev), de Andrei Tarkovski (URSS, 1966. 186’)
sexta-feira, dia 27
14h: A lenda da fortaleza Suram (Ambavi Suramis Tsikhitsa), de Sergei Paradjanov (URSS, 1984. 88’)
16h: Solaris (Soliaris), de Andrei Tarkovski (URSS, 1972. 165’)
20h: A cor da romã (Sayat Nova), de Sergei Paradjanov (URSS, 1968. 79’)
sábado, dia 28
14h: O trovador Kerib (Ashki Kerib), de Sergei Paradkjanov (URSS, 1988. 73’)
16h: Cavalos de fogo (Tini Zabutykh Predkiv), de Sergei Paradjanov (URSS, 1964. 97’)
19h: Stalker (Stalker), de Andrei Tarkovski (URSS, 1979. 163’)
domingo, dia 29
14h: Nostalgia (Nostalghia), de Andrei Tarkovski (Itália, Suécia,1983. 125’)
16h30: O sacrifício (Offret), de Andrei Tarkovski (Suécia, 1986. 149’)
19h30: Solaris (Soliaris), de Andrei Tarkovski (URSS, 1972. 165’)
Mostra Faroeste Spaghetti no CCBB
Programação
24 de agosto | Terça
17h | Keoma (105 min.)
19h | Era Uma Vez No Oeste (165 min.)
25 de agosto | Quarta
17h | Viva Django! (88 min.)
19h | O Dia da Desforra (106 min.)
26 de agosto | Quinta
17h | Sartana (95 min.)
19h | Uma Bala Para o General (135 min.)
27 de agosto | Sexta
17h | Sabata (109 min.)
19h | Os Violentos Vão Para o Inferno (110 min.)
28 de agosto | Sábado
17h | O Retorno de Sabata (100 min.)
19h | A Morte Anda a Cavalo (120 min.)
29 de agosto | Domingo
17h | Django (90 min.)
19h | Meu Nome é Ninguém (117 min.)
30 de agosto | Segunda
Fechado para manutenção
31 de agosto | Terça
17h | Minnesota Clay (90 min.)
19h | Eles Me Chamam Trinity (106 min.)
1º de setembro | Quarta
16h | Era Uma Vez No Oeste (165 min.)
19h | Debate: O Faroeste Clássico Americano e o Faroeste Spaghetti
2 de setembro | Quinta
17h | Keoma (105 min.)
19h | Por Um Punhado de Dólares (100 min.)
3 de setembro | Sexta
17h | Trinity | A Colina dos Homens Maus (97 min.)
19h | Por Uns Dólares a Mais (132 min.)
4 de setembro | Sábado
17h | Sartana (95 min.)
19h | Três Homens em Conflito (161 min.)
5 de setembro | Domingo
17h | Vamos Matar, Companheiros (118 min.)
19h | Quando Explode a Vingança (157 min.)
6 de setembro | Segunda
Fechado para manutenção
7 de setembro | Terça
17h | Sartana (95 min.)
19h | Uma Bala Para o General (135 min.)
8 de setembro | Quarta
17h | Por Um Punhado de Dólares (100 min.)
19h | Debate: O Universo Sonoro no Faroeste Spaghetti
9 de setembro | Quinta
17h | Trinity | A Colina dos Homens Maus (97 min.)
19h | Por Uns Dólares a Mais (132 min.)
10 de setembro | Sexta
17h | Vamos Matar, Companheiros (118 min.)
19h | Três Homens em Conflito (161 min.)
domingo, agosto 08, 2010
genial
quinta-feira, agosto 05, 2010
ponyo ***

