sábado, junho 20, 2009

killshot e patativa

Nos textículos da Cinética, além de "A janela" e "Um ato de liberdade", texto sobre "Killshot".
Veja também o texto sobre "Patativa do Assaré".

sexta-feira, junho 12, 2009

quarta-feira, junho 03, 2009

anos 30

A Liga dos Blogues Cinematográficos postou hoje um ranking dos 20 melhores filmes da década de 30 segundo seus integrantes. Abaixo, segue a lista que enviei à liga.

M (1931), de Fritz Lang
A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir
Limite (1931), de Mário Peixoto
A Atalante (1934), de Jean Vigo
O Diabo a Quatro (1933), de Leo McCarey
O homem de Aran (1934), de Robert Flaherty
Las hurdes (1932), de Luiz Buñuel
Scarface (1932), de Howard Hawks
Terra (1930), de Aleksandr Dovzhenko
Enthusiasm (1931), de Dziga Vertov
À Nous la Liberte (1931), de René Clair
O Gato Preto (1934), de Edgar G. Ulmer
Sabotagem (1936), de Alfred Hitchcock
I Was Born But (1932), de Yasujiro Ozu
Sisters of the Gion (1936), de Kenji Mizoguchi
O morro dos ventos uivantes (1939), de William Wyler
Heróis esquecidos (1939), de Raoul Walsh
A mocidade de Lincoln (1939), de John Ford
Alexander Nevsky (1938), de Sergei Eisenstein
O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming

Para essa lista, acabei montando uma outra enorme. Alguns eu ainda nem vi. Mas estão computados pelo realizador, pelo que li, e pelo que ouvi dizer. Quem quiser reclamar, sugerir, recomendar, comentar...

1930
A Idade de Ouro (Bunuel)
Terra (Dovzhenko)
Morocco (Josef von Sternberg)
Sangue de um poeta (Jean Cocteau)
Sous les Toits de Paris (René Clair)
Hell's Angels (Howard R. Hughes)
The Big Trail (Raoul Walsh)
Nada de Novo no Front (Lewis Milestone)
O Anjo Azul (Sternberg)
Her Man (Tay Garnett)
Laughter (Harry d'Arrast)
Monte Carlo (Lubitsch)
Sob os Tetos de de Paris (Clair)
Tabu (Murnau)
That Night's Wife (Ozu)

1931
Enthusiasm (Vertov)
M (Lang)
Limite (Mário Peixoto)
À Nous la Liberté (René Clair)
Blonde Crazy (Roy del Ruth)
O Campeão (King Vidor)
A Cadela (Renoir)
Luzes da Cidade (Chaplin)
Desonrada (Sternberg)
The Man I Killed (Lubitsch)
La nuit du carrefour (Renoir)
Philips Radio (Joris Ivens)
The Struggle (Griffith)

1932
Las hurdes (Bunuel)
Ivan (Dovzhenko)
I Was Born But (Ozu)
Boudu Salvo das Aguas (Renoir)
Freaks (Tod Browning)
Scarface (Hawks)
O Testamento do Dr. Mabuse (Lang)
Ladrão de Alcova (Lubitsch)
O Vampiro (Dreyer)
Zero de Conduta (Jean Vigo)
Os Genios da Pelota (Norman Z. McLeod)
Love Me Tonight (Robert Mamoulian)
Marie, legende hongrois (Fejos)
A Mascara de Fu Manchu (Charles Brabin)
Me and My Gal (Walsh)
Million Dollar Legs (Edward F. Cline)
The Music Box (James Parrott)
A Casa Sinistra (James Whale)
Uma Hora Contigo (Lubitsch/Cukor)

1933
O Diabo a Quatro (Leo McCarey)
King Kong (Merian C. Cooper)
Industrial Britain (Robert Flaherty)
O Ultimo Chá do General Yen (Frank Capra)
Bombshell (Victor Fleming)
Deserter (Pudovkin)
The Great Consoler (Kuleshov)
Hallelujah, I'm a Bum (Milestone)
Hard to Handle (Mervyn LeRoy)
Man's Castle (Borzage)
Passing Fancy (Ozu)
Stoopnocracy (Dave Fleischer)
Topaze (d'Arrast)

1934
A Atalante (Vigo)
O Gato Preto (Edgar G. Ulmer)
Toni (Renoir)
Triumph of the Will (Leni Riefenstahl)
It Happened One Night (Frank Capra)
Man of Aran (Flaherty)
Cleopatra (DeMille)
A Alegre Divorciada (Mark Sandrich)
Juiz Priest (John Ford)
Our Daily Bread (King Vidor)
The Scarlet Empress (Sternberg)
La signora di tutti (Max Ophuls)
Suprema Conquista (Hawks)

1935
Aerograd / Frontier (Dovzhenko)
A Noiva de Frankenstein (James Whale)
O Crime do Sr. Lange (Renoir)
Vamos a America (McCarey)
The Scoundrel (Ben Hecht / Charles MacArthur)
Sylvia Scarlett (George Cukor)
Os 35 Degraus (Hitchcock)

1936
Mr. Deeds Goes to Town (Frank Capra)
Sabotage (Alfred Hitchcock)
Sisters of the Gion (Mizoguchi)
The Devil Doll (Browning)
Furia (Lang)
Tempos Modernos (Chaplin)
Filho Unico (Ozu)
O Prisoneiro da Ilha dos Tubarões (Ford)
Rose Hobart (Joseph Cornell)
Night Mail (Harry Watt, Basil Wright)
Osaka Elegy (Mizoguchi)

1937
A Grande Ilusão (Renoir)
A Star is Born (William Wellman)
J'accuse (Abel Gance)
The Great Garrick (Whale)
A Cruz dos Anos (McCarey)
Les perles de la couronne (Sacha Guitry)
Vive-se Só uma Vez (Lang)
A Day at the Races (Sam Wood)

1938
Alexander Nevsky (Eisenstein)
A Besta Humana (Renoir)
A Dama Oculta (Hitchcock)
Olympia (Leni Riefenshahl)
Bringing Up Baby (Howard Hawks)

1939
A Regra do Jogo (Renoir)
O Magico de Oz (Fleming)
Young Mr. Lincoln (John Ford)
O morro dos ventos uivantes (William Wyler)
The Roaring Twenties (Raoul Walsh)
Ninotchka (Ernst Lubitsch)
Stagecoach (John Ford)
L'espoir (Andre Malraux)
Duas Vidas (McCarey)
Paraiso Infernal (Hawks)
Conto dos Crisântemos Tardios (Mizoguchi)

quarta-feira, maio 27, 2009

chris marker no ccbb!

2009 está com tudo. Dá-lhe Chris Marker no CCBB. Não percam!
26 de maio (terça-feira)

20h00 - PROGRAMA 1 – La jetée (Chris Marker, França, 1962, 35mm, PB, Fic, 28min) + A.K. Retrato de Akira Kurosawa (A.K Portrait d’Akira Kurosawa, Chris Marker, França, 1985, 35mm, cor, Doc, 75min)

27 de maio (quarta-feira)

15h00 - PROGRAMA 3 – O fundo do ar é vermelho (Le fond de l’air est rouge, Chris Marker, França, 1977, 16mm/35mm>DVD, Doc, 180min)

18h00 - PROGRAMA 8 – As 20 horas nos campos (Les 20 heures dans les camps, Chris Marker, França, 1993, Vídeo Hi-8>Beta, cor, Doc, 28min) + Boina azul (Casque Bleu, Chris Marker, França, 1995, 27min, vídeo>Beta, cor, Doc, 27min) + Um prefeito em Kosovo (Un maire au Kosovo, 2000, Chris Marker, França, vídeo>Beta, cor, Doc, 27min)

19h30 - PROGRAMA 5 – O túmulo de Alexandre (Le tombeau d’Alexandre, Chris Marker, França, 1993, Hi-8>Beta, PB e cor, Doc, 118min)

28 de maio (quinta-feira)

15h00 - PROGRAMA 10 – A sexta face do pentágono (La sixiéme face du pentagone, Chris Marker, França, 1967, 35mm>Beta, PB e cor, 28min) + A embaixada (L’ambassade, Chris Marker, França, 1974, Super 8>Beta, cor, Doc, 20min) + Balada berlinense (Berliner Ballade, Chirs Marker, França, 1990, vídeo Hi-8>Beta, cor, 29min, Doc, 1990)

17h00 - PROGRAMA 9 – E-CLIP-SE (Chris Marker, França, 1999, Beta, cor, Doc, 8min) + Slon-Tango (Chris Marker, França, 1993, Beta, cor, Doc, 4min) + Gato escutando a música (Chat écoutant la musique, Chirs Marker, França,1985-90, vídeo>Beta, cor, Doc, 2min50s) + Chats perchés (Chris Marker, França, 2004, Beta, cor, Doc, 59min)

19h00 – Debate: Consuelo Lins e Emi Koide, Mediação: Patrícia Rebello

29 de maio (sexta-feira)

15h00 - PROGRAMA 13 – 2084. Centenário do Sindicalismo. Videoclipe para uma reflexão sindical e pelo prazer (2084. Centenaire du Syndicalisme. Video-Clip pour une reflexión syndicale et pour le plaisir, Chris Marker, França, 1984, 35mm>Beta, cor, Doc, 10min) + Até breve, espero (À bientôt, j’espère, Chris Marker e Mario Marret, França, 1968, 16mm>Beta, PB, Doc, 44min) + Já que dizemos que é possível (Puisqu’on vous dit que c’est possible, Filme coletivo, França, 1974, 16mm/35mm>Beta, cor, 43min)

17h00 - PROGRAMA 6 - Nível 5 (Level 5, Chris Marker, França, 1996, Betacam>35mm, cor, 106min)

19h00 - PROGRAMA 15 – Descrição de uma memória (Tsa'ad Revi'i La'matbe'a, Dan Geva, Israel, 2006, Beta, Cor, Doc, 80min)

30 de maio (sábado)

15h00 - PROGRAMA 7 – Um dia de Andrei Arsenevich (Une journée d’Andrei Arsenevich, Chris Marker, França, 1999, 16mm e vídeo>Beta, cor, Doc, 56min) + A felicidade (Schastye, Alexander Medevdkine, Rússia, 1934/1971, 35mm>Beta, PB, 70min)

17h15 - PROGRAMA 11 – Recordações de um porvir (Le souvenir d’un avenir, Yannick Bellon e Chris Marker, 2001, Vídeo>Beta, PB, 42min) + Viva a baleia (Vive la baleine, Chris Marker e Mario Ruspoli, 1972, 35mm, PB, Doc, 30min)

19h00 - PROGRAMA 2 – Junkopia - San Francisco (Chris Marker, França, 1981, 35mm, cor, Doc, 6min) + Sem sol (Sans Soleil, Chris Marker, França, 1982, 35mm, 100min)

31 de maio (domingo)

15h00 - PROGRAMA 10 – A sexta face do pentágono (La sixiéme face du pentagone, Chris Marker, França, 1967, 35mm>Beta, PB e cor, 28min) + A embaixada (L’ambassade, Chris Marker, França, 1974, Super 8>Beta, cor, Doc, 20min) + Balada berlinense (Berliner Ballade, Chirs Marker, França, 1990, vídeo Hi-8>Beta, cor, Doc, 29min)

17h00 - PROGRAMA 14 – Falamos de Praga: O segundo processo de Artur London (On vous parle de Prague: Le deuxième procès d’Artur London, Chris Marker, França, 1969, 16mm>Beta, PB, Doc, 30min) + Falamos do Brasil: Torturas (On vous parle du Brésil: Tortures, Chris Marker, França, 1969, 16mm>Beta, PB, Doc, 20min) + Falamos do Brasil: Carlos Marighela (On vous parle du Brésil: Carlos Marighela, Chris Marker, França, 1970, 16mm>Beta, PB, Doc, 17min) + Falamos de Paris: As palavras têm um sentido. Retrato de François Maspéro (On vous parle de Paris: Les mots ont un sens. Portrait of François Maspéro, Chris Marker, França, 1970, 16mm>Beta, PB, Doc, 20min) + Falamos do Chile: O que Allende dizia (On vous parle du Chili: Ce que disait Allende, Chris Marker, França, 1973, 16mm>Beta, PB, Doc, 15min)

19h00 - PROGRAMA 8 – As 20 horas nos campos (Les 20 heures dans les camps, Chris Marker, França, 1993, Vídeo Hi-8>Beta, cor, Doc, 28min) + Boina azul (Casque Bleu, Chris Marker, França, 1995, 27min, vídeo>Beta, cor, Doc, 27min) + Um prefeito em Kosovo (Un maire au Kosovo, 2000, Chris Marker, França, vídeo>Beta, cor, Doc, 27min)

2 de junho (terça-feira)

17h00 - PROGRAMA 5 – O túmulo de Alexandre (Le tombeau d’Alexandre, Chris Marker, França, 1993, Hi-8>Beta, PB e cor, Doc, 118min)

19h00 - PROGRAMA 3 – O fundo do ar é vermelho (Le fond de l’air est rouge, Chris Marker, França, 1977, 16mm/35mm>DVD, Doc, 180min)

3 de junho (quarta-feira)

15h00 - PROGRAMA 11 – Recordações de um porvir (Le souvenir d’un avenir, Yannick Bellon e Chris Marker, França, 2001, Vídeo>Beta, PB, 42min) + Viva a baleia (Vive la baleine, Chris Marker e Mario Ruspoli, França, 1972, 35mm, PB, Doc, 30min)

17h00 - PROGRAMA 15 – Descrição de uma memória (Tsa'ad Revi'i La'matbe'a, Dan Geva, Israel, 2006, Beta, Cor, Doc, 80min)

19h00 - PROGRAMA 4 – As estátuas também morrem (Les statues meurent aussi, Alain Resnais e Chris Marker, França, 1953, 35mm, PB, Doc, 30min) + Descrição de um combate (Description d’un combat, Chris Marker, França/Israel, 1960, 35mm>Beta, cor, Doc, 60min)

4 de junho (quinta-feira)

15h00 - PROGRAMA 5 – O túmulo de Alexandre (Le tombeau d’Alexandre, Chris Marker, França, 1993, Hi-8>Beta, PB e cor, Doc, 118min)

17h00 - PROGRAMA 13 – 2084. Centenário do Sindicalismo. Videoclipe para uma reflexão sindical e pelo prazer (2084. Centenaire du Syndicalisme. Video-Clip pour une reflexión syndicale et pour le plaisir, Chris Marker, França, 1984, 35mm>Beta, cor, Doc, 10min) + Até breve, espero (À bientôt, j’espère, Chris Marker e Mario Marret, França, 1968, 16mm>Beta, PB, Doc, 44min) + Já que dizemos que é possível (Puisqu’on vous dit que c’est possible, Filme coletivo, França, 1974, 16mm/35mm>Beta, cor, 43min)

19h00 - PROGRAMA 9 – E-CLIP-SE (Chris Marker, França, 1999, Beta, cor, Doc, 8min) + Slon-Tango (Chris Marker, França, 1993, Beta, cor, Doc, 4min) + Gato escutando a música (Chat écoutant la musique, 1985-90, vídeo>Beta, cor, Doc, 2min50s) + Chats perchés (Chris Marker, França, 2004, Beta, cor, Doc, 59min)

5 de junho (sexta-feira)

15h00 - PROGRAMA 14 – Falamos de Praga: O segundo processo de Artur London (On vous parle de Prague: Le deuxième procès d’Artur London, Chris Marker, França, 1969, 16mm>Beta, PB, Doc, 30min) + Falamos do Brasil: Torturas (On vous parle du Brésil: Tortures, Chris Marker, França, 1969, 16mm>Beta, PB, Doc, 20min) + Falamos do Brasil: Carlos Marighela (On vous parle du Brésil: Carlos Marighela, Chris Marker, França, 1970, 16mm>Beta, PB, Doc, 17min) + Falamos de Paris: As palavras têm um sentido. Retrato de François Maspéro (On vous parle de Paris: Les mots ont un sens. Portrait of François Maspéro, Chris Marker, França, 1970, 16mm>Beta, PB, Doc, 20min) + Falamos do Chile: O que Allende dizia (On vous parle du Chili: Ce que disait Allende, Chris Marker, França, 1973, 16mm>Beta, PB, Doc, 15min)

17h00 - PROGRAMA 7 – Um dia de Andrei Arsenevich (Une journée d’Andrei Arsenevich, Chris Marker, França, 1999, 16mm e vídeo>Beta, cor, Doc, 56min) + A felicidade (Schastye, Alexander Medevdkine, Rússia, 1934/1971, 35mm>Beta, PB, 70min)

19h15 - PROGRAMA 12 – Longe do Vietnã (Loin du Vietnam, Jean-Luc Godard, Joris Ivens, William Klein, Claude Lelouch, Chris Marker, Alain Resnais, Agnés Varda, Michele Ray, 1967, PB e cor, 35mm, 130min)


6 de junho (sábado)

16h00 - PROGRAMA 8 – As 20 horas nos campos (Les 20 heures dans les camps, Chris Marker, 1993, Vídeo Hi-8>Beta, cor, Doc, 28min) + Boina azul (Casque Bleu, Chris Marker, 1995, 27min, Beta, cor, Doc, 27min) + Um prefeito em Kosovo (Un maire au Kosovo, 2000, Chris Marker, vídeo>Beta, cor, Doc, 27min)

18h00 - PROGRAMA 1 – La jetée (Chris Marker, França, 1962, 35mm, PB, Fic, 28min) + A.K. Retrato de Akira Kurosawa (A.K Portrait d’Akira Kurosawa, Chris Marker, França, 1985, 35mm, cor, Doc, 75min)

20h00 - PROGRAMA 6 - Nível 5 (Level 5, Chris Marker, França, 1996, Betacam>35mm, cor, 106min)

7 de junho (domingo)

15h00 - PROGRAMA 2 – Junkopia - San Francisco (Chris Marker, França, 1981, 35mm, cor, Doc, 6min) + Sem sol (Sans Soleil, Chris Marker, França, 1982, 35mm, 100min)

17h00 - PROGRAMA 9 – E-CLIP-SE (Chris Marker, 1999, Beta, cor, Doc, 8min) + Slon-Tango (Chris Marker, 1993, Beta, cor, Doc, 4min) + Gato escutando a música (Chat écoutant la musique, 1985-90, vídeo>Beta, cor, Doc, 2min50s) + Chats perchés (Chris Marker, 2004, Beta, cor, Doc, 59min)

19h00 - PROGRAMA 10 – A sexta face do pentágono (La sixiéme face du pentagone, Chris Marker, 1967, 35mm>Beta, PB e cor, 28min) + A embaixada (L’ambassade, Chris Marker, 1974, Super 8>Beta, cor, Doc, 20min) + Balada berlinense (Berliner Ballade, Chirs Marker, 1990, vídeo Hi-8>Beta, cor, Doc, 29min)

sábado, maio 23, 2009

um curta de cronemberg!




Tem legenda em português. É só clicar no triangulozinho que fica na parte de baixo da tela e selecionar essa opção.

sexta-feira, maio 22, 2009

woddy


vicky cristina barcelona ***

Revi “Vicky Cristina Barcelona”. É um filme bem legal. Acho o melhor de Woody Allen em muito tempo. Ele vem traçando um caminho incerto por gêneros variados. E o que se vê é uma metamorfose bem discreta, um cineasta que vem arriscando se desvincular da imagem que seu cinema construiu. É um longa sobre as aparências, assim como “O sonho de Cassandra”, em que tudo já ficava estritamente na superfície das coisas. Mas se “Cassandra” sofria toda vez que Allen se dizia profundo, “Vicky Cristina” é subliteratura assumida. É um moderno romance de folhetim.

Quase tudo neste filme é clichê, estereótipo e ou aparência. A começar pela Barcelona idílica, digna de um cartão-postal. Os personagens não passam de máscaras, tipos de fácil identificação sob rótulos como o artista, o gênio imprevisível, o yuppie caxias e indiferente, a mulher inocente e inexperiente. É retórica tipicamente folhetinesca, em que se destaca um procedimento de adjetivação. A temática, por sua vez, contrapõe os personagens e o que eles representam, com desenvolvimentos capazes de revelar o patético de cada um deles e de refletir sobre o próprio percurso dessas criaturas no cumprimento de um destino cheio de emboscadas. E não esqueçam, é claro, do amor-paixão, que priva os personagens da razão e dá-lhes o motivo das ações em que se envolvem.

Há uma forte dose de pedagogia nesse filme. “Vicky Cristina Barcelona” é marcado pela participação - ou melhor: interferência mesmo - de um autor na matéria narrada; um narrador intervém comentando, esclarecendo, apelando, destacando certas coincidências, espantando-se e por vezes até julgando. É uma pedagogia que faz com que o factual predomine sobre o descritivo, desenvolvendo-se a ação pelo modelo dramático. O que interessa é o nível do factual, das ações diretas e simples. Os personagens "são" apenas quando postos diante de alguma situação.
ps 1: apesar de tanto amor, “Vicky Cristina” é um filme triste pra burro. Os personagens terminam o filme como começaram. Ninguém muda. Alguns ficam até piores do que estavam.

ps 2: Vicky vai para Barcelona para estudar o Catalão, não é? Mas na cidade para onde ela foi só se fala em espanhol... Muito estranho.

domingo, maio 17, 2009

max ophuls!

MAX OPHULS no Fórum de Cultura da UFRJ. A entrada é franca, sempre às 19h. Os filmes:

Segunda, 18 de maio
Carta de uma desconhecida (1948, em inglês com legendas em português).

Terça, 19 de maio
Conflitos de amor (La Ronde, 1950 - áudio em francês com legendas em inglês).

Quarta, 20 de maio
Desejos Proibidos (The Earrings of Madame de..., 1953 - áudio em francês com legendas em inglês).

Quinta, 21 de maio
Lola Montès (Lola Montès, 1955 - áudio em francês com legendas em inglês).

Sexta, 22 de maio
O Prazer (Le Plaisir, 1952 - falado em francês com legendas em inglês).

sexta-feira, maio 15, 2009

kaufman


sinédoque, nova york **

O filme começa como uma crônica familiar, acompanhando carinhosamente as idiossincrasias de seus personagens. Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman), no entanto, entra em decadência criativa, existencial e física. O protagonista encontra todos os sinais de que sua vida vai se encaminhando para o final, sem que ele tenha conseguido fazer muito de importante dela. E assim, aos poucos, somos retirados do cotidiano banal dessa família. Charly Kaufman nos joga em um clima mais, digamos, “surrealista”. O espectador se vê preso a uma estrutura de labirintos. A cada seqüência, uma nova porta narrativa se abre. O ritmo interno do quadro se acelera. Elipses enormes tomam conta do filme. “Sinédoque, Nova York” começa a correr em direções tão inesperadas que o filme ameaça a desabar sob o peso da sua própria originalidade. Originalidade?

Talvez a palavra mais correta seja ambição. Pois o que se vê na tela é um monstro de camadas, cenas e desdobramentos que se repetem e se multiplicam na mais variadas representações. Cada seqüência, nos chega abarrotada de idéias sobre a vida, a arte - “é sobre tudo”, diz um personagem num certo momento. Os personagens e as locações vão se sucedendo de maneira impressionante. Caden contrata um ator para interpretá-lo. Cenas mais tarde, é o ator que precisa de um intérprete. Em nome de uma "verdade brutal", os sets ganham uma "quarta parede", e, antes que você perceba, haverá um estúdio no interior do estúdio. Caden se move sempre para fora, em espirais cada vez maiores, até ver sua própria identidade engolida. Não há limites para os espelhos de Kaufman. Eles parecem ainda mais importantes do que os dramas humanos apresentados.

segunda-feira, maio 11, 2009

beijo na boca não

beijo na boca não *****

Revi pela terceira vez "Beijo na boca não". Que filme grande! Dizem que parece teatro filmado. Mas como, se quando Azéma está na cozinha e ouve o nome Eric Thomson, ela passa mal, e cai em sua cama? Ah… as elipses de Resnais, o tom que nunca se perde, a mise en scène impecável, o elenco admirável. O filme se aproxima sim do teatro, mas nunca deixa de ser cinema. "Beijo na boca não" é uma ode ao amor e às confusões amorosas. A música proclama a tenacidade do desejo. Mas todos aqui querem um parceiro. Resnais nunca foi tão Lubitsch, procurando no artifício a verdade humana. Ele cria uma misteriosa distância entre nós e a ação, mas também leva-nos diretamente ao coração dos sentimentos. Os personagens são marionetes, embora as suas emoções sejam reais. O velhinho continua em grande forma.

segunda-feira, maio 04, 2009

animação


valsa com Bashir ***

Gostei bastante de “Valsa com Bashir”. Fazendo da narrativa uma espécie de cine-diário-animado, Ari Folman se concentra em torno do massacre de Sabra e Shatila, no Líbano, em 1982. Acompanhamos sua busca pessoal ao longo do filme. E essa missão, como bem diz um de seus primeiros entrevistados, se aproxima da ficção. A memória é feita de lacunas, construções imaginárias, projeções de sonhos e pesadelos. A animação se justifica. Ela é a representação direta do processo documental (as conversas e algumas reencenações incorporadas pelo discurso do filme) e das criações livres e poéticas evocadas pelos personagens (um belo exemplo é a cena da valsa em meio a um forte tiroteio que dá nome ao filme).

Através dessa abstração que é o desenho, Folman nos propõe uma interrogação sobre a memória e sobre as imagens que a preenchem, instâncias mediadoras entre nós e o mundo. Embora seu objetivo seja o de recuperar a concretude de fatos esquecidos, o cineasta não se contenta apenas com a observação ou a mera reencenação do real. Os desenhos funcionam então como uma espécie de interventores, para resgatar as subjetividades que se perderam no discurso oficial da guerra e tornar tudo um pouco mais “verdadeiro”. E assim, as falas são sempre problematizadas e as opções estéticas justificadas. Aos poucos, Folman constrói um estado de perplexidade e selvageria. A culpa mal resolvida do realizador não é apenas pessoal e intransferível, mas também um sintoma social. “Valsa com Bashir” nos deixa entrever um subtexto histórico e cultural do povo israelense, num ciclo violento e vicioso. Em respeito a Auschwitz, por onde passaram os pais de Folman, o amigo do cineasta afirma: “o massacre sempre esteve com você, desde dos seus seis anos de idade”.

O desfecho do filme, no entanto, guarda uma complicada surpresa: “Valsa com Bashir” parte para imagens jornalísticas do massacre. Esse movimento na direção dessas imagens que habitam nossa memória coletiva faz todo sentido. Mas o que se percebe, para além do aspecto catártico um tanto rasteiro, seja talvez uma estranha mudança de tom, marcada pelo depoimento mais, digamos, formal de um jornalista que cobriu a guerra. Ora, o próprio Folman já não havia admitido que uma câmera poderia tanto nos mostrar sofrimento como nos proteger dele? Além disso, porque essas imagens jornalísticas seriam mais “verdadeiras” dos que as animações que compõem o filme. No fim, Folman atira em seu próprio pé.

quarta-feira, abril 29, 2009

che

Na Cinética, texto sobre o primeiro "Che", do Steven Soderbergh.

tati!

Jacques Tati no CCBB!!!!!!!!!!
Programação
29 de abril (quarta-feira)
17h30 - Meu tio (110 min)
19h30 - Carrossel de esperança (79 min)
30 de abril (quinta-feira)
17h30 - As férias do Sr. Hulot (114 min)
19h30 - Tempo de diversão (124 min)
1º de maio (sexta-feira)
15h30 - Carrossel de Esperança (79 min)
17h30 - Traffic (97 min)
19h30 - Parade (85 min)
2 de maio (sábado)
15h30 - Meu tio (110 min)
17h30 - As férias do Sr. Hulot (114 min)
19h30 - Tempo de diversão (124 min)
3 de maio (domingo)
15h30 - Traffic (97 min)
17h30 - Parade (85 min)
19h30 - Sparring por um dia (Curta)- Escola de Carteiros (Curta)- Curso Noturno (Curta)

sexta-feira, abril 24, 2009

feliz e milionário


simplesmente feliz ***

Mais uma vez: Mike Leigh transmite peculiaridades de "ser inglês" com um enorme rigor – o que pra mim, que morei por lá, é muito legal. Avesso aos atalhos moralistas e psicologizantes, Leigh se mostra também extremamente atento aos modos distintos com que as pessoas se relacionam. O filme começa didático, em uma série de hipérboles sobre a personagem e sua visão de mundo: Poppy anda de bicicleta distribuindo sorrisos pelo transito londrino, ela rejeita um livro da vitrine, se sente confortável na seção infantil, e faz piada até quando lhe roubam a bicicleta. Não há dúvidas. Poppy decidiu ser feliz! E ponto final. Mas Simplesmente Feliz não é uma comédia leve e alegre. Muito pelo contrário. O que Mike Leigh nos provoca é um certo incômodo. O cineasta põe a alegria de sua protagonista em questão. Ora o filme a desafia, armando confrontos mais variados (do roubo da bicicleta ao caso de violência doméstica de um dos alunos da personagem), ora é própria Poppy quem provoca essas em situações em que seu estado de espírito é posto a prova (a relação com o professor da auto-escola). Simplesmente Feliz é um filme tenso. E Sally Hawkins é incrível. Ela contagia, mas não explica.

quem quer ser um milionário? °

Não queria dar trela para esse filme. Mas não agüentei. “Quem Quer Ser Um Milionário?” é uma afronta, uma tentativa equivocada de romance de formação e drama redentor. É uma aposta cínica em um “cinema globalizado”. Eu me senti francamente ofendido por esse filme. Logo de cara, assusta a falta de organicidade da estrutura narrativa. O filme se assume como um jogo de perguntas e respostas, e a montagem segue esquemática em um “pingue-pongue” absurdo e mirabolante – as questões são ilustradas por flashbacks que narram a história de Jamal. O que são esses personagens? E esses atores? Estão sempre tão irritantemente auto-conscientes de seus papeis e do que eles simbolizam... Jamal, o bem absoluto – os vilões diante dele são ainda mais vilões. Latika e o amor, que a tudo vence. E é claro: o dinheiro é um meio, mas nunca um fim.

Jamal viu a mãe ser morta a pauladas num conflito entre muçulmanos e hindus. Pessoas são queimadas vivas, em uma seqüência rápida como um piscar de olhos, desprovida de qualquer contextualização histórica ou religiosa. “Milionário” é um filme rasteiro como poucos. Tudo é tão incrivelmente superficial. O cinema de Boyle sempre foi uma espécie privilegiada de spot, exemplar de um certo ideal estético caro ao imaginário da propaganda. Mas dessa vez a ofensa é menos estética do que ética. A Índia é um esgoto a céu aberto. E as crianças indianas não pensam duas vezes antes de mergulharem na merda para conseguir um autógrafo. E tudo acaba em um musical (e em oscars). Dança alegre da miséria, exploração de uma cultura exótica e remixada para o gosto ocidental. Os Oscars ainda pioram a situação: agora “Milionários” vende a sensação edificante de que estaríamos vendo um mundo distante com olhos mais abertos e tolerantes.

terça-feira, abril 21, 2009

acervo da veja

A revista "VEJA" digitalizou todas suas edições de 1968 pra cá, inclusive edições especiais. É só clicar aqui.

hitchcock e truffaut

Imperdível! As firas originais da longa e famosa conversa entre Hitchcock e Truffaut! Baixe e ouça no seu computador, no mp3, no rádio do carro... Ouça!

quarta-feira, abril 15, 2009

marguerite duras

A Caixa Cultural do Rio começou a exibir a mostra “Marguerite Duras: Escrever Imagens”. É a mais completa mostra de filmes da escritora e diretora francesa já feita por estas bandas.
Programação
16/04 – quinta-feira – Cinema 1
15h00 – Seu nome de Veneza em Calcutá deserta (Son nom de Venise dansCalcutta désert, França, 1976, cor, 120 minutos)
17h00 – Agatha ou as leituras ilimitadas (Agatha ou les lecturesillimitées, França, 1981, 35 mm, cor, 90 minutos)
19h00 – Nathalie Granger (França, 1972, 35 mm, P&B, 83 minutos) ****
17/04 – sexta-feira – Cinema 1
15h00 – Cesárea (Césarée, França, 1979, 35 mm, cor, 11 minutos) +Aurélia Steiner (Melbourne) (França, 1979, 35 mm, cor, 35 minutos) + Ohomem atlântico (L'homme atlantique, França, 1981, 35 mm, cor, 42minutos)
17h00 – O navio Night (Le navire Night, França, 35mm, 1979, cor, 94 minutos)
19h00 – India Song (França, 1974, 35 mm, cor, 120 minutos) – sessãoapresentada pelo curador

18/04 – sábado – Cinema 1
15h00 – As crianças (Les enfants, co-dir. Jean Mascolo e Jean-MarcTurine, França, 1984, 35 mm, cor, 90 minutos)
17h00 – Hiroxima, meu amor (Hiroshima mon amour, dir. Alain Resnais,França/Japão, 1959, 35 mm, P&B, 90 minutos)
19h00 – O caminhão (Le camion, França, 1977, 35 mm, cor, 80 minutos) -sessão apresentada pelo curador

18/04 – sábado – Cinema 2 (exibições em DVD)
15h00 – Marguerite tal como ela é (Marguerite telle qu’en elle-même,dir. Dominique Auvray, França, 2001, vídeo, cor, 61 minutos) Legendasem espanhol
17h00 – Dias inteiros nas árvores (Des journées entières dans lesarbres, França, 1976, 35 mm, cor, 95 minutos)
19h00 – As mãos negativas (Les mains négatives, França, 1979, DVD,cor, 18 minutos) + Aurélia Steiner (Vancouver) (França, 1979, DVD,P&B, 48 minutos)

19/04 – domingo – Cinema 1
15h00 – A mulher do Ganges (La femme du Gange, França, 1972-73, 35 mm,cor, 90 minutos)17h00 – India Song (França, 1974, 35 mm, cor, 120 minutos)
19h30 – Seu nome de Veneza em Calcutá deserta (Son nom de Venise dansCalcutta désert, França, 1976, cor, 120 minutos) - sessão apresentadapelo curador
19/04 – domingo – Cinema 2 (exibições em DVD)
15h00 – As crianças (Les enfants, co-dir. Jean Mascolo e Jean-MarcTurine, França, 1984, 35 mm, cor, 90 minutos)
17h00 – Marguerite tal como ela é (Marguerite telle qu’en elle-même,dir. Dominique Auvray, França, 2001, vídeo, cor, 61 minutos) Legendasem espanhol
19h00 – Cesárea (Césarée, França, 1979, 35mm, cor, 11 minutos) +Aurélia Steiner (Melbourne) (França, 1979, 35mm, cor, 35 minutos)

21/04 – terça-feira – Cinema 1
15h00 – Amarelo, o sol (Jaune le soleil, França, 1971, 35 mm, P&B, 80 minutos)
17h00 – Cesárea (Césarée, França, 1979, 35 mm, cor, 11 minutos) +Aurélia Steiner (Melbourne) (França, 1979, 35 mm, cor, 35 minutos) + Ohomem atlântico (L'homme atlantique, França, 1981, 35 mm, cor, 42minutos)
19h00 – As mãos negativas (Les mains négatives, França, 1979, 35 mm,cor, 18 minutos) + Aurélia Steiner (Vancouver) (França, 1979, 35 mm,P&B, 48 minutos) - sessão apresentada pelo curador
22/04 – quarta-feira – Cinema 1
15h00 – Destruir, disse ela (Détruire, dit-elle, França, 1969, 35 mm,P&B, 90 minutos)
17h00 – Seu nome de Veneza em Calcutá deserta (Son nom de Venise dansCalcutta désert, França, 1976, cor, 120 minutos)
19h30 – As crianças (Les enfants, co-dir. Jean Mascolo e Jean-MarcTurine, França, 1984, cor, 90 minutos) - sessão apresentada pelocurador
23/04 – quinta-feira – Cinema 1
15h00 – Nathalie Granger (França, 1972, 35 mm, P&B, 83 minutos)
17h00 – Hiroxima, meu amor (Hiroshima, mon amour, dir. Alain Resnais,França/Japão, 1959, 35 mm, P&B, 90 minutos)
19h00 – Debate com Ismail Xavier e Stella Senra, mediação de Maurício Ayer

24/04 – sexta-feira – Cinema 1
15h00 – Agatha ou as leituras ilimitadas (Agatha ou les lecturesillimitées, França, 1981, 35 mm, cor, 90 minutos)
17h00 – Amarelo, o sol (Jaune le soleil, França, 1971, 35 mm, P&B, 80 minutos)
19h00 – O navio Night (Le Navire Night, França, 35mm, 1979, cor, 94 minutos)
25/04 – sábado – Cinema 1
15h00 – As mãos negativas (Les mains négatives, França, 1979, 35 mm,cor, 18 minutos) + Aurélia Steiner (Vancouver) (França, 1979, 35 mm,P&B, 48 minutos)
17h00 – A mulher do Ganges (La femme du Gange, França, 1972-73, 35mm,cor, 90 minutos)19h00 – O caminhão (Le camion, França, 1977, 35 mm, cor, 80 minutos)

26/04 – domingo – Cinema 1
15h00 – Hiroxima, meu amor (Hiroshima, mon amour, dir. Alain Resnais,França/Japão, 1959, 35 mm, P&B, 90 minutos)
17h00 – Agatha ou as leituras ilimitadas (Agatha ou les lecturesillimitées, França, 1981, 35 mm, cor, 90 minutos)
19h00 – India Song (França, 1974, 35 mm, cor, 120 minutos)

segunda-feira, abril 13, 2009

douglas sirk!

O Fórum de Cultura da UFRJ exibe filmes de Douglas Sirk, o mestre!
Programação
13.04 (segunda)
Sublime Obsessão (Magnificent Obsession, 1954, 108 min)
14.04 (terça)
Tudo o que o céu permite (All that Heaven Allows, 1955, 89 min)
15.04 (quarta)
Palavras ao vento (Written in the Wind, 1956, 99 min)

16.04 (quinta)
Imitação da vida (Imitation of Life, 1959, 125 min)
17.04 (sexta)
Almas torturadas (The Tarnished Angels, 1957, 91 min)

sexta-feira, abril 10, 2009

enfim... milk e lutador



o lutador ***

“O lutador” é Mickey Rourke. Seu corpo “suja” o filme e materializa as tensões de Randy. É como uma aparição, uma presença que preenche o plano. Darren Aronofsky, cineasta famoso por um estilo cheio de virtuoses (como “Réquiem para um Sonho” e “Fonte da Vida”), o filma com simpatia e "simplicidade". Uma simpatia e uma simplicidade que não são ingênuas. A câmera não deixa Rourke/Randy, mas não vê o mesmo que ele. É um personagem irremadiavelmente romântico, mas o filme é de uma tristeza acachapante - embora vez ou outra cisme em sublinhá-la ou nos explicá-la. Ademais, o longa usa muito bem o universo da luta livre, uma espécie de subproduto da industria cultural, teatralizado, porém verdadeiro. E os momentos de ringue (e seus bastidores) são muito legais. Ainda assim, Aronofsky é de uma encenação grosseira. A mão é pesada em todas as viradas e em muitos dos diálogos. Quando a história precisa seguir, o filme cai. E, nesses momentos, Randy/Rourke ficam presos nas mecânicas da dramaturgia. No fim das contas, o filme tem a cara de Randy/Rourke. Não chega a ser um ótimo filme, meio irregular, meio brusco, com algumas brechas, cenas mal encenadas, algumas sem começo, outras sem final...


milk **


Gus Van Sant tem uma trajetória curiosa. Embora seja possível identificar aqui e ali as marcas estéticas do cineasta, não deixa de ser estranho para alguém que vem de “Lost days” (2005) e “Paranoid Park” (2007) fazer esse “Milk”. Este último é uma elegia sensível e pessoal, porém “oficial”. É um filme “importante”, “correto”, “acessível”, porém “oficial”. O filme se desenrola como um fluxo de consciência, com Harvey gravando seu testemunho. O cineasta transita entre um cinema mais lacrimal e um outro da análise psicológica, expandindo o contato com o espectador sem nunca subestimá-lo - embora o filme seja por vezes irritantemente reiterativo (a coisa do menino desesperançado que liga para Harvey, a relação entre o assassinato do personagem e a encenação da ópera Tosca). Van Sant assume uma posição diretamente pessoal e dotada de um juízo de valor positivo em relação aos personagens, conquistando com carinho nossa adesão. Acho muito legal a proximidade que o Van Sant busca com os seus atores. Juntos, eles correm atrás do personagem. Os filmes de Van Sant sempre são o personagem. Não é diferente em “Milk”.

É curioso atentar para a quantidade de filmes (quase todos os indicados ao Oscar esse ano) que recorrem a certas mediações internas por meio das quais um personagem ou uma voz da consciência emitem testemunhos (que a narrativa não problematiza) e se tornam na maioria das vezes a própria voz do filme. Eles nos dizem como deveríamos ver, sentir, ouvir e entender todas as situações que o filme nos mostra.

terça-feira, abril 07, 2009

stan brakhage

Começa hoje na Caixa Cultural a mostra "Stan Brakhage - A aventura da percepção". Com a curadoria do crítico americano Fred Camper, a mostra reúne 28 filmes divididos em seis programas temáticos. Camper estará no Brasil e apresentará todos os filmes, incluindo o lendário "Dog Star Man". Não percam! Se podemos dizer que Maya Deren (sobre a qual estou escrendo algumas linhas) inventou o cinema experimental americano, foi Brakhage quem explorou todo o seu potencial. Para conferir a programação, clique aqui.