terça-feira, março 29, 2011

coisas

- Lumen, uma nova revista online sobre cinema. Bem legal.

- Jacques Rancière e Pedro Costa estiveram juntos em uma mesa redonda sobre arte. Jacob Wren estava presente, fez anotações e as postou em seu blog, "A radical cut in the texture of reality".

- Nesta sexta, às 10h, no auditório do PPGCOM da UFF, Marion Schmid dará uma palestra sobre Chantal Akerman. O sugestivo título da apresentação é: “The Archaeology of Suffering: Chantal Akerman's Documentary Trilogy”.

segunda-feira, março 28, 2011

cópia fiel ****


“Cópia fiel” nos conta a história do encontro entre um homem e uma mulher numa pequena aldeia no Sul da Itália. O inglês James (William Shimell) é um conhecido filósofo da arte que vai até Lucignano, na Toscana, para apresentar o seu mais recente livro sobre o valor artístico da cópia/réplica. A francesa Elle (Juliette Binoche) é uma simpática galerista que vive na Itália com o seu filho pré-adolescente. O filme começa com uma longa palestra de James. Em resumo, o que ele defende em seu livro é o seguinte: há verdade na relação que se estabelece entre o espectador e a cópia – algo como um lema para o próprio filme, embora Kiarostami recheie a cena com outras pequenas ações para nos roubar a atenção (o filho dela que entra e sai, o celular, etc.). Pouco depois, os personagens resolvem passear pela pequena vila da Toscana. Eles falam sobre arte, filhos, vida, trabalho. Os diálogos, no entanto, vêem aparentemente cheios de segundas intenções, como se James e Elle estivessem em uma estranha espécie de jogo.

A encenação, as cores, os atores, a narrativa, tudo soa diferente em relação ao que Kiarostami vinha fazendo. Será mesmo? Logo de cara, é possível identificar algumas de suas preferências, como as conversas dentro do carro, a paisagem de pequenas estradas, a maneira como elementos ou objetos à margem dos protagonistas são capazes de alterar a cena. E eis que, em determinado momento, James e Elle se sentam em um pequeno café. Algo se passa ali. Kiarostami muda as regras do jogo. Os personagens não são mais tão claros. A encenação muda de tom. Kiarostami procurava a autenticidade da cena, frontalmente, na aparência. Era já palpável um certo espírito de encenação, a auto-consciência dos personagens/atores e o rigor do cineasta. As cenas eram transparentes como cenas. Agora, no entanto, Kiarostami acrescenta mais uma camada e vem nos dizer que, embora tenhamos apenas as aparências, elas enganam. James e Elle são casados? Talvez o filme comece como um flashback – sem recorrer às mudanças de roupas e espaços. Talvez sejam mesmo histórias sobre casais que se assemelham bastante. “Cópia fiel” é a história de dois casais em um. A história de múltiplos casais.

O que impressiona é como essa torção narrativa se mostra plausível, como uma evolução natural do homem e da mulher que vimos no início do filme. Isso se deve em grande parte ao fato de que, para Kiarostami, a realidade não é unicamente aquilo que se passa diante de nossos olhos, mas o que poderia se passar. Dessa maneira, a partir do momento em que alguém vê os dois personagens como um casal, assim que essa realidade se torna possível, James e Elle podem muito bem ser um casal. Pois é. Kiarostami é Kiarostami. Um cineasta empenhado em bagunçar a maneira que nós vemos o mundo. Um cineasta do artifício sem perder a ternura. Para ele, a imagem não visa o engano, não se trata de uma farsa do real, apenas algo recheado de opacidade.

quinta-feira, março 24, 2011

cineclube cinética

Hoje tem Cineclube da Cinética lá no IMS. Às 17h será exibido "Um Assunto de Mulheres" (1988), de Claude Chabrol, e às 19h é a vez de "Desejo Humano" (1954), de Fritz Lang.

segunda-feira, março 21, 2011

bruna e johnny

“Bruna Surfistinha” quer agradar todo mundo. Este talvez seja o seu maior problema. É um filme cheio de receios, com uma cega disposição para o consenso. Ora, estamos falando de um longa sobre uma menina tímida de classe média que sai da casa dos pais, vira garota de programa, alcança uma certa fama, chega à overdose com cocaína, para, pouco depois, largar o mundo da prostituição. Uma sinopse recheada de temas polêmicos, controversos, etc. Anos atrás seria complicado fazer um blockbuster como este. Não é a toa que a maioria das pessoas que conheço parece surpresa com a nudez de Débora Secco. Esperava-se um filme, digamos, mais tímido, comedido, careta, conservador. Mas “Bruna Surfistinha” é tudo isso aí, atualizado para os nossos tempos. É um filme que não quer colocar o dedo na ferida, não deseja criar conflito ou abrir-se a discordâncias. Os elementos supostamente mais “corajosos”, como, por exemplo, a nudez da protagonista, são tão sublinhados como tais que passam a não sê-lo. A nudez da protagonista é tão funcional, tão maquiavélicamente marquetada... E não é nenhum pouco sexy.

“Vengeance” (2009) é um filme incrível. Johnny To é quase arrogante de tão bom. O cara prepara aos poucos a seqüência, nos alerta que algo grandioso se aproxima, sempre em altíssimos tons. Em alguns momentos, eu confesso que quase desdenhei da inabalável auto-confiança deste filme. Mas Johnny To sempre cumpre suas promessas. E hoje ninguém filma tiroteios como ele. Ninguém. Vejam aí o trailer abaixo.



quarta-feira, março 16, 2011

l'enfance nue *****


Este filme de 68, estréia de Maurice Pialat, é incrível. Acho-o tão bom quanto “Aos nossos amores” (1983) e “Van Gogh” (1991). Eu jamais passo incólume por um filme de Pialat, sempre tão apaixonado e corajoso, sempre tão violento em sua opacidade. Não conheço nenhum outro longa sobre a infância como este, nada de psicologismos, estudos sociológicos ou sonhos nostálgicos de uma liberdade perdida. A infância de François, como nos alerta o título do filme, nos chega nua, sem nenhuma idéia mestra que a direcione a cada movimento para um determinado adjetivo, julgamento ou moral da história. Pialat é um cineasta da ação, única e exclusivamente. “L’enfance nue” é um filme substantivo.

O que constitui uma cena? Onde ela começa? Onde ela termina? De que maneira ela se conjuga com o que passou e com o que está por vir? “L’enfance nue” é ficção e é documentário. É cenário e é paisagem. É personagem e é ator. E tudo isso é de uma absoluta clareza, o que me traga para dentro do filme como uma longa seqüência de momentos preciosos. Pialat possui um enorme respeito, esbanja uma enorme solidariedade por aquilo que ele filma. E assim, um barman vendendo um pacote de cigarros se transforma em um espetáculo. A impressão é a de que Piatat pedia aos atores/personagens que repetissem o que normalmente fazem e inseria elementos ficcionais (os cantos no casamento, o simpático casal de velinhos contando sua história para os meninos, etc), mas com os olhos sempre abertos para as faíscas que essa comunhão pudesse gerar (como a inesperada troca de beijos entre François e Pépère). Seria, no entanto, perda de tempo apontar estratégias, identificar procedimentos. Por isso o cinema de Pialat é tão contemporâneo. É inútil procurar ali uma maneira de se fazer cinema, uma receita, um modelo. Não é como fazer, mas como ser cinema.

Leiam esta resposta de Pialat:

Quanto de seus filmes é planejado antes da filmagem? Quanto é improviso?

Este é um tema delicado. Veja o exemplo de Godard: seus filmes parecem todos milimetricamente pensados e calculados. O que estou querendo dizer é (e isto acontece comigo também), ele filma enquanto diz: “Ok... muito bem, a esquina, isso, muito bom. Não há porque ir além disso...” – é real, mas ainda assim se trata de uma escolha. Eu estou falando de direção, mas é mesma coisa quando escrevemos. “Improvisação” – isso não significa nada pra mim. O que você tem na sua cabeça, ainda não formulado, é muito mais preciso do que você pode imaginar.

domingo, março 13, 2011

coisas

- começou sexta uma mostra bem bacana com os diários de David Perlov lá no IMS. É muito bom. Vejam aqui.

- descobri este jogo, Objetos Famosos de Filmes Clássicos, no blog do Calil. A coisa é realmente viciante. O jogo te mostra a silhueta de um objeto e você tem que adivinhar em que filme ele aparece.

- revi dias atrás "Crônica de Anna Magdalena Bach" (1968), de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet. Uma obra-prima, definitivamente, destas que, de maneira apaixonada, acreditam no cinema como algo ainda a ser construído, abarrotado de infindáveis possibilidades. Vejam o filme e leiam este belíssimo texto de Tag Gallagher. Leiam este parágrafo:

"Even in Europe, many (but not all!) of the Straubs’ champions talk about isms in their movies more than individuals, non-figurative design more than portraiture, theory more than storybook lyricism, “Bresson-like” impersonableness more than commedia dell’arte, anti-conventionality more than renewed roots in Western tradition, radical posturing more than troubled existentialism, Marxism more than Jesuit sensibility of each moment as sacramental, minimalism romanticism, calculation more than volcanic emotion".

quarta-feira, março 09, 2011

fuller

“O quimono escarlarte” (1959) é um filme surpreendente, do tamanho do mundo. Como pode um filme nos dar tanto? Um filme policial. Um filme de amor. Um filme sobre aparências, sobre máscaras. Um filme sobre preconceito. Um filme sobre o vazio de certos códigos. Um filme movido por paixões, as mais variadas paixões. É Samuel Fuller!

A última sequência:


sexta-feira, março 04, 2011

clint escreve para billy wilder



Clint Eastwood, então aos 24 anos, diz:

"Quando chegar o momento de escolher o elenco, eu ficaria muito grato se pudesse conversar com você. Eu melhorei bastante em todos os sentidos desde quando fiz aquele teste. E acho que as qualidades que você procura serão mais facilmente encontradas em uma entrevista pessoal".

Detalhe: CLint não ficou com o papel. Quem estrelou "The Spirit of St. Louis" (1957) foi James Stewart.

Dá pra encontrar outras cartas sensacionais com esta neste site.

terça-feira, março 01, 2011

yi yi *****


Revi “Yi Yi” (2000) pela segunda vez ontem. E não tenho receios em dizer que se trata de uma obra-prima. É um belo filme. Edward Yang é um cineasta enorme, ainda desconhecido. Desta vez, o que me deixou mais impressionado é a estratégia de sobreposições (uma característica marcante do cinema de Yang) que costura o filme. O choro da mãe vem colado a imagens noturnas de Taipei. O pai relembra o passado amoroso enquanto sua filha explora o abismo do primeiro amor. A primeira vez em que o menino se sente atraído sexualmente por uma menina vem entrecortada por imagens de um documentário sobre a origem da vida. A sobreposição se dá por vezes num mesmo plano. Yang é um cineasta do plano, da mise-en-scène. É tudo de uma precisão impressionante. O primeiro plano e o fundo, as ações, primárias e secundárias, a iluminação, os raros movimentos de câmera. A precisão de Yang é talvez acima de tudo narrativa.

No mais, lembro sempre de uma observação feita por Kent Jones: “‘Yi Yi’ é como aquelas tomadas vazias de Ozu, mas com pessoas”. Os conflitos emocionais são raramente discutidos ao longo do filme. Os personagens estão muito confusos, cansados ou irritados para arriscarem um diálogo. Eles estão todos aparentemente confinados aos seus planos, aos tempos e espaços, a Taipei. Mas acredito que seria uma preguiça danada voltar à questão da incomunicabilidade. Não se trata disto. A família de “Yi Yi” é uma família unida, apesar dos pesares. É possível identificar certas características desta família perpassando todos os seus integrantes. Os tão debatidos “problemas” da pós-modernidade estão todos por lá: a impessoalidade dos espaços, a fragmentação do tempo, a carência de laços sociais mais bem delimitados, e a incomunicabilidade. Mas o que Yang nos oferece é um retrato sem diagnósticos, mais pragmático, de como os personagens respondem a esta nova realidade.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

cineclune cinética

Amanhã tem Cineclube Cinética lá no IMS com uma dupla da pesada. Às 17h15 passa "O dinheiro" (1983), de Robert Bresson; e às 19h é a vez de "Gente da Sicília" (1999), de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet. É só clicar nos títulos para ler mais sobre os filmes.




sábado, fevereiro 19, 2011

cisne negro °

"Cisne negro" é hiperativo. "Cisne negro" é obsessivo. "Cisne negro" é desesperado. "Cisne negro" é uma receita. "Cisne negro" é apelativo. "Cisne negro" é uma chantagem. "Cisne negro" é kitsch. "Cisne negro" é petulante. "Cisne negro" é o óbvio ululante. "Cisne negro" é cego. "Cisne negro" é um tubo de ensaio. "Cisne negro" é uma mentira. "Cisne negro" não termina. "Cisne negro" é chato pra caralho! Porra!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

tio boomee ***


Apichatpong Weerasethakul me agrada bastante. Ver um filme dele é tornar-se parte de um mundo movediço. É fazer parte de um movimento de recuperação de uma dimensão pré-lógica ou pré-predicativa da experiência e de sua ambigüidade e indeterminação (embora isso jamais se torne propriamente uma questão para os filmes). O mundo descrito em "Tio Boomee", como em todos os longas de Weerasethakul (com a estranha exceção de "The adventures of Iron Pussy"), é, antes de mais nada, um mundo físico, em seus interstícios, em seu movimento microscópico e permanente, que se confunde, se identifica com o aspecto sensorial dos personagens, corpos que interagem com a paisagem, com os corpos da natureza, animados ou inanimados. É um cinema de abstrações, sem perder a emoção. O cineasta joga os corpos para dentro da natureza, empreende um movimento centrípeto e puxa tudo para dentro da paisagem e da geografia movediça. O sensorial acaba transformando a narrativa e a natureza numa coisa só.

Embora essa seja uma marca de seu cinema, o desenho de som jamais foi tão importante, carregado de vida e sentidos quanto em "Tio Boomee". Esta é uma história sobre reencarnações e transmigrações. E é o som que nos torna conscientes das vidas que cercam os personagens, o farfalhar das folhas, os mosquitos, os pássaros, etc. Weerasethakul vem nos dizer mais uma vez que o problema ontológico é aquele ao qual se subordinam todos os outros e por isso mesmo a ontologia não pode ser um teísmo, um naturalismo ou um humanismo.

Ainda assim, "Tio Boomee" talvez seja mesmo o filme de Weerasethakul que eu gosto menos. A beleza de seu cinema é tão particular que, para aqueles que já o conhecem, a primeira longa seqüência de "Tio Boomee" não será exatamente uma revelação, mas talvez um movimento de assinatura. O exotismo é logo ali, é verdade, mas não é o que vejo no filme. Gosto muito também da seqüência da caverna. Por várias razões. É como se os personagens estivessem voltando no tempo sem sair do presente. Os desenhos rupestres são como assinaturas (reconhecidas em cartório) de um mundo no tempo. Pouco depois, a pequena "piscina" onde vivem peixinhos na escuridão completa nos abre os olhos para espaços em que jamais imaginávamos ter vida. E em meio a tudo isso, Boomee está morrendo.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

us go home


Esta cena aí é incrível! Claire Denis é incrível! “US GO home” é incrível! Gregoire Colin é incrível! O Kinks é incrível! É uma seqüência tão absurdamente simples, porém algo tão alienígena. Penso bastante na questão do plano seqüência. Porque essa opção pelo plano longo se faz em termos diferentes daqueles usados no cinema moderno. Embora passe por isso, a idéia não é exatamente a de que a duração do plano deva coincidir com a duração do evento. Não se trata somente de respeitar a “ambigüidade ontológica da realidade”, como dizia Bazin. Há algo diferente aqui.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

fronteiras

Um texto meu publicado na Revista Fronteiras. Basta clicar aqui. Abaixo o resumo:

O objetivo deste artigo é observar como o cinema enquadra o Holocausto, problematizando uma discussão cada vez mais freqüente da banalização do Holocausto no cinema: a banalidade do mal multiplicada pelo mal da banalidade. Analisamos três filmes recentes (O Leitor, Operação Valquíria, e A queda!) e a obra Shoah (1985), para pensar sobre a memória e a responsabilidade que ela encerra: lembrar para que não se repita, sem permitir que essa lembrança se torne um produto. Nesse sentido, nos aproximamos de Walter Benjamin e de seus conceitos de rememoração e história. Por fim, tratamos do longa A questão humana, um filme diferente sobre o nazismo.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

malu de bicicleta **


A sinopse de “Malu de Bicicleta” nos passa a idéia de uma comédia romântica como muitas, é verdade. Mas Tambellini é um realizador diferente. Não há aqui aquele desejo desesperado por uma certa originalidade. Tambellini não quer o grande filme. Muito pelo contrário. Seu cinema segue com uma atenção incomum às locações. Tambellini é um cronista urbano atento. Em “Malu”, ele passeia por São Paulo e pelo Rio, e as cidades definem de certa maneira os personagens (a despojada e solar Malu e o moderno e algo soturno Luiz).

“Malu” não tem um compromisso com a unidade narrativa. É um filme aberto, que se faz na soma, na sucessão de seqüências. Tambellini faz um cinema um tanto alheio às convenções narrativas rigorosas. Assim como em “O passageiro”, há um desejo explícito de falar com uma geração mais nova, algo curiosamente demarcado pela presença de Tambellini em ambos os filmes (numa como o pai de uma das meninas e agora como um advogado que já morreu). Trata-se mesmo de um cineasta bem particular e corajoso, sem receio de buscar angulações inusitadas, durações estranhas, uma trilha diferente (mais uma vez assinado por Dado Villa-Lobos, o mesmo de “O passageiro”). Suas (muitas) imperfeições são suas e de mais ninguém. Em seus melhores momentos, “Malu” nos seduz com uma atenção mais detida nos detalhes, nos olhares, que fazem a história seguir adiante com um sabor diferente do usual. Tambellini dirige um retrato de dentro, mantendo distância dos julgamentos sobre os personagens, mas sem inocentá-los pelos erros que cometem.

Sem dúvida nenhuma, “Malu” é um filme sobre neurose, mas sempre mantém uma pegada suave. Talvez seja essa a crítica mais pertinente a ser feita a respeito deste longa. Tambellini conduz uma trama de ciúmes à lá “Capitu” (Machado de Assis), porém de maneira limpa e aparentemente imutável. O cineasta possui talvez um comedimento, um receio em usar cores mais fortes. “Malu” fica entre a comédia, o romance e o drama. Quando Luiz começa a desconfiar de Malu, o filme não parece acompanhá-lo e assume então um tom mais, digamos, “frio”. Em seus piores momentos “Malu” parece não acreditar nos problemas vividos por seus personagens.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

duane allman é o cara

O jovem Duane Allman, como guitarrista contratado, viajando, nota por nota, em uma música de Boz Scaggs:



E ao vivo a cores com The Allman Brothers Band:

terça-feira, fevereiro 01, 2011

luc moullet no ccbb

O CCBB abriga a partir de hoje uma mostra com filmes de Louc Moullet, um cineasta bem particular, ainda na ativa, e um dos maiores críticos que passaram pela "Cahiers du Cinéma". Vejam a programação abaixo:

1/02 terça-feira

18H30
OBRA-PRIMA? (13´) – Luc Moullet /
JEAN-LUC SEGUNDO LUC (7´) – Luc Moullet
O HOMEM DA RAVINA (55´) – Gerard Courant
Classificação indicativa: 14 anos

20H
BRIGITTE E BRIGITTE (75´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

2/02 quarta-feira

16H30
FOIX (13´) – Luc Moullet
AS POLTRONAS DO CINE ALCAZAR (52´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
SEM TÍTULO (4´) – Luc Moullet
OS MINUTOS DE UM FAZEDOR DE FILMES (13´) – Luc Moullet
MINHA PRIMEIRA BRAÇADA (43´) – Luc Moullet
TENTATIVA DE ABERTURA (15´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
UMA AVENTURA DE BILLY THE KID (77´) – Luc Moullet
Classificação indicativa:14 anos

3/02 quinta-feira

18H30
OS NÁUFRAGOS DA D17 (81´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
ANATOMIA DE UMA RELAÇÃO (82´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

4/02 sexta-feira

16H30
OS NÁUFRAGOS DA D17 (81´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
UMA AVENTURA DE BILLY THE KID (77´) – Luc Moullet
Classificação indicativa:14 anos

20H
SEM TÍTULO (4´) – Luc Moullet
OS MINUTOS DE UM FAZEDOR DE FILMES (13´) – Luc Moullet
MINHA PRIMEIRA BRAÇADA (43´) – Luc Moullet
TENTATIVA DE ABERTURA (15´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos


5/02 sábado

17H
A ODISSÉIA DO 16/9 (11´) – Luc Moullet
LA SEPT SEGUNDO JEAN E LUC (13´) – Luc Moullet
O FANTASMA DE LONGSTAFF (20´) – Luc Moullet
A VALSA DA MÍDIA (27´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
GÊNESE DE UM REFEIÇÃO (117´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

6/02 domingo

17H
UMA AVENTURA DE BILLY THE KID (77´) – Luc Moullet
Classificação indicativa:14 anos

20H
BRIGITTE E BRIGITTE (75´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

8/02 terça-feira

18H30
TERRAS NEGRAS (19´) – Luc Moullet
O LITRO DE LEITE (13´) – Luc Moullet
ALGUMAS GOTAS A MAIS (6´) – Luc Moullet
UM BIFE PASSADO DO PONTO (19´) – Luc Moullet
CAPITO? (8´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
GÊNESE DE UM REFEIÇÃO (117´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

9/02 quarta-feira

18H30
BRIGITTE E BRIGITTE (75´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
OBRA-PRIMA? (13´) – Luc Moullet
JEAN-LUC SEGUNDO LUC (7´) – Luc Moullet
O HOMEM DA RAVINA (55´) – Gerard Courant
Classificação indicativa: 14 anos

10/02 quinta-feira

18H30
A TERRA DA LOUCURA (85´) –Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H00
TERRAS NEGRAS (19´) – Luc Moullet
O LITRO DE LEITE (13´) – Luc Moullet
ALGUMAS GOTAS A MAIS (6´) – Luc Moullet
UM BIFE PASSADO DO PONTO (19´) – Luc Moullet
CAPITO? (8´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

11/02 sexta-feira

16H30
AERROPORRRTO DE ORRRRLY (6´) – Luc Moullet
EQUILÍBRIO E CEGUEIRA (5´) – Luc Moullet
TODOS NÓS SOMOS BARATAS (10´) – Luc Moullet
CADA VEZ MENOS (13´) – Luc Moullet
CADA VEZ MAIS (24´) – Luc Moullet
O IMPÉRIO DO TOTÓ (13´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
OBRA-PRIMA? (13´) – Luc Moullet
JEAN-LUC SEGUNDO LUC (7´) – Luc Moullet
O HOMEM DA RAVINA (55´) – Gerard Courant
Classificação indicativa: 14 anos

20H
A ODISSÉIA DO 16/9 (11´) – Luc Moullet
LA SEPT SEGUNDO JEAN E LUC (13´) – Luc Moullet
O FANTASMA DE LONGSTAFF (20´) – Luc Moullet
A VALSA DA MÍDIA (27´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

12/02 sábado

20H
ENCONTRO DE LUC MOULLET COM O PÚBLICO, seguido de exibição de:
VONTADE INDÔMITA (114´) – King Vidor
Classificação indicativa: 14 anos

13/02 domingo

19H30
A TERRA DA LOUCURA (85´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

15/02 terça-feira

18H30
ANATOMIA DE UMA RELAÇÃO (82´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
INTRODUÇÃO (8´) – Luc Moullet
O COMPLÔ DOS OURIÇOS (17´) – Luc Moullet
CATRACAS (14´) – Luc Moullet
IMPHY, CAPITAL DA FRANÇA (24´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

16/02 quarta-feira

18H30
INTRODUÇÃO (8´) – Luc Moullet
O COMPLÔ DOS OURIÇOS (17´) – Luc Moullet
CATRACAS (14´) – Luc Moullet
IMPHY, CAPITAL DA FRANÇA (24´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
AERROPORRRTO DE ORRRRLY (6´) – Luc Moullet
EQUILÍBRIO E CEGUEIRA (5´) – Luc Moullet
TODOS NÓS SOMOS BARATAS (10´) – Luc Moullet
CADA VEZ MENOS (13´) – Luc Moullet
CADA VEZ MAIS (24´) – Luc Moullet
O IMPÉRIO DO TOTÓ (13´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

17/02 quinta-feira

16H30
ANATOMIA DE UMA RELAÇÃO (82´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
AS CONTRABANDISTAS (80´) – Luc Moullet
Classificação indicative: 14 anos

20H
PRESTÍGIO DA MORTE (75´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18/02 sexta-feira

16h30
PRESTÍGIO DA MORTE (75´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
A COMÉDIA DO TRABALHO (88´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
PARPAILLON (84´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

19/02 sábado

16h30
PARPAILLON (84´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

18H30
ANATOMIA DE UMA RELAÇÃO (82´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
OS HAVRES (12´) – Luc Moullet
O VENTRE DA AMÉRICA (25´) – Luc Moullet
O SISTEMA ZSYGMONDY (18´) – Luc Moullet
NO CAMPO DA HONRA (15´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20/02 domingo

16H30
A COMÉDIA DO TRABALHO (88´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

20H
AS CONTRABANDISTAS (80´) – Luc Moullet
Classificação indicativa: 14 anos

quinta-feira, janeiro 27, 2011

hugh grant

Estava indo e voltando pelos canais da Net e deparei-me uma vez mais com “Letra e música” (2007), de Marc Lawrence. O filme é fraco, rasteiro, previsível, mas é difícil não ser por ele seduzido. É Hugh Grant, sempre ele. É irresistível vê-lo na pele de um ex-astro dos anos 80: o carisma, o timing, os gestos corporais, os olhares. Grant atingiu a maestria, vivendo sempre o mesmo papel. A impressão é a de que todo este talento precisava ser “adotado” por um cineasta, algo que quase todos os grandes comediantes tiveram. Vejam vocês, abaixo.