18h – Rio fantasia (1956)
quinta-feira, agosto 09, 2012
roberto farias no ccbb
18h – Rio fantasia (1956)
segunda-feira, agosto 06, 2012
domingo, agosto 05, 2012
batman *
RICARDO CALIL
CRÍTICO DA FOLHA
quarta-feira, agosto 01, 2012
everyone else ****
domingo, julho 29, 2012
sexta-feira, julho 27, 2012
martha marcy may marlene **
quarta-feira, julho 25, 2012
domingo, julho 22, 2012
fausto**
quinta-feira, julho 19, 2012
links
- dois textos bem legais na Cinética. Um do guru Hernani Heffner e outro de Andrea Ormond sobre Sérgio Mallandro e Mr. Catra.
- uma entrevista com Apichatpong Weerasethakul.
- nova edição da "La Furia Umana".
- textos novos na "Lola".
- dossiê Maurice Pialat na Interlúdio.
- Inácio Araújo sobre "Na estrada".
terça-feira, julho 17, 2012
bellamy ***
quarta-feira, julho 11, 2012
ricky gervais
"I’m not one of those people who think that comedy is your conscience taking a day off. My conscience never takes a day off and I can justify everything I do. There’s no line to be drawn in comedy in the sense that there are things you should never joke about. There’s nothing that you should never joke about, but it depends what that joke is. Comedy comes from a good or a bad place. The subject of a joke isn’t necessarily the target of the joke. You can make jokes about race without any race being the butt of the joke. Racism itself can be the butt, for example. When dealing with a so-called taboo subject, the angst and discomfort of the audience is what’s under the microscope. Our own preconceptions and prejudices are often what are being challenged. I don’t like racist jokes. Not because they are offensive. I don’t like them because they’re not funny. And they’re not funny because they’re not true. They are almost always based on a falsehood somewhere along the way, which ruins the gag for me. Comedy is an intellectual pursuit. Not a platform".
domingo, julho 08, 2012
sexta-feira, julho 06, 2012
a febre do rato **
terça-feira, julho 03, 2012
top30
domingo, julho 01, 2012
relato sobre o último edital do minc
Pequeno relato de Dácia Ibiapina, em 19/06/2012.
Aceitei participar desta comissão atendendo a um convite da Secretária Ana Paula Santana. Estava fora de Brasília quando recebi o telefonema e aceitei, como dever de ofício, sem saber quem eram os outros integrantes. Posteriormente recebi as instruções: cada integrante deveria ler todos os projetos (253) e indicar apenas 03 para serem discutidos em uma reunião dos cinco membros da comissão.
Não foi solicitado parecer dos membros da comissão para cada um dos projetos. Foi solicitado que pontuássemos com notas de 0 a 10 quatro critérios de seleção conforme abaixo:
1) Excelência criativa
2) Coerência do roteiro ou argumento com a proposta de produção e de direção da obra
3) Originalidade na abordagem e/ou ações de pesquisa do tema
4) Exeqüibilidade orçamentária da obra nos termos do edital.
Com estas notas os técnicos do MinC fizeram a tabulaçã e daí saiu a lista de 12 filmes a serem debatidos na reunião da comissão de seleção. Dos quais 05 foram contemplados e outros 03 ficaram na suplência. O número de 12 filmes e não de 15 é porque algumas indicações coincidiram.
A comissão de seleção foi formada por:
1) Denise Correia da Fontoura – do Rio de Janeiro – trabalha com roteiro, consultoria de roteiro, produção. Foi casada com Antonio Carlos Fontoura.
2) Dácia Ibiapina – DF, documentarista
3) Elisa Tomelli – SP, produtora
4) Selma Cristina Nunes – SP, Diretora de Negócios e conteúdo audiovisual Teleimage/Casablanca
5) Wilson Feitosa – SP, Distribuidor, Diretor Geral da Unifilmes Distribuidora
A reunião estava prevista para acontecer aqui em Brasília, no MinC. Foi transferida de última hora para um hotel no Rio. Ao chegar lá, fiquei conhecendo pessoalmente os colegas de comissão.
Foi uma reunião difícil para mim. Estava duplamente em minoria: única de fora do eixo RJ/SP e única diretora de documentários. O tom do debate sobre os filmes foi pautado no chamado “negócio do cinema”. Quem vai querer ver um filme como esse? Quem vai querer exibir? Quem vai querer distribuir? Quem vai querer comprar? Sobre a questão de contemplar filmes de fora do eixo Rio/SP para descentralizar a produção, fui voto vencido com base em dois argumanetos: 1) o edital não prevê cotas regionais; 2) a maioria esmagadora dos projetos era do Rio ou de São Paulo. Os colegas também insistiram muito na questão dos nomes consagrados como garantia de que os filmes terão qualidade e espaço de exibição. O mesmo aconteceu na comissão do edital de roteiros, que se reuniu no dia anterior. A novidade neste sentido é que alguns projetos gaúchos foram contemplados nos dois editais. Principalmente o pessoal que foi ou é da Casa de Cinema, já consagrados.
Aproveito para lembrar aqui que alguns diretores de fora do eixo Rio/SP concorreram por produtoras do Rio ou de São Paulo. São profissionais que hoje residem e trabalham naquelas cidades; ou ainda diretores que não encontraram produtora em seus estados de origem dispostas a entrar com seu projeto.
Não quero entrar aqui na discussão sobre os filmes contemplados ou não. Não acho ético. Também não pretendo aqui me justificar. Cumpri o edital, li e analisei com atenção todos os 253 projetos, fiz anotações e, ao final, pude indicar apenas 03 projetos para debate. Uma decisão cruel. Passei o mês de maio inteiro fazendo este trabalho. O edital não previa qualquer tipo de cota, seja regional ou para estreante. E este é o motivo pelo qual faço aqui este relato. Acho que esta questão é de interesse coletivo. Não previa também cota regional para a comissão de seleção. Sinto-me desobrigada com relação a questões pessoais, afinal eu também já tive, por inúmeras vezes, projetos e filmes preteridos em editais, bem como em comissões de seleção e júris de festivais e mostras de cinema. Nem por isso fui pedir explicações aos colegas ou pressioná-los. Nestes casos, infelizmente, ser contemplado é a exceção. A regra é não ser contemplado. No caso do edital longa doc a concorrência era de 50 projetos para 01 contemplado.
Porque participar e o que aprendi
Pude ler os projetos e me informar sobre quem está querendo fazer documentários, que tipo de documentários, sobre quais temas, de que forma e com quais objetivos. Para mim que faço documentários e estudo o tema, é importante ter este panorama.
Pude constatar que hoje é difícil pensar sobre o que é e o que não é documentário. A esmagadora maioria dos projetos caberia perfeitamente na categoria documentário para televisão. Dos 253 projetos, 60 eram filmes sobre personalidades. O que me remeteu ao projeto DocTV, que poderia perfeitamente acolher parte dos projetos e estes poderiam ser feitos com até 200 mil reais, em vez de pleitearem neste edital 625 mil reais, sendo 125 mil de contrapartida e 500 mil do edital. A idéia de exigir contrapartida não funcionou a contento. A maioria colocou como contrapartida cachês de pesquisa, roteiro, direção; além de uso sem custo dos equipamentos da produtora. Coloquei esta questão do DocTV para Ana Paula Santana, que passou rapidamente na reunião. Estava a caminho da Rio+20. Ela disse que o DocTV não acabou. Está sendo reformulado porque o “modelo de negócios” se revelou falho. Revelou, para minha surpresa, que nem a TV Brasil, nem a TV Cultura, estão interessadas no DocTV. Disse que ainda este ano o MinC pretende lançar ainda editais de telefilmes e teledocumentários. Que também não sei bem se é o que a gente gostaria. Contra o doctv, alguém argumentou: o pessoal pegava a grana do doctv já pensando em fazer um doc pra cinema e não um doctv, tanto é que muitos doctvs tiveram também versão pra cinema. Depois fiquei pensando: se a Globo pode pegar seus programas e transformar em filme pra cinema, porque os documentaristas não podem fazer o mesmo? São as famosas multiplataformas. Por que não?
Ainda sobre os 253 projetos, observei que tinha vários que foram claramente formatados para outros editais e reformulados para este. Editais como EtnoDoc, Histórias que ficam e, pasmem, para editais de filmes de ficção, que foram transformados em projetos de documentário. Nada contra: apenas um dado que chamou minha atenção. Observei também que tinham muitos “ficcionistas” concorrendo neste edital. Observei também que tinha muitos filmes que permitem à equipe técnica viajar pelo Brasil e por outros países, tipo doc “on the Road”. Havia também muitos projetos de produtores e diretores de televisão. Havia também projetos que já estão em produção.
Dever de casa para nós, em minha modesta opinião
1) Nós, de fora do eixo RJ/SP, precisamos apresentar mais e melhores projetos. Assim, talvez, fique mais fácil fazer frente à quantidade avassaladora de projetos do Rio e de São Paulo. Por outro lado: que estímulo temos se quase nunca somos contemplados?
2) Se acreditamos em descentralização da produção audiovisual, especialmente de cinema para exibição em salas, precisamos voltar a pressionar o MinC por cotas regionais, não só nos editais, mas também nas comissões de seleção.
3) Se acreditamos que uma parte dos recursos públicos deva ser investida em formar mão de obra fora do eixo Rio/SP e em diretores estreantes; temos que voltar a pressionar o MinC para estabelecer cotas para estreantes também. Tudo que conquistamos nesse sentido em gestões anteriores, foi por água abaixo nesta gestão. Observei que o discurso dos colegas do Rio e de São Paulo é: não podemos tirar oportunidade de realização de diretores consagrados para dar para diretores estreantes. Não podemos tirar o emprego de profissionais experientes para dar para gente que está aprendendo a ser profissional. À pergunta: e então, como vamos renovar e democratizar o cinema e o audiovisual brasileiro? Eles respondem: isso é problema do MinC. Ele que vá ensinar esse pessoal a trabalhar. Ensinar a fazer orçamento. Que vá fazer editais com pouca grana para estreantes e que deixe os editais maiores para quem sabe fazer filme. É o mesmo discurso que foi feito pela Associação Nacional de Roteiristas tempos atrás. Com este discurso eles conseguiram retirar a cota de estreante deste último edital de roteiros. O MinC aproveitou para acabar com a política de cotas para estreantes e de cotas regionais em todos os editais. Qual é nossa posição em relação a este tema?
Conclusão pessoal: fiquei desanimada para concorrer nos próximos editais do MinC. Após analisar 253 projetos, só pude indicar para debate 03; em um debate onde 03 colegas eram de SP, uma do Rio e eu de Brasília. Onde 04 eram do chamado “negócio do cinema” e apenas eu diretora de documentários. É uma escolha cruel. As chances de ser contemplado em um edital desses é pequena. É tipo: muita burocracia por nada. Entretanto, a política de editais ainda é, em minha opinião, a mais democrática que temos. Só nos resta seguir tentando.
quinta-feira, junho 28, 2012
e aí, comeu? °
terça-feira, junho 26, 2012
links
domingo, junho 24, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
o medo devora a alma *****
Alguns dizem que se trata de um cinema um tanto pessimista. Eu tendo a discordar, fervorosamente. O que está em jogo ali é uma espécie de revelação dos mecanismos que ordenam o nosso convívio social. Para o cineasta alemão, essa revelação seria uma maneira de alertar a nós, espectadores, sobre a necessidade de mudarmos nossas vidas. O cinema de Fassbinder é um chamado para a ação. E isto sim é que é ser otimista. Eu lembro de um texto do alemão falando sobre o impacto causado pelos filmes de Douglas Sirk. Fassbinder diz que jamais havia visto personagens femininas pensando no cinema. E isso, vejam só, lhe dava força e esperança.
terça-feira, junho 19, 2012
imitação da vida *****
sexta-feira, junho 15, 2012
carlão!
Domingo, o IMS exibe uma de suas obras-primas, "Filme Demência" (1986), às 18h15.
segunda-feira, junho 11, 2012
douglas sirk no ccbb!
12/06 (terça-feira)
18h Herança sagrada, 79min, DVD
20h Sinfonia interrompida, 90min, DVD
13/06 (quarta-feira)
18h Apaixonados, 79min, 16mm
20h La Habanera, 98min, 35mm
14/06 (quinta-feira)
18h Tudo o que o céu permite, 89min, 35mm
20h Almas maculadas, 91min, 35mm
15/06 (sexta-feira)
16h Os pilares da sociedade, 84min, 35mm
18h Sinfonia prateada, 88min, 16mm
20h Recomeçar a vida, 106min, 35mm
16/06 (sábado)
16h Sublime obsessão (John M.Stahl), 112min, DVD
18h Sublime obsessão, 108min, 35mm
20h Palavras ao vento, 99min, 35mm
17/06 (domingo)
15h30 April! April!, 82min, 35mm
17h30 Amar e morrer, 132min, 35mm
20h A garota do pântano, 82min, 35mm
19/06 (terça-feira)
14h Aula – “A encenação pelo excesso e o sistema sirkiano” com Mariana Baltar professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF)
16h Hino de uma consciência, 108min, DVD
18h Vidocq, 102min, DVD
20h Onde canta o rouxinol, 85min, 35mm
20/06 (quarta-feira)
18h O que matou por amor, 106min, 16mm
20h Sublime obsessão, 108min, 35mm
21/06 (quinta-feira)
17h30 Palavras ao vento, 99min, 35mm
19h30 Amar e morrer, 132min, 35mm
22/06 (sexta-feira)
16h Sangue rebelde, 91min, DVD
18h Chamas que não se apagam, 84min, 35mm
20h La Habanera, 98min, 35mm
23/06 (sábado)
16h Sinfonia prateada, 88min, 16mm
18h Almas maculadas, 91min, 35mm
20h Imitação da vida, 125min, 35mm
24/06 (domingo)
16h O medo devora a alma, 93min, 35mm
18h Tudo o que o céu permite, 89min, 35mm
20h O que matou por amor, 106min, 16mm
26/06 (terça-feira)
18h Emboscada, 102min, DVD
20h Agonia de uma vida, 84min, 16mm
27/06 (quarta-feira)
18h Longe do Paraíso, 107min, 35mm
20h Mulher de fogo, 81min, 16mm
28/06 (quinta-feira)
15h Imitação da vida (John M.Stahl), 111min, DVD
17h30 Imitação da vida, 125min, 35mm
20h O poder da fé, 86min, 35mm
29/06 (sexta-feira)
14h Aula – “A permanência de Douglas Sirk” com João Luiz Vieira, professor de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF)
16h Herança sagrada, 77min, DVD
18h Sonha, meu amor, 97min, 16mm
20h Onde canta o rouxinol, 85min, 35mm
30/06 (sábado)
16h Os pilares da sociedade, 84min, 35mm
18h Música e romance, 87min, 16mm
20h Chamas que não se apagam, 84min, 35mm
01/07 (domingo)
16h E o noivo voltou, 82min, DVD
18h Desejo atroz, 79min, 16mm
20h April! April!, 82min, 35mm
03/07 (terça-feira)
18h Emboscada, 102min, DVD
20h A garota do pântano, 82min, 35mm
04/07 (quarta-feira)
18h Vidocq, 102min, DVD
20h Apaixonados, 79min, 16mm
05/07 (quinta-feira)
15h Segredos e mentiras, 142min, DVD
18h Sinfonia interrompida, 88min, DVD
20h O poder da fé, 86min, 35mm
06/07 (sexta-feira)
16h Hino de uma consciência, 108min, DVD
18h E o noivo voltou, 82min, DVD
20h Música e romance, 87min, 16mm
07/07 (sábado)
16h Sonha, meu amor, 97min, 16mm
18h Mulher de fogo, 81min, 16mm
20h Recomeçar a vida, 106min, 35mm
08/07 (domingo)
16h Desejo atroz, 79min, 16mm
18h Agonia de uma vida, 84min, 16mm
20h Sangue rebelde, 91min, DVD
sábado, junho 09, 2012
quinta-feira, junho 07, 2012
plano de fuga °
terça-feira, junho 05, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
quarta-feira, maio 30, 2012
a conspiração*
domingo, maio 27, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
kenny powers!
Andrea: You can't keep storming into my classrooms. We're broken up.
Kenny: What? No, no, no, no. That breakup wasn't real. Sure, You betrayed me and my party, but that breakup was spoken in anger. And, I'm sorry for that. It didn't count.
Andrea: It didn't?
Kenny: No, this is the breakup that counts.
Andrea: You're an asshole.
Kenny: Easy, let's not get bitter, okay? I know a lot of you guys are looking at me and saying, "Hey, there's a dude who is exactly my same age". Well, truth be told. I'm a grown-up, real person. Sure your bodies might be tight. You might like to have sex in amazing, cool, intricate positions. But besides that shit... you all don't have a fucking clue. The shit y'all are doing. The fucking Facebook shit, the Internets, the fucking DVDS. That's all bullshit. Your shit isn't real. But from where I'm standing, a full grown man, who has achieved his dreams. Yeah, that's right. I'm going back to the majors. My shit is about as real as it gets. And besides, I can out-party, out-drink, and out-fuck, each of you. Youth can suck my dick. So unless you have anything to add. Then consider this relationship over. Have a nice life. I'll never forget you. And I know you won't forget me. Cause I popped that cherry. That's right, I tore it out for all you young guys.
terça-feira, maio 22, 2012
o homem que não dormia
terça-feira, maio 15, 2012
links
- Nova edição de La Furia Umana sobre Jerry Lewis.
- Uma reportagem da "LA Weekly" sobre película em Hollywood.
- Um breve tutorial sobre como ripar clipes de DVDs.
- A primeira parte de uma entrevista com o Jean louis Comolli no "Senses of Cinema".
- Para quem ainda não conhece, vale checar o Pinewood Dialogues. São podcasts com bastante gente. Alguns muito legais. Vejam aqui a lista completa dos entrevistados.
domingo, maio 13, 2012
sexta-feira, maio 11, 2012
sete dias com marylin *
O maior problema talvez esteja no roteiro de Adrian Hodges. A narrativa se alterna entre a experiência pessoal e o amadurecimento de Colin e o dilema de Marilyn, uma mulher que depende e ao mesmo sofre da imagem que o mundo faz dela. Mas “Sete dias com Marilyn” nunca abandona o ponto de vista do rapaz – embora quase todos os demais personagens tenham mais presença e carisma do que ele. Ele abre e fecha o filme com narrações em off e frases do tipo "Eu tinha tudo para provar a minha família ... mas mais para mim mesmo”, e Hodges insiste em fazê-lo presente para entreouvir todos os momentos dramáticos da história. É bem verdade que, por vezes, vislumbra-se a possibilidade de “Sete dias com Marilyn” ter sido mais do que um filme simpático, porém demasiadamente convencional (especialmente no que concerne as interpretações e as situações e os personagens da trama), mas falou mais alto o desejo por um “cinema de qualidade”, funcional, perecível, sem conflito.
quarta-feira, maio 09, 2012
terça-feira, maio 08, 2012
orson welles
8 de Maio
14h00 Soberba (88min, 35mm)
16h30 Verdades e Mentiras (89min, exibição digital)
19h00 O Estranho (95min, 35mm)
9 de Maio
14h00 Dom Quixote (116min, exibição digital)
16h30 Macbeth – Reinado de Sangue (89min, 16mm)
19h00 Debate “Elementos e Influência de Shakespeare no universo
wellesiano”, com o Prof. Dr. Marcel Vieira (UFC) e Profª Drª.
VanessaTeixeira de Oliveira (UNIRIO)
10 de Maio
14h00 Falstaff – O Toque da Meia-noite (115min, exibição digital)
16h30 A Dama de Shangai (87min, exibição digital)
19h00 Otelo (92min, 35mm)
11 de Maio
14h00 A Marca da Maldade (95min, 35mm)
16h30 Grilhões do Passado (97min, exibição digital)
19h00 Soberba (88min, 35mm)
12 de Maio
14h00 Cidadão Kane (115min, 35mm)
16h30 O Processo (119min, 35mm)
19h00 É Tudo Verdade (85min, exibição digital)
13 de Maio
14h00 Falstaff – O Toque da Meia-noite (115min, exibição digital)
16h30 Dom Quixote (116min, exibição digital)
19h00 The Hearts of Age (8min, exibição digital)
Verdades e Mentiras (89min, exibição digital)
sexta-feira, maio 04, 2012
saraceni no mam
quarta-feira, maio 02, 2012
catálogo
sábado, abril 28, 2012
abel ferrara no brasil
- Quando passeávamos pela esplanada: “Yeah, I am totally unimpressed”.
- Quando visitamos o templo do Vale do Amanhecer: “This is scaring the shit out of me. What the hell are we doing here?! I don’t want to mess with this people”.
- Quando um jornalista em São Paulo o perguntou sobre testes de elenco: “You are auditioning right now man”.
Um dos assuntos preferidos de Ferrara é seu tio Bobo, o barman do curta “Could this be love”. Uma das curiosidades sobre ele: foi o tio de Ferrara que apresentou Jake La Mota a sua futura e bela esposa, loira e muito mais jovem que o boxeador. Lembram de “Touro indomável”?
segunda-feira, abril 16, 2012
problemas
sábado, abril 14, 2012
debate
- o Hernani disse que o diretor de fotografia do Abel Ferrara deveria ter mais atenção dos críticos. Ele tem razão. Eu vi ontem o "Enigma do Poder" (New Rose Hotel) é mesmo uma coisa impressionante aquele vermelho, os movimentos, as câmeras lentas... Ken Kelsh é o nome do homem.
- outra do Hernani sobre os personagens do Ferrara: "é como olhar para o Diabo e não ver o Mal".
- o Ruy lembrou de uma resposta do Ferrara a uma entrevista realizada pelo Scorsese. Ao ser perguntado sobre influência, além de citar alguns nomes, ele disse que o que mais o inspirava, contudo, era o que estava ao seu lado.
Outra coisa: visitem o site da mostra, www.abelferrara.com.br Há uma seção bacana de vídeos. Dá pra ver uma entrevista com o Conan O'Brian, alguns clipes dirigidos pelo Ferrara e outras coisas.
segunda-feira, abril 09, 2012
quinta-feira, abril 05, 2012
ferrara

terça-feira, abril 03, 2012
shame **
sábado, março 31, 2012
marli de feira de santana
quarta-feira, março 28, 2012
o porto***
segunda-feira, março 26, 2012
raul seixas **
sexta-feira, março 23, 2012
terça-feira, março 20, 2012
john carter **
RICARDO CALIL
CRÍTICO DA FOLHA
Depois de "Missão: Impossível - Protocolo Fantasma", de Brad Bird ("Ratatouille"), "John Carter: Entre Dois Mundos" é a segunda produção, em um ano, a recorrer a um diretor de animação da Pixar para dar consistência a um filme de aventura.
Nessa adaptação do livro "A Princess of Mars", de Edgar Rice Burroughs, o escolhido foi Andrew Stanton, diretor dos excelentes "Procurando Nemo" e "Wall-E".
Se Stanton não consegue um resultado com o frescor do mais recente "Missão: Impossível", ele parece ao menos salvar seu material do que poderia ser um desastre sem a sua presença.
O diretor imprime ao filme um espírito dos antigos seriados exibidos em matinês, como "Flash Gordon", em que a única complicação parecia vir dos nomes exóticos de personagens e de planetas.
"John Carter" quer uma fruição simples: protagonista que salta centenas de metros, monstros marcianos que se comportam como cachorros, alienígenas que remetem a tribos africanas, ritmo de aventura incessante e diálogos que indicam que o filme, sabiamente, não se leva a sério.
A esses prazeres talvez antiquados, Stanton adiciona outros mais modernos: efeitos especiais de ponta, cenários digitais grandiosos e uso eficiente do 3D.
Nesses aspectos, "John Carter" se aproxima da série "Star Wars" e de "Avatar" -que, não por acaso, também usaram a tecnologia para resgatar o clima dos antigos seriados de aventura.
A série de Burroughs se presta bem a esse tipo de operação. Nela, o capitão John Carter (Taylor Kitsch) é teletransportado misteriosamente dos Estados Unidos do século 19 para Marte (chamado pelos locais de Barsoom).
Ali ele se torna figura central de uma guerra civil que envolve os humanoides de Helium, com sua princesa Dejah Thoris (Lynn Collins), os de Zodanga, dominados pelo feiticeiro Matai Shang (Mark Strong), e ainda os alienígenas Tharks, liderados por Tars Tarkas (Willem Dafoe).
Por vezes, as relações entre os três grupos marcianos se tornam um tanto confusas -demonstrando que Stanton não conseguiu cumprir plenamente o projeto de uma diversão descomplicada.
Mas o principal problema de seu filme está na dupla de protagonistas, Kitsch e Collins, cuja beleza está num patamar bastante superior ao de seu talento dramático.
Ora eles parecem saídos de uma novela americana, ora parecem seres criados por computação gráfica, menos humanos (e carismáticos) do que os alienígenas do filme.
sábado, março 17, 2012
hugo cabret ***
“Hugo Cabret” é puro entretenimento. Um filme feito para crianças. Scorsese mostra-se, em primeiro lugar, interessado em contar uma boa história. Isto por vezes, especialmente em sua primeira hora, faz de “Hugo” uma sucessão meio aborrecida de convenções. Mas para alguém que gosta mesmo de cinema, parece-me difícil não se sentir atraído por esta história. Até porque “Hugo Cabret” é também uma forma de manifesto. Um filme feito para cinéfilos, de irmão para irmãos. Scorsese nos chama de mágicos, feiticeiros, sonhadores... e ainda busca, com as imagens em 3D e os muitos efeitos especiais, não somente um olhar para frente, sem medo, como também novas possibilidades de “maravilhamento”. “Hugo” é material contagioso. Este é o maior elogio que se pode fazer sobre este filme.
quarta-feira, março 14, 2012
fellini no ims
domingo, março 11, 2012
quinta-feira, março 08, 2012
a essa altura do campeonato...
terça-feira, março 06, 2012
domingo, março 04, 2012
a música segundo tom jobim ***
Gostei bastante deste filme do Nelson Pereira dos Santos. Talvez goste mais até do esforço de se fazer uma biografia diferente do que do filme propriamente dito. Na verdade, é estranho separar as coisas dessa maneira... Mas o fato é que estamos hoje vivendo em uma realidade em que a “ousadia” é um valor a priori (não só no cinema; o capitalismo contemporâneo incorporou os discursos das liberdades individuais dos anos 60 e 70). Hollywood mesmo é uma espécie de vale-tudo de “originalidades” vazias. Então, quando um cineasta faz uma biografia como “A música segundo Tom Jobim” sinto-me aliviado, inspirado e na obrigação de agradecê-lo.
quinta-feira, março 01, 2012
séries
- “Walking Dead”. Uma decepção esta segunda temporada. Eu gostei muito da primeira. Até cheguei a postar algo por aqui. Mas esta segunda (atualmente em seu décimo episódio) mais parece uma novela (no pior sentido da palavra): as situações se estendem ao máximo; os personagens, suas características, nos são reiteradas a todo o momento; e, o que é pior, agora temos mocinhos e bandidos entre os personagens. Isso sem contar com alguns problemas que não ocorriam na primeira temporada, como personagens que aparecem sem mais nem menos (como os dois jovens que vivem na fazenda).
- Eu achava impossível. Mas, depois dos dois primeiros episódios de sua terceira temporada, me parece que “Eastbound & down” está ainda mais engraçado. Pra mim, a melhor série do momento. Escrevi sobre ela no blog.
- Acabo de ver a terceira temporada de “Bored to death”. As duas primeiras foram incríveis. Jason Schwartzman, Zach Galifianakis e, especialmente, Ted Danson estão sensacionais na pele de três maconheiros inveterados e super amigos. Muito engraçado. Esta terceira temporada, contudo, me decepciono um pouco. A coisa ficou meio rocombolesca. Os personagens deram uma enlouquecida. A série andava mal de audiência e corria o risco de ser cancelada (o que ocorreu). Talvez tenha sido esse o problema.
- Eu acabei de ver o primeiro episódio de “Luck”, dirigido por ninguém menos que Michael Mann. Ainda não sei o que dizer. Muitos personagens. Uma realidade, um espaço, que eu não entendo muito bem. Uma câmera com parkinson. Belíssimos planos dos cavalos. Grandes atuações. É preciso esperar por alguns outros episódios.
- Aguardo, ansioso, pela estréia da terceira temporada de “Louie”, série cômica de um dos maiores comediantes de stand up da atualidade, Louie C..K (ele escreve, produz, dirige e monta). Gostei muito da segunda temporada, quando a série deixou de ser fundamentalmente cômica, e se colou à experiência de seu protagonista, um sujeito carismático de meia idade, comediante e pai de duas filhas. Um cara que parece estar sempre tomando as decisões erradas.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
sábado, fevereiro 25, 2012
a separação ***

Eu ando lendo por aqui alguns textos de filosofia política e, ao ver este “A separação”, não consegui parar de pensar em Rousseau. O pensador francês não busca organizar conceitos abstratos como a maior parte dos filósofos, mas conhecer e compreender o homem. Pra ele, o homem é bom por natureza, a sociedade é que o corrompe. Mais do que isso. O homem é perfectível, um animal em devir. A partir de uma inocência originária (que se mantém em nós sufocada), nos tornaríamos bons ou maus. Lembro de uma passagem de “Confissões”, a autobiografia de Rousseau, em que o autor descreve um incidente ocorrido entre ele e uma criada chamada Marrion. Ao serem chamados pelos donos da casa, ele a acusou de ter roubado uma fita (na verdade, o culpado era ele). Marrion foi expulsa e Rousseau sublinha ter sido este o maior erro de sua vida. Contudo, quando o confessa em seus escritos, declara jamais ter sido tão bom. Nem é preciso dizer quanta confusão isso criou na época. Até hoje, Rousseau parece-me classificado com um pensador, no mínimo, ingênuo.
Mas é importante entender que para ele existe uma inocência primitiva que está fora do bem e do mal, da virtude e do vício. Em sua infância, o homem é anterior à fase em que se tornará moral ou imoral: ele é inocente. A “bondade”, na infância e na vida adulta, não é nem boa nem má, mas uma espécie de valor psicológico e não ético. Está mais para uma espécie de predisposição espontânea para a piedade e a benevolência. Ser bom, para Rousseau, é colocar-se no lugar do outro. Ele sentiu o que Marrion sentia, condenava-se como ela o condenava. Mas, por timidez e por temor, não ousou dizer a verdade e cometeu o pior dos erros. Contudo, não foi bondade o que lhe faltou, e sim virtude.
E o que isso tem a ver com “A separação”? Acho que a descrição que Rousseau faz da natureza humana está em sintonia com o que vemos neste filme. Nenhum dos personagens é sacana ou mau. Na verdade, são todos boas pessoas. Querem fazer o bem, mas estão a todo o momento cometendo falhas. O que lhes falta, no entanto, mais uma vez, não é bondade, mas virtude. O curioso é que estas falhas, como bolas de neve, crescem, se expandem, contaminam tudo. A última sequencia do filme é paradigmática neste sentido. A inocência da filha do casal, atacada por todo o longa, é, no fim, corrompida por completo quando obrigam a menina a escolher um dos pais.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
terça-feira, fevereiro 21, 2012
j. edgar ***

Acho estranho quando um filme é desqualificado (como ocorreu, por exemplo, na crítica do “O Globo”) por problemas de maquiagem. Ok, a maquiagem de Di Caprio é mesmo ruim. E isso prejudica a nossa entrada no longa até certo ponto. Agora, “J. Edgar” é mais um ótimo filme de Clint Eastwood. É incrível como Eastwood consegue (nesta que é uma de suas assinaturas) construir relações humanas tão carregadas de sentimentos. Este é um filme de cenas antológicas: o beijo e a briga apaixonados e apaixonantes entre os dois protagonistas; a sequência em que Edgar coloca o vestido da mãe recém falecida e se vê no espelho; o último e terno beijo na testa de Tolson já no fim do filme.
Eastwood não quer chegar ao homem por trás do mito. Tampouco toma o personagem como exemplar - gosto muito como, no fim, Hoover não reconhece o mundo em que vive, embora tenha consciência de que ele foi um dos agentes privilegiados deste estado de coisas. O que interessa ao cineasta americano é um gesto de aproximação. Eastwood está sempre privilegiando o elemento humano. E tudo acontece de maneira natural, discreta, sem alardes. O cineasta seleciona e narra fatos. Através deles, identificamos obsessões, desejos e fantasmas. Um personagem próximo, porém distante e por vezes até mesmo incompreensível. Este, na verdade, tem sido um dos grandes mistérios do veterano realizador: ser claro e objetivo e ao mesmo tempo preservar fissuras e obscuridades latentes. Essas lacunas ajudam a entender a força das cenas citadas no primeiro parágrafo.
domingo, fevereiro 19, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
o artista **
Eu não entendo como alguém queira fazer hoje um filme mudo. Não acho que não se deva fazê-lo. Não acho que um filme mudo contemporâneo seria inevitavelmente ruim. Eu só não entendo o que leva um cineasta a fazer um filme mudo hoje. E me incomoda bastante a maneira como “O artista” vem sendo promovido na mídia de maneira geral. É como se o “mudo” fosse uma espécie de valor a priori, como se sua mudez fosse algo por si só digno de elogios. Acho isso tão estranho. E, na verdade, me parece que essa questão está lá no filme. Embora “O artista” seja divertido e tenha lá suas grandes cenas (como quando a atriz coloca um de seus braços no paletó de seu ídolo ou quando o protagonista é engolido pela areia movediça), o cinema mudo para ele é algo como um verbete de dicionário, uma coisa meio morta, reduzida a códigos, regras e efeitos. Isto, aliás, é bem curioso. Por que, neste sentido, este filme de Michel Hazanavicius não poderia ser mais contemporâneo nessa sua valorização pelo estilo (como arte da cópia) e pela obediência a um certo número de regras. Fiquei pensando no “Machete”. São filmes opostos. “O artista” é sério, orgulhoso de seu ar de alta cultura, apesar de ter sido produzido para o consumo rápido das classes média do mundo inteiro. O filme de Rodrigues caracteriza-se por uma negação da seriedade, por um certo desprezo por instâncias oficiais de legitimação do gosto na arte e na cultura.
* outra coisa: não gosto da atuação e das caretas dos atores deste filme, com a exceção de John Goodman.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
os homens que não amavam as mulheres ***
Gostei de “Os homens que não amavam as mulheres”. Mas não muito. David Fincher é um cineasta competente, sem dúvida nenhuma. Contudo, há uma espécie de grife fincher... Não sei se me entendem. É como se Finhcer, agora um cineasta de qualidade consagrada, estivesse confortável, preguiçoso, pouco corajoso. Bom, talvez coragem, digamos, estética nunca tenha sido um forte de Fincher. Mas este “Os homens que amavam as mulheres”, embora sempre divertido, esteja, como apontou o J. Hoberman lá no “Village Voice”, mais para “evening stroll through a well-lit topiary garden” do que “a walk on the wild side”. Algo que me incomoda bastante neste filme é o elemento sueco mal resolvido. Os atores falam inglês com sotaque britânico e dizem vez ou outra palavras como “tak” ou “hej hej”. É meio ridículo isto, não? Talvez tenha sido uma imposição do estúdio. Talvez os produtores acreditassem que isto fosse bom para a aceitação do filme internacionalmente. A mim, no entanto, me parece faltar “culhão” ao longa. A cena de estupro de Lisbeth também me incomoda bastante. Não acho que não se deva filmar cenas de estupro. Não é isso. Mas vejam parte da sequencia abaixo. A montagem, a trilha, as interpretações dos atores... É uma cena por demais espetaculosa, na minha opinião. Ela não é narrada colada à experiência da mulher que está sendo estuprada (e vive aquilo de uma maneira nem um pouco espetaculosa), nem a do estuprador. A maneira como a sequencia é filmada diz muito mais respeito à grife fincher e a nos espectadores. Não sei. Vi o filme ontem. Ainda estou a pensar sobre estas coisas.
A trilha sonora de Trent Reznor é incrível. Vejam aí a versão de “Immigrant Song” do Led Zeppeling.




