quarta-feira, fevereiro 10, 2010
young
“Neil Young - Heart of Gold” não é apenas um show filmado. É como um testamento. As músicas se conjugam sempre na primeira pessoa do singular. Odes panteístas à família, à amizade. "I want to live/I want to give", confessa Young em seus primeiros versos. Gravado em um momento de luto - Young estava com um aneurisma e seu pai havia morrido poucos meses antes do diagnóstico - o show alterna canções mais recentes e o material mais antigo em uma espécie de panorâmica da vida do cantor e campositor. "Quando comecei a tocar”, diz ele, “eu criava galinhas. Eu devia ter uns sete, oito anos. Talvez um pouco mais. E ganhei um ukelele de plástico de meu pai. E eu não sabia o que fazer com ele. Meu pai disse: ‘Talvez você precise disso’. E cantou uma canção para mim que eu nunca tinha ouvido antes. Ele ficou me olhando, com um sorriso engraçado no rosto. Fiquei olhando para ele. E então tive que ir cuidar das galinhas". Uma celebração. Uma celebração doída, é verdade. Jonathan Demme intui um tom. Poucos movimentos. Poucas angulações. A câmera acompanha com delicadeza. O filme se faz em um íntimo imbricamento com a música e nos convida a um outro tipo de fruição. Young no palco é como uma força da natureza. Solta no espaço. Tudo que ele toca se torna seu, seu e de mais ninguém. Isso tem nome. Verdade!
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
os celulares de ferrara
Outro dia revi “Mary”, de Abel Ferrara. Quantos celulares! Eu não os tinha visto antes. Voltei ao filme novamente. É curioso. Os personagens não trocam e-mails. Não postam cartas. Só celulares. É através deles que os personagens se cruzam, que os continentes se aproximam, que os dramas se desencadeiam. A opção me parece deliberada (embora isso pouco importe). E dessa vez, eu vi o celular. O celular e a experiência contemporânea. A minha experiência. Ferrara! Cinema!
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
guerra ao terror e ao francis
- Por falar em “Guerra ao terror”, suas nove indicações ao Oscar são mais uma evidência do faro deslocado dos nossos distribuidores. Segundo eles, o filme não valia um centavo. Foi direto para o DVD. Agora, por causa do Oscar, “Guerra ao terror” faz o caminho inverso e chega enfim aos cinemas. Os cadernos de cultura falam da cineasta Kathryn Bigelow como uma grande surpresa, não esquecem do fato dela ser ex-mulher de James Cameron (“Avatar”, que concorre também em nove categorias), mas, com a exceção de uma breve cutucada do Inácio Araújo na “Folha”, nada foi dito sobre o que fizeram com o filme dela por aqui.
- Vi “Caro Francis”, de Nelson Hoineff. Não gostei. Não esperava muito, é verdade. Acho “Alô, Alô Terezinha” uma ofensa. Aliás, ambos os filmes são forjados em estratégias similares. Hoineff se esforça para que suas opções produzam efeitos à imagem e à semelhança de seus personagens. “Alô, Alô Terezinha” cobrava um preço por todo esse empenho. Era preciso, no mínimo, uma auto-sabotagem. Sem ela, o filme se torna um espaço de humilhação pública. “Caro Francis” é ainda mais frágil. A idéia de contradição, associada ao personagem, “justifica” algumas estratégias vazias, como a montagem de Caio Túlio e Diogo Mainardi. Preguiça. Esse o termo que vem à mente. Preguiça editorial, preguiça cinematográfica. No mais, como bem disse o Sérgio Alpendre, o filme leva uma surra do You Tube.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
recomeçar...
Estou de volta. Aos poucos.
Primeiro: os links. Dei um jeito neles. Alguns já estavam inativos há algum tempo. Outros mudaram de endereço.
Entre eles, o Los Olvidados, o Fabito’s Way, o Ricardo Calil, Francis Vogner e o Víscera.
Acrescentei outros links. O Olhos Livre Bônus, o Cine Monstro, de Carlos Primati, o Paragrafilme, do Eduardo Valente, e o blog de Steven Shapiro. Falarei mais desse teórico americano mais pra frente.
Por enquanto, é só. Mas já já vem mais por aí.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
mostras
TERÇA-FEIRA (15.12):
Cinema 1:
17h - "Veludo azul" (DVD)
19h - Debate com José Wilker, Fernando Ceylão, Mario Abbade e um convidado
Cinema 2:
'Coração selvagem' - Divulgação 17h - "Crumb" (DVD)
QUARTA-FEIRA (16.12):
Cinema 1:
17h - "A estrada" (película)
19h - "Lynch" ("One") (DVD)
Cinema 2:
17h - "Pretty as a picture" (DVD)
19h - "Scene by scene" (DVD, matriz VHS) / "Ruth Roses and revolver" (DVD, matriz VHS)
QUINTA-FEIRA (17.12):
Cinema 1:
17h - "Hugh Hefner: Once upon a time" (DVD)
19h - "Dumbland" (DVD) / David Lynch Commercials e clipe Rammstein (DVD, matriz VHS s/legendas) / "School of thought" (DVD)
Cinema 2:
17h - "Rabbits" (DVD) / "Industrial symphony nº1 (DVD)
19h - "Hotel room" (DVD, matriz VHS)
SEXTA-FEIRA (18.12):
Cinema 1:
17h: "The short films of David Lynch" (DVD)
19h: Dynamic: 01: The best of DavidLynch.com (DVD)
Cinema 2:
17h: "Dumbland" (DVD) / David Lynch commercials e clipe Rammstein (DVD, matriz VHS s/legendas) / "School of thought" (DVD)
19h: "Os Beatniks" (DVD, matriz VHS)
SÁBADO (19.12):
Cinema 1:
17h - "Hotel room" (DVD, matriz VHS)
19h - "Transcendendo Lynch" (digital)
Cinema 2:
17h - "Scene by scene" (DVD, matriz VHS) / "Ruth roses and revolver" (DVD, matriz VHS)
19h - "Rabbits" (DVD) / "Industrial symphony nº1" (DVD)
DOMINGO (20.12):
Cinema 1:
17h - "Mystery disc" (DVD)
Cinema 2:
17h - "On the air" (DVD, matriz VHS)
E, no dia 22, começa no CCBB uma mostra imperdível: Horro no Cinema Brasileiro. Vejam:
Dia 22/12 (terça)
16h - O JOVEM TATARAVÔ (1936), de Luiz de Barros
18h - FANTASMA POR ACASO (1946), de Moacyr Fenelon
20h - VENENO (1952), de Gianni Pons
Dia 23/12 (quarta):
16h - À MEIA NOITE LEVAREI SUA ALMA (1964), de José Mojica Marins
18h - ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967), de. José Mojica Marins
20h - ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO (2008), de José Mojica Marins
Dias 24 e 25/12 (quinta e sexta): o cinema estará fechado
Dia 26/12 (sábado):
15h - DESPERTAR DA BESTA (1969), de José Mojica Marins.
17h - LOBISOMEM, O TERROR DA MEIA-NOITE (1972), de Elyseu Visconti Cavalleiro
19h - A FORÇA DOS SENTIDOS (1979), de Jean Garrett – Episódios “Solo de Violino”, “O gafanhoto”, “O Pasteleiro”.
Dia 27/12 (domingo):
15h - A REENCARNAÇÃO DO SEXO (1981), de Luiz Castilini
17h - ENIGMA PARA DEMÔNIOS (1975), de Carlos Hugo Christensen
19h - THE RITUAL OF DEATH / RITUAL MACABRO (1991), de Fauzi Mansur
Dia 29/12 (terça):
16h - AS SETE VAMPIRAS (1986), de Ivan Cardoso
18h - O SEGREDO DA MÚMIA (1981), de Ivan Cardoso
20h - UM LOBISOMEM NA AMAZÔNIA (2005), de Ivan Cardoso
Dia 30/12 (quarta):
16h - EXCITAÇÃO (1977), de Jean Garrett
17h - O ESTRIPADOR DE MULHERES (1978), de Juan Bajon
20h - THE RITUAL OF DEATH / RITUAL MACABRO (1991), de Fauzi Mansur
Dias 31/12 e 1º/01 (quinta e sexta): o cinema estará fechado
Dia 2/01 (sábado):
15h - PECADO NA SACRISTIA (1975), de Miguel Borges
17h - OLHOS DE VAMPA (1996), de Walter Rogério
19h - O FIM DA PICADA (2009), de Christian Sagaard
Dia 3/01 (domingo):
15h - A MULHER DO DESEJO (A CASA DAS SOMBRAS) (1975), de Carlos Hugo Christensen
17h - 3 Episodios: "Solo de Violino"(1980), de Ody Fraga; "O Gafanhoto"(1981), de John Doo; "O Pasteleiro"(1981), de David Cardoso
19h - MANGUE NEGRO (2008), de Rodrigo Aragão
Dia 5/01 (terça):
16h - O JOVEM TATARAVÔ (1936), de Luiz de Barros
18h - FANTASMA POR ACASO (1946), de Moacyr Fenelon
20h – VENENO (1952), de Gianni Pons
Dia 6/01 (quarta):
16h - À MEIA NOITE LEVAREI SUA ALMA (1964), de José Mojica Marins
18h - ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967), de José Mojica Marins
20h - ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO (2008), de José Mojica Marins
Dia 7/01 (quinta):
16h - A REENCARNAÇÃO DO SEXO (1981), de Luiz Castilini
18h - ENIGMA PARA DEMÔNIOS (1975), de Carlos Hugo Christensen
20h - O MANÍACO DO PARQUE (2009), de Alex Prado
Dia 8/01 (sexta):
15h - AS SETE VAMPIRAS (1986), de Ivan Cardoso
17h - O SEGREDO DA MÚMIA (1981), de Ivan Cardoso
19h - UM LOBISOMEM NA AMAZÔNIA (2005), de Ivan Cardoso
21h - SESSÃO MALDITA:
AS TARAS DO MINI VAMPIRO (1987), de José Adalto Cardoso
Dia 9/01 (sábado):
15h - EXCITAÇÃO (1977), de Jean Garrett
17h - O ESTRIPADOR DE MULHERES (1978) Juan Bajon
19h - SHOCK (1984), de Jair Correia
Dia 10/01 (domingo):
15h - A MULHER DO DESEJO (A CASA DAS SOMBRAS)
(1975), de Carlos Hugo Christensen
17h - '3 Episodios: "Solo de Violino"(1980), de Ody Fraga; "O Gafanhoto"(1981), de John Doo; "O Pasteleiro"(1981), de David Cardoso
19h - 'MANGUE NEGRO (2008), de Rodrigo Aragão
sexta-feira, novembro 20, 2009
cine bh, semana do cinema nancional e ims
Hoje começa a Semana do Cinema Nacional. Até o dia 26 de novembro, na quase totalidade dos cinemas que exibem filmes brasileiros, o ingresso inteiro vai custar apenas 6 reais. Aproveitem, porra!
E o IMS abriga uma mostra cinema/pintura. Pelo menos duas obras-primas serão exibidas: "A bela intrigante" do Rivette, e "Van Gogh", de Maurice Pialat.
A programação:
Sábado 21
16h00 Paixão (Passion), de Jean-Luc Godard (França/Suíça, 1982, 88 min, 16 anos)
18h30 A bela intrigante (La Belle noiseuse), de Jacques Rivette (França/Suíça, 1991, 240 min, 14 anos)
Domingo 22
16h00 A barriga do arquiteto (The Belly of an Architect), de Peter Greenaway (Reino Unido/Itália, 1987, 118 min, 16 anos)
18h30 A bela intrigante (La Belle noiseuse), de Jacques Rivette (França/Suíça, 1991, 240 min, 14 anos)
Terça 24
16h00 Goya (Goya en Burdeos), de Carlos Saura (Espanha/Itália, 1999, 106 min, 14 anos)
18h00 Sombras de Goya (Goya’s Ghosts), de Milos Forman (EUA/Espanha, 2006, 113 min, 14 anos)
20h00 A barriga do arquiteto (The Belly of an Architect), de Peter Greenaway (Reino Unido/Itália, 1987, 118 min, 16 anos)
Quarta 25
16h30 Goya (Goya en Burdeos), de Carlos Saura (Espanha/Itália, 1999, 106 min, 14 anos)
19h00 Van Gogh, de Maurice Pialat (França, 1991, 158 min, 14 anos)
Quinta 26
16h30 Sombras de Goya (Goya’s Ghosts), de Milos Forman (EUA/Espanha, 2006, 113 min, 14 anos)
Sexta 27
16h30 Paixão (Passion), de Jean-Luc Godard (França/Suíça, 1982, 88 min, 16 anos)
19h00 E la nave va, de Federico Fellini (Itália/França, 1983, 128 min, livre)
Sábado 28
14h00 Elogio ao amor (Éloge de l’amour), de Jean-Luc Godard (França/Suíça, 2001, 97 min, 12 anos)
16h30 Paixão (Passion), de Jean-Luc Godard (França/Suíça, 1982, 88 min, 16 anos)
19h00 E la nave va, de Federico Fellini (Itália/França, 1983, 128 min, livre)
Domingo 29
14h00 Sombras de Goya (Goya’s Ghosts), de Milos Forman (EUA/Espanha, 2006, 113 min, 14 anos)
16h30 Elogio ao amor (Éloge de l’amour), de Jean-Luc Godard (França/Suíça, 2001, 97 min, 12 anos)
19h00 E la nave va, de Federico Fellini (Itália/França, 1983, 128 min, livre)
segunda-feira, novembro 09, 2009
a lista do 'times'
Seguindo o Sérgio Alpendre do Chip Hazard, colo a lista abaixo com as minhas cotações. Em negrito estão aqueles que poderiam entrar na minha lista.
1. Caché (Michael Haneke, 2005) ****
2. A Supremacia Bourne/O Ultimato Bourne (Paul Greengrass, 2004, 2007) **
3 Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel Coen, Ethan Coen, 2007) ****
4 O Homem-Urso (Werner Herzog, 2005) ****
5 Team America: Detonando o Mundo (Trey Parker, 2004) **
6 Quem Quer Ser um Milionário? (Danny Boyle, 2008) °
7 O Último Rei da Escócia (Kevin Macdonald, 2006) *
8 Cassino Royale (Martin Campbell, 2006) ***
9 A Rainha (Stephen Frears, 2006) ***
10 Hunger (Steve McQueen, 2008) ****
11 Borat (Larry Charles, 2006) ****
12 A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006) **
13 This Is England (Shane Meadows, 2007) **
14 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007) ***
15 A Queda (Oliver Hirschbiegel, 2004) **
16 Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004) ***
17 O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005) ****
18 Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008) ****
19 Vôo United 93 (Paul Greengrass, 2006) **
20 Donnie Darko (Richard Kelly, 2001) ***
21 Boa Noite, e Boa Sorte (George Clooney, 2005) ***
22 Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002) ****
23 O Equilibrista (James Marsh, 2008) **
24 Extermínio (Danny Boyle, 2002) **
25 Dançando no Escuro (Lars Von Trier, 2000) ****
26 Minority Report (Steven Spielberg, 2002) **
27 Sideways - Entre Umas e Outras (Alexander Payne, 2004) **
28 O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007) **
29 Quero ser John Malkovich (Spike Jonze, 2000) ***
30 Irreversível (Gaspar Noé, 2002) *
31 Iraq in Fragments (James Longley, 2006) **
32 Gladiador (Ridley Scott, 2000) ***
33 Um Casamento à Indiana (Mira Nair, 2002) **
34 Procurando Nemo (Andrew Stanton/Lee Unkrich, 2003) *****
35 E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2002) ***
36 Na Captura dos Friedmans (Andrew Jarecki, 2004) ***
37 Amor à Flor da Pele (Wong Kar Wai, 2000) *****
38 Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001) *****
39 Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003) ****
40 Syriana (Stephen Gaghan, 2005) **
41 Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006) ***
42 Os Incríveis (Brad Bird, 2004) ****
43 Batman - O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008) **
44 Sob a Areia (François Ozon, 2000) ***
45 Touching the Void (Kevin Macdonald, 2003)
46 Traffic (Steven Soderbergh, 2000) **
47 My Summer of Love (Pawel Pawlikowski, 2004) **
48 Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton/Valerie Faris, 2006) **
49 Ligeiramente Grávidos (Judd Apatow, 2007) *****
50 O Senhor dos Anéis: O retorno do Rei (Peter Jackson, 2003) **
51 O Quarto do Filho (Nanni Moretti, 2001) ****
52 O Jardineiro Fiel (Fernando Meirelles, 2005) **
53 Milk (Gus Van Sant, 2008) **
54 Papai Noel às Avessas (Terry Zwigoff, 2003) ***
55 Chopper (Andrew Dominik, 2000)
56 Volver (Pedro Almodovar, 2006) ****
57 The Consequences of Love (Paolo Sorrentino, 2004)
58 Shaun of the Dead (Edgar Wright, 2004) **
59 Ser e Ter (Nicolas Philibert, 2002) ***
60 A Lula e a Baleia (Noah Baumbach, 2005) **
61 A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)
62 O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Adam McKay, 2004) ****
63 Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007) ***
64 A Criança (Jean-Pierre Dardenne/Luc Dardenne, 2005) ****
65 Valsa Com Bashir (Ari Folman, 2008) ***
66 Cidade de Deus (Fernando Meirelles, Katia Lund, 2002) ***
67 Gomorra (Matteo Garrone, 2008) **
68 Memento (Christopher Nolan, 2000) *
69 Persépolis (Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi, 2007) ***
70 Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet, 2008) ***
71 Monstros S/A (Pete Docter/David Silverman/lee Unkrich, 2001) *
72 Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008) ***
73 De Tanto Bater, Meu Coração Parou (Jacques Audiard, 2005) **
74 O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006) ***
75 Fale com Ela (Pedro Almodóvar, 2002) *****
76 Control (Anton Corbijn, 2007) **
77 Tiros em Columbine (Michael Moore, 2002) **
78 As Confissões de Schmidt (Alexander Payne, 2002) *
79 Le Grand Voyage (Ismael Ferroukhi, 2004) **
80 Eu, Você e Todos Nós (Miranda July, 2005) *
81 In The Loop (Armando Iannucci, 2009)
82 As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000) *****
83 Ventos da Liberdade (Ken Loach, 2006) **
84 Hotel Ruanda (Terry George, 2004) *
85 A Professora de Piano (Michael Haneke, 2001) **
86 O Orfanato (Juan Antonio Bayona, 2007) **
87 Time and Winds (Reha Erdem, 2006)
88 Os Excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001) ****
89 Escola de Rock (Richard Linklater, 2003) ****
90 Penetras Bons de Bico (David Dobkin, 2005) ****
91 Lantana (Ray Lawrence, 2001) ***
92 Coisas Belas e Sujas (Stephen Frears, 2002) **
93 O Clã das Adagas Voadoras (Zhang Yimou, 2004) **
94 Uma Verdade Inconveniente (Davis Guggenheim, 2006) *
95 Amores Brutos (Alejandro González Iñárritu, 2000) **
96 Morvern Callar (Lynne Ramsay, 2002)
97 Sympathy for Lady Vengeance (Park Chan-Wook, 2005) *
98 Crash (Paul Haggis, 2004) °
99 Battle Royale (Kinji Fukasaku, 2000)
100 O Diabo Veste Prada (David Frankel, 2006) *
mostras
Hoje rola a sessão do Novíssimo Cinema Brasileiro, lá no Cine Glória, às 19h30. Os filmes: "As vilas volantes", de Alexandre Veras, e "Vidança" e "Primas", ambos de de Salomão Santana.
E o Estação Ipanema abriga até o fim da semana a 3ª Mostra Rock-Totem. Vejam a programação.
terça-feira, novembro 03, 2009
inacio
Pois faço minhas as palavras de Inácio Araújo a respeito da entrevista. Leiam lá.
FOLHA - Como vai o cinema brasileiro?
JEAN-MICHEL FRODON - É um cinema sem maior brilho. Vi alguns documentários interessantes, mas o cinema brasileiro não é tão bom quanto poderia ser, ou o quanto imaginamos que seria. O último filme brasileiro do qual eu gostei foi "Mutum".
FOLHA - Houve algum momento, além do cinema novo, em que o Brasil chamou a atenção da crítica internacional?
FRODON - Havia muita expectativa quando o Brasil voltou a ser um país democrático e, depois, a esperança de que o fenômeno Walter Salles não fosse isolado. Mas a promessa não se cumpriu. A Globo soube tirar vantagem do desenvolvimento do país e isso teve efeitos sobre o cinema.
FOLHA - Por o cinema brasileiro era visto como promessa?
FRODON - Porque o Brasil parece um país obviamente feito para o cinema. As paisagens, a riqueza cultural, a genialidade de um diretor como Mário Peixoto... Alguém poderia até questionar o seguinte: os mesmos ingredientes que fazem o futebol brasileiro ser único não poderiam ser também utilizados no cinema? O Brasil vem ganhando visibilidade internacional e poderia traduzir esse movimento histórico em filmes, mas, ao contrário da China e de outros países asiáticos, não tem feito isso.
FOLHA - O senhor vê algo de brasileiro em filmes como "Ensaio sobre a Cegueira" ou "O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles?
FRODON - Eu os vejo como filmes internacionais. E ruins.
FOLHA - E o que aconteceu com a "buena onda" argentina?
FRODON - Bons diretores continuam sendo bons diretores, como Lucrecia Martel. Mas a boa onda do jovem cinema argentino foi interrompida. O México também tem coisas interessantes, mas a construção de algo de longo prazo, sólido, me parece distante.
FOLHA - Por que, a despeito do frescor que muitos estrangeiros enxergam na América Latina, o cinema da região não se desenvolve? É um problema econômico ou cultural?
FRODON - Certamente, não é econômico, e sim de dependência cultural de Hollywood.
FOLHA - O senhor citou o cinema asiático. O que tem vindo de lá?
FRODON - Um cinema dinâmico, que capta o movimento econômico da região. Tem me chamado a atenção o que vem de países como Tailândia, Filipinas, Malásia. Há muitos jovens diretores e um forte realismo na maneira de filmar. Eles mostram o interior, as periferias, mas se apoiam muito na relação das pessoas com os celulares e a internet. A tecnologia é traduzida numa nova textura de imagens, muitas delas digitais. Os personagens estão nesse ambiente digital.
FOLHA - Eles têm apoio estatal?
FRODON - Não, mas há uma grande solidariedade entre os diretores, um participa e apoia o filme do outro. Eles conseguiram criar uma pequena indústria porque fazem filmes muito baratos.
FOLHA - Vivemos num mundo sobrecarregado de imagens. Qual o papel do cinema nesse contexto?
FRODON - O cinema deixou de ser dominante na construção do imaginário coletivo, mas ainda tem um grande poder. Nunca tanta gente viu tantos filmes, nunca tantos filmes foram produzidos em tantos lugares. Mas todas as pessoas querem ver os mesmos poucos filmes, ao mesmo tempo. O grande desafio, hoje, é reabrir o espaço para 95% do cinema contemporâneo, que tem mais e mais dificuldade de existir, de ser visto pelo público em geral.
FRODON - Chamar a atenção para todo esse outro cinema. No meio de tanta oferta, é possível escolher de duas maneiras. Numa delas, o mercado diz o que você deve ver, por meio do marketing, e você obedece. A outra maneira é dividir opiniões e gostos com quem não tem interesses comerciais e decidir por você mesmo. Nesse sentido, a crítica é cada vez mais necessária. Ela pode funcionar como uma espécie de contrapeso às estratégias de marketing, mais e mais ferozes.
segunda-feira, outubro 26, 2009
cinebh e mostra sp
Plastic City
Diz Croquettes
Independencia
Nova York, eu te amo
sexta-feira, outubro 23, 2009
projeção digital
Os críticos reunidos no Fórum de Crítica organizaram um protesto quanto a qualidade da projeção digital por estas bandas. Este é o link para assinar e apoiar a causa. E segue abaixo o texto capitaneado por Pedro Butcher na integra:
A projeção digital chegou ao Brasil com a missão de democratizar o acesso aos filmes e libertar os distribuidores da dependência de cópias em 35 milímetros, cuja confecção e transporte são notoriamente caros. A instalação de projetores digitais permitiria ao público assistir a títulos que dificilmente seriam lançados nas condições tradicionais e ainda ofereceria condições para que espectadores situados longe do eixo Rio-São Paulo (onde se concentram quase 50% das salas de cinema do país) tivessem acesso aos mesmos títulos simultaneamente.
O que estamos vendo, no entanto, é uma total falta de respeito ao espectador no que se refere à exibição do filme propriamente dita. As razões são basicamente duas: projeções incapazes de reproduzir fielmente os padrões de cor e textura da obra e/ou projeções incapazes de exibir os filmes no formato em que foram originalmente concebidos. Sem falar no som, que muitas vezes ganha uma reprodução abafada, limitada ao canal central, muito diferente de seu desenho original.
A adoção da projeção digital pelos dois maiores festivais internacionais do Brasil (o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo) e por outros festivais do país, infelizmente, não respeitou o que seriam critérios mínimos de qualidade de projeção de filmes em cinema – algo que é observado com atenção em qualquer festival internacional que se preze. Trata-se de uma situação particularmente alarmante tendo em vista o papel de formadores de plateia que esses eventos desempenham.
Sucessivamente, temos visto um autêntico massacre ao trabalho de cineastas, fotógrafos, diretores de arte, figurinistas, técnicos de som e até mesmo de atores. Apenas para citar um exemplo: Les herbes folles, o novo filme de Alain Resnais, originalmente concebido no formato 2:35:1, foi exibido no Festival do Rio, com projeção digital, no formato 1:78. Isso representou o corte da imagem em suas extremidades, resultando em enquadramentos arruinados, movimentos de câmera deformados e rostos dos atores cortados. Um pouco como se A santa ceia, de Leonardo Da Vinci, tivesse suas pontas decepadas, deixando alguns discípulos de Jesus fora de campo – e da história. Para completar o desrespeito, não há qualquer aviso em relação às condições de exibição e o preço cobrado pelo ingresso não sofre qualquer alteração.
Não nos cabe, aqui, pregar a “volta ao 35mm” nem defender determinada resolução mínima para a projeção digital. Sabemos que, se respeitados determinados critérios técnicos – ou seja, se a empresa responsável pela projeção digital receber do distribuidor o master no formato adequado, se o processo de encodamento for feito corretamente, e se os ajustes necessários para a exibição de cada filme forem realizados cuidadosamente –, a projeção digital pode ser uma experiência perfeitamente satisfatória para o espectador.
Não é isso, porém, que tem ocorrido. Exibidores, distribuidores e os fornecedores do serviço da projeção digital são responsáveis pela má qualidade da projeção e coniventes com esse lamentável descaso geral, que tem deixado críticos e amantes de cinema indignados. É um desrespeito ao cinema e aos seus criadores, mas, sobretudo, ao espectador e consumidor final, que saiu de casa e pagou ingresso para ver um filme.
A situação chegou a um ponto intolerável. Pedimos a todos os profissionais envolvidos com a projeção digital que tomem providências para que tais deformações não se repitam.
quinta-feira, outubro 15, 2009
sexta-feira, outubro 02, 2009
festival II
As praias de Agnès
Amreeka
Five minutes of heaven
Alguns filmes vistos:
24 City ***
35 doses de rum ***
Barba Azul **
A casa de Nucingen *
Erótica aventura ***
Mother ****
O rei da fuga ****
Singularidades de uma rapariga loira ****
Tulpan ***
Viajo porque preciso, volto porque te amo ***
sábado, setembro 26, 2009
festival
Na Cinética, tem texto sobre o "Bad lieutenant" do Herzog. Incrivelmente decepcionante. Leiam lá.
Vi ainda:
Lake Tahoe *
Eu matei a minha mãe °
quarta-feira, setembro 23, 2009
festival
24 City, de Jia Zhang-Ke
35 doses de rum, de Claire Denis
Barba Azul, de Catherine Breillat
Uma barragem contra o pacífico, de Rithy Panh
A batalha dos três reinos, de John Woo
Bom trabalho, de Claire Denis
A casa de Nucingen, de Raoul Ruiz
O dia da transa, de Lynn Shelton
Erótica aventura, de Jean-Claude Brisseau
Les herbes folles, de Alain Resnais
It might get loud, de Davis Guggenheim
Katalin Varga, de Peter Strickland
Morrer como um homem, de João Pedro Rodrigues
Mother, de Bong Joon-ho
O pai dos meus filhos, de Mia Hansen-love
Politist, adjectiv, de Corneliu Porumboiu
Porco cego quer voar, de Edwin
As prais de Agnès, de Agnès Varda
Queridinho da mamãe, de Azazel Jacobs
O rei da fuga, de Alain Guiraudie
Salamandra, de Pablo Aguero
Singularidades de uma rapariga loira, de Manoel de Oliveira
A terceira parte do mundo, de Eric Forestier
The time that remains, de Elia Suleiman
Tulpan, de Sergey Dvorstsevoy
Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz
Vincere, de Marco bellocchio
White material, de Claire Denis
The withe ribbon, de Michael Haneke
coisas
- tem uma revista nova na internet. imperdível. "Foco Revista de Cinema".
- podcast no site da revista Piauí. trata-se de um debate realizado no IMS do Rio com Ismail Xavier, Eduardo Coutinho e José Carlos Avellar.
- começou no início da semana uma mostra com os primeiros filmes de alguns dos cineastas contemporâneos mais importantes. Lá na Caixa Cultural. Detalhe importante: vai ser tudo exibido em DVD. A programação:
23 SET | QUARTA-FEIRA
SALA 01
15h30 Mundo grua, Pablo Trapero (1999)
17h30 Mysterious object at noon, Apichatpong Weerasethakul (2000)
19h30 Chocolat, Claire Denis (1988)
SALA 02
15h Conflito mortal, Wong Kar-wai (1988)
17h O balão branco, Jafar Panahi (1995)
19h Gosto de sangue, Joel e Ethan Coen (1984)
24 SET | QUINTA-FEIRA
SALA 01
15h30 O sangue, Pedro Costa (1989)
17h30 Chronicle of a disappearance, Elia Suleiman (1996)
19h30 Pickpocket, Jia Zhang-ke (1997)
SALA 02
15h Mala noche, Gus Van Sant (1985)
17h Gosto de sangue, Joel e Ethan Coen (1984)
19h Os matadores, Beto Brant (1997)
25 SET | SEXTA-FEIRA
SALA 01
15h30 Chronicle of a disappearance, Elia Suleiman (1996)
17h30 The element of crime, Lars Von Trier (1984)
19h30 Pickpocket, Jia Zhang-ke (1997)
SALA 02
15h Chocolat, Claire Denis (1988)
17h Os matadores,Beto Brant (1997)
19h Mala noche, Gus Van Sant (1985)
26 SET | SÁBADO
SALA 01
15h30 Mysterious object at noon, Apichatpong Weerasethakul (2000)
17h30 Pickpocket, Jia Zhang-ke (1997)
19h30 O sangue, Pedro Costa (1989)
SALA 02
15h O balão branco, Jafar Panahi (1995)
17h Mala noche, Gus Van Sant (1985)
19h Conflito mortal, Wong Kar-wai (1988)
27 SET | DOMINGO
SALA 01
15h30 The element of crime, Lars Von Trier (1984)
17h30 Mundo grua, Pablo Trapero (1999)
19h30 Chronicle of a disappearance, Elia Suleiman (1996)
SALA 02
15h Gosto de sangue, Joel e Ethan Coen (1984)
17h Chocolat, Claire Denis (1988)
19h O balão branco, Jafar Panahi (1995)
sexta-feira, setembro 18, 2009
semana dos realizadores
sexta-feira, setembro 11, 2009
cineclube da cinética e jonas mekas na ufrj
Enquanto isso, o Fórum de Cultura da UFRJ abriga uma pequena mostra com alguns diários do Jonas Mekas. A entrada é franca, sempre às 19h. A programação:
2ª feira (14/09)
Lost, Lost, Lost (1976)
3ª feira (15/09)
Walden – Diaries, Notes and Sketches (1964)
4ª feira (16/09)
As I Was Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty (2001,) Primeira Parte (163min)
5ª feira (17/09)
Reminiscences From a Journey to Lithuania (1971)
* No final da sessão, haverá debate sobre os filmes de Mekas com Juliana Cardoso e Juliano Gomes, mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.
6ª feira (18/09)
As I Was Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty (2001,) Segunda Parte
quinta-feira, setembro 10, 2009
links
- O blog do Fabio Camarneiro.
- O projeto do National Film Board, do Canadá, de entrevistas com documentaristas. Entre eles, Eduardo Coutinho.
terça-feira, setembro 08, 2009
soderbergh
terça-feira, agosto 25, 2009
cronenberg
Quarta-feira - 26/08
16h - Spider – Desafie sua mente
16h - Rabid
16h - Calafrios
16h - Fast Company
16h - Marcas da Violência
16h - Gêmeos, mórbida semelhança
16h - Videodrome
20h - Câmera
domingo, agosto 23, 2009
mais um de johnnie to

Agora, To e Kai-fai parecem interessados como nunca na caracterização de seus personagens. Bun é um personagem instigante como poucos. Ele nunca se revela por completo. A ex-mulher. Um trauma. A loucura. A seqüência em que realizadores nos mostram as diferentes personalidades do assassino é das melhores dos últimos anos. To e Ka-Fai parecem se perguntar até aonde podem seguir com o plano ponto de vista de Bun. Esse experimento se repete ao longo do filme das mais variadas maneiras. Às vezes vemos essas “diferentes personalidades” entrecortadas por planos de Bun olhando para elas, noutras não. Às vezes, Ho tenta entender o que está se passando, noutras não. E ainda existem os planos em que Bun aparece no mesmo quadro das “diferentes personalidades”.
A narrativa prima por uma certa insanidade, pela falta mesmo de uma lógica interna. Ainda assim, o filme jamais deixa de ser coerente e direto. Os cineastas estilhaçam a trama em ritmos, tons, angulações, movimentos, personagens e personalidades diferentes. A cada filme, To desafia nossas expectativas e determinadas convenções narrativas. Em “Mad Detective” nada é o que parece, seja em termos narrativos ou visuais. Assim que nosso herói embarca em sua investigação, a linha tênue entre o verdadeiro e o falso cresce em ambigüidade. E, curiosamente, quanto mais perto chegamos da verdade, mais longe da realidade parecemos estar.
quarta-feira, agosto 19, 2009
seminário na ufrj
dia 19
19:00 –Tom Cohen: "Ônibus em explosão – Técnicas Cinemáticas e a Vida descartável: Hitchcok em Ônibus 174". Professor do Departamento de Inglês da State University of New York, Albany e autor de Anti-Mimesis from Plato to Hitchcock (Cambridge University Press, 1994); Ideology and Inscription: "Cultural Studies" after Benjamin, de Man, and Bakhtin (Cambridge University Press, 1998); Hitchcock's Cryptonymies 1: Secret Agents (University of Minnesota Press, 2005) e Hitchcock's Cryptonymies 2: War Machines (University of Minnesota Press, 2005).
Mediadora e debatedora: Gabriela Nouzeilles – Professora Associada e Chefe do Departamento de Espanhol e Português da Princeton University e autora de Ficciones somáticas: Naturalismo, nacionalismo y políticas médicas del cuerpo (Beatriz Viterbo, 2000) e editora de The Argentina Reader. History, Culture, and Politics (Duke University Press, 2003) e de La naturaleza en disputa. Retóricas del cuerpo y el paisaje (Paidós 2002). No momento, concluí Of Other Places. Patagonia and the Production of Nature.
dia 20
09:00 – Mesa-redonda Modalidades do Real
Ismail Xavier: O exemplar e o contingente no teatro das evidências. Professor Associado do Departamento de Cinema, Televisão e Rádio da Universidade de São Paulo e autor de O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. (Paz e Terra, 1977), Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome (Brasiliense, 1983), Allegories Of Underdevelopment: Aesthetics And Politics In Modern Brazilian Cinema. (University of Minnesota Press, 1997) e O Olhar e a Cena: Hollywood, Melodrama, Cinema Novo, Nelson Rodrigues (COSAC & NAIFY, 2003)
Yngjin Zhang: “Paisagens em Movimento: Realidade, Visualidade e Translocalidade nos Filmes de Jia Zhangke”. Professor Associado e Diretor do Programa de Estudos Chineses da (University of California, San Diego e autor de The City in Modern Chinese Literature and Film: Configurations of Space, Time, and Gender (Stanford University Press, 1996); Screening China: Critical Interventions, Cinematic Reconfigurations, and the Transnational Imaginary in Contemporary Chinese Cinema. (Center for Chinese Studies, University of Michigan, 2002) e Chinese National Cinema. (Routledge, 2004) e China in Focus: Studies of Chinese Film and Literature in the Perspective of Academic History (em Chinês) (Nanjing University Press, 2006).
Mediador: Denilson Lopes – Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura e Professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor de Nós os Mortos: Melancolia e Neo-Barroco (7Letras, 1999), O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios (Aeroplano, 2002), A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens (EdUnB, 2007), organizador de O Cinema dos Anos 90 (Argos, 2005) e co-organizador de Cinema, Globalização e Interculturalidade .(Argos, a sair em 2009).
10:30 – Conferência
Ivone Margulies: “A presença reencenada no cinema contemporâneo”. Professora Associada da City University of New York, autora de Nothing Happens: Chantal Akerman’s Hyperrealist Everyday (Duke University Press, 1996) e organizadora de Rites of Realism: Essays on Corporeal Cinema (Duke University Press, 2003).
Apresentador e mediador: Álvaro Fernandez Bravo – Professor e Diretor da New York University Buenos Aires. Autor de Literatura y frontera: procesos de territorialización en las culturas argentina y chilena del siglo XIX(Sudamericana, 1999), co-autor de Introducción a la escritura universitaria. Ciudades alteradas: nación e inmigración en la cultura moderna. (Granica, 2003) e co-organizador de Sujetos en tránsito:(in)migración, exilio y diáspora en la cultura latinoamericana (Alianza, 2003) e El valor de la cultura: Arte, literatura y mercado en América latina(Beatriz Viterbo, 2007).
11:45 – Mesa-redonda Repensando o Documentário
Andréa França: “O cinema documentário e o retorno daquilo que foi”. Professora do Pontifícia Universidade Católica/Rio de Janeiro e autora , autora de Cinema em Azul, Branco e Vermelho - a trilogia de Kieslowski (7Letras,1997) e de Terras e Fronteiras no cinema político contemporâneo (7Letras, 2003) e co-organizadora de Cinema, Globalização e Interculturalidade .(Argos, a sair em 2009).
Emilio Bernini: “Una arqueología de la imagen: el documental de found footage”. Professor Titular e Diretor do Mestrado em Documentário da Universidad del Cine da Universidad del Cine e professor da Universidad de Buenos Aires. Autor de Ciertas tendencias. Notas sobre el nuevo cine argentino (1956-1966). (UBA, 2002) e Silvia Prieto. Un film sin atributos (Picnic, 2008) e Diretor da revista Kilómetro 111. Ensayos sobre cine.
César Guimarães: “O Documentário e as Potências da Vida Ordinária”. Professor Associado do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais e autor de Imagens da Memória: Entre o Visível e o Invisível (Ed. UFMG, 1996), co-organizador de Comunicação e Experiência Estética (Ed. UFMG, 2006), Na Mídia, Na Rua: Narrativas do Cotidiano (Autêntica, 2006) e O Comum e A Experiência da Linguagem (Ed. UFMG, 2007).
Mediador: Álvaro Fernandez Bravo (New York University-Buenos Aires)
15:30 – Conferência
Laura Marks: “Desdobrando o Real: Mediação como um Tecido Conectivo”. Dena Wosk University Professor da Escola de ArtesContemporâneas Simon Fraser University(Vancouver), autora de The Skin of the Film: Intercultural Cinema, Embodiment, and the Senses (Duke University Press, 2000), Touch: Sensuous Theory and Multisensory Media (University of Minnesota Press, 2002) e curadora. No momento está escrevendo Enfoldment and Infinity: An Islamic Genealogy of New Media Art (a ser publicado pela MIT Press)
Apresentador e Mediador: Mauricio Lissovsky – Professor Adjunto da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e roteirista de Cinema e TV e entre seus trabalhos mais recentes estão os longa-metragens “Seja o que Deus quiser” (Murilo Salles, ficção, 2003) e “A Pessoa é para o que nasce” (Roberto Berliner, documentário, 2004). É autor de A Máquina de Esperar: Origens e Estética da Fotografia Moderna (Mauad, 2008)
16:45 - Mesa-redonda Encruzilhadas do Novo Cinema Argentino
Ana Amado: “Visitas Guiadas Al Território de los Desclasado”. Professora da Universidad de Buenos Aires, autora de La Imagen Justa. Cine Argentino e Politica (Colihue, 2009) e co-autora de Lazos de Família: Herencias, Cuerpos, Ficciones (Paidós, 2004)
Davi Oubiña: “Riesgos y desafíos del cine argentino reciente”. Professor da Universidad de Buenos Aires, Universidad del Cine e New York University-Buenos Aires e autor de Filmología (Ensayos con el cine), (Manantial, 2000), Lucrecia Martel: La ciénaga (Picnic, 2007) e Una juguetería filosófica. Cine, cronofotografía y arte digital (Manantial, 2009) e El silencio y sus bordes (discursos extremos en la literatura y el cine argentinos, entre los ’60 y los ’70) (Santiago Arcos, a ser publicado).
Mediador: Jens Andermann é Professor da University of London, Birkbeck College é autor de Mapas De Poder. Una Arqueología Literaria Del Espacio Argentino (Beatriz Viterbo, 2000) e de The Optic of the State: Visuality and Power in Argentina and Brazil (University of Pittsburgh Press, 2007) e co-editor de Images of Power: Iconography, Culture And the State in Latin America (Berghahn Books, 2006) e de Galerias del progreso. Museos, exposiciones y cultura visual en America Latina (Beatriz Viterbo, 2006).
18:30 – Palestra de Encerramento
Karl Erik Schöllhammer: “Além ou aquém do realismo do choque?”. Professor associado do departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, autor de Novas Epistemologias (NAU, 1999), Além do visível - o olhar da literatura (7Letras, 2007) e de Ficção brasileira contemporânea. (Civilização Brasileira, 2009), co-editor de Linguagens da Violência (Rocco, 2000) e de Literatura e Mídia (Ed.PUC/Loyola, 2002).
Apresentador e Mediador: Jens Andermann (University of London, Birkbeck College)
terça-feira, agosto 18, 2009
guy maddin no ccbb
18/8 – terça-feira
18h A Música mais triste do mundo, (The Saddest Music in the World) Canadá 2003, 100 min, 35mm, p&b, 16 anos.100 min
18h Visões sobre Guy Maddin, 113 min
18h Meu pai tem cem anos, (My Dad Is 100 Years Old), Canadá 2005, 16 min, 35mm, p&b, com Isabella Rossellini.16 min + Covardes se ajoelham (Cowards Bend the Knee) Canadá 2003, 64 min, Beta SP, p&b, mudo, 18 anos
18h Dracula: páginas do diário de uma virgem, (Dracula, Pages from a Virgin's Diary) Canadá 2002, 73 min, Beta Digital, p&b, mudo, 14 anos
16h Contos do Hospital Gimli, 70 min18h A Música mais triste do mundo, 100 min
16h O coração do mundo, (The Heart of the World), Canadá 2000, 5 min, 35mm, p&b, mudo. + Arcanjo, 83 min
18h Meu pai tem cem anos, 16 min + Covardes se ajoelham (Cowards Bend the Knee) Canadá 2003, 64 min, Beta SP, p&b, mudo, 18 anos.
18h Crepúsculo da ninfas de gelo, 100 min
18h Programa Curtas 2: 52 min
18h Dracula: páginas do diário de uma virgem, 73 min
16h Cuidadoso, 100 min18h Programa Curtas 1: 54 min
16h Minha Winnipeg (My Winnipeg), 80 min
domingo, agosto 16, 2009
coutinho
18 de agosto, terça-feira
14h00 Jogo de cena (2007, 104 min, livre)
16h00 Moscou (2009, 80 min, livre)
19 de agosto, quarta-feira
14h00 A lei e a vida (1992, 35 min, 12 anos); Seis histórias (1998, 27 min, 12 anos); Mulheres no front (1996, 35 min, 12 anos)
16h00 Santa Marta, duas semanas no morro (1987, 54 min, 12 anos); Boca de lixo (1992, 50 min, 12 anos)
18h00 Seis dias em Ouricuri (1976, 40 min, 12 anos); Teodorico, o imperador do sertão (1978, 49 min, 12 anos)
20h00 Babilônia 2000 (2001, 80 min, livre)
20 de agosto, quinta-feira
14h00 Peões (2004, 85 min, livre)
16h00 Cabra marcado para morrer (1984,119 min, 12 anos)
18h00 O fio da memória (1991, 115 min, 12 anos)
20h00 Cabra marcado para morrer (1984, 119 min, 12 anos)
21 de agosto, sexta-feira
14h00 A lei e a vida (1992, 35 min, 12 anos); Seis histórias (1998, 27 min, 12 anos); Mulheres no front (1996, 35 min, 12 anos)
16h00 Moscou (2009, 80 min, livre)
18h00 Jogo de cena (2007, 104 min, livre)
19h30 Moscou (2009, 80 min, livre)
22 de agosto, sábado
14h00 Volta Redonda, o memorial da greve (codireção Sérgio Goldemberg, 1989, 39 min, 12 anos); Os romeiros do padre Cícero (1994, 38 min, 12 anos)
17h00 Moscou (2009, 80 min, livre) [ENTRADA FRANCA]
18h30 mesa de debates com a participação de Ismail Xavier e José Carlos Avellar, e lançamento dos livros da coleção Encontros da editora Azougue.
20h00 Santo forte (1999, 80 min, 12 anos)
23 de agosto, domingo
14h00 O fio da memória (1991, 115 min, 12 anos)
16h00 Cabra marcado para morrer (1984,119 min, 12 anos)
18h00 O fio da memória (1991, 115 min, 12 anos)
20h00 Cabra marcado para morrer (1984, 119 min, 12 anos)
25 de agosto, terça-feira
14h00 Edifício Master (2002, 110 min, 12 anos)
16h00 O fim e o princípio (2005, 110 min, livre)
18h00 Santo forte (1999, 80 min, 12 anos)
20h00 Moscou (2009, 80 min, livre)
26 de agosto, quarta-feira
14h00 Jogo de cena (2007, 104 min, livre)
16h00 Babilônia 2000 (2001, 80 min, livre)
18h00 Peões (2004, 85 min, livre)
20h00 Moscou (2009, 80 min, livre)
27 de agosto, quinta-feira
14h00 O fim e o princípio (2005, 110 min, livre)
16h00 Seis dias em Ouricuri (1976, 40 min, 12
anos); Teodorico, o imperador do sertão (1978, 49 min, 12 anos)
18h00 Edifício Master (2002, 110 min, 12 anos)
20h00 Moscou (2009, 80 min, livre)
quarta-feira, agosto 12, 2009
stroszek

Gostei muito de “Stroszek” (1976). Muito mesmo. Werner Herzog escreveu o filme especialmente para Bruno S. - um cantor de rua com uma leve deficiência mental e muitas passagens por reformatórios -, que havia sido descoberto pelo próprio cineasta alemão em “O Enigma de Kaspar Hauser”. Desiludidos com a vida alemã, Bruno, seu amigo Scheitz e a prostituta Eva (tanto o protagonista, quanto os demais personagens, usam os nomes dos próprios atores) viajam para os Estados Unidos. Os problemas, no entanto, não tardam. Mas “Stroszek” não é um filme de denúncia. Não é filme interessado em desmascarar o sonho americano. “Stroszek” é antes de tudo um filme sobre a história desses três personagens à deriva em um mundo que não foi feito para eles.
Ao longo do filme, o que sinto é essa uma sensação de absoluto isolamento de cada um desses personagens (de todos eles, não apenas os protagonistas), abandonados no mundo. A câmera de Herzog acompanha inquieta as suas criaturas e pinta um mundo perverso, onde tudo é efêmero, como a casa que chega já pronta, trazida por um caminhão, e, da mesma maneira, é levada de volta. Herozg filma o confronto entre o apelo de seus personagens e o silêncio irracional do mundo.
Antes de ser belo, “Stroszek” é justo, justíssimo. Herzog ainda garante aos seus personagens uma espécie de vingança para com o mundo. É assim que vejo o desfecho do filme. A seqüência começa em círculos: a galinha dançarina, Bruno passeando no teleférico e o caminhão pegando fogo. O mundo se vê impotente. “Há um caminhão pegando fogo, não consigo encontrar o interruptor para desligar o teleférico dos esquiadores e não consigo parar a máquina da galinha dançarina”, diz um policial. “Mandem um eletricista”, responde o seu comandante. Segue então dois minutos da galinha dançando sem parar. O que vemos antes de tudo é uma contradição. Diante dessas imagens, tentamos agregar algum sentido. Mas é inútil esforçar-se para ser convincente. Herzog e seus personagens não nos deixam esquecer disso. Em “Stroszek”, o mundo não é tão racional, nem irracional. É irracionável, e nada mais do que isso. A razão constata os seus limites e nega a si mesma. É simplesmente absurdo. Um desfecho perturbador.
Na Internet, encontrei essa pequena entrevista em português de Portugal:
Werner Herzog: É como o fim de Stroszek, por exemplo, com a galinha dançante. Mas, na altura, a equipa técnica ou quase todos nas filmagens odiaram o filme de tal forma que por fim o director de fotografia se recusou a filmá-lo (ao plano) e disse: "Vamos almoçar agora, se queres filmar essa merda." E eu disse: "Vou filmar esta merda, claro". E tentei dizer-lhes. "Não percebem que há algo muito muito grande aqui?" E ninguém o via. Era mesmo grande. Ainda é uma das melhores coisas que filmei na minha vida.
Offscreen: É um dos finais mais bonitos de um filme...
Werner Herzog: Até a equipa que eu paguei e que me era leal entrou em greve.
Offscreen: Estava a cena no guião inicialmente?
Werner Herzog: Não me lembro. Acho que estava no guião. Sim! Acho mesmo que estava no guião. Mas não tenho a certeza absoluta, devia dar uma vista de olhos no guião.
Offscreen: E uma coisa sobre essa cena é uma rara ocorrência de montagem intercalada de diferentes coisas que ocorrem simultaneamente, de Bruno nas montanhas aos animais (galinhas, patos, coelhos) dançando e tocando música e para o camião a arder andando aos círculos lá fora. Normalmente, as suas cenas são segmentos bastante largos, passados num local, numa situação, frequentemente tomadas longas...
Werner Herzog: Sim, mas os animais dançam ainda algum tempo, portanto agarramo-nos a isso. O problema era que as galinhas não dançavam mais do que 15 segundos e depois retiravam-se. Colocamo-las em treino especial para que dançassem tanto quanto pudessem. Quando se punha uma moeda na máquina, a música tocava e a galinha dançava. Como recompensa recebia algum milho. Estavam acostumadas a dançar entre 3 a 5 segundos. Mantive-as em treino por uns par de meses para que dançassem tanto quanto pudessem. Mas só dançavam durante 15 segundos. O problema é que não me conseguia safar com um final que fosse um plano de 15 segundos. Tinha bastantes planos desses e tive que os juntar. Ficava sempre um jump cut. Portanto, também havia razões técnicas por trás disso. Muitas vezes não é uma ideologia ou algo parecido que está por trás de alguma coisa. »
Abaixo, duas cenas do filme.
sábado, agosto 08, 2009
bressame no mam
O MAM celebra neste sábado (8) os quarenta anos de duas obras-primas de Julio Bressane.
16h
Matou a família e foi ao cinema (1969)
18h
O Anjo nasceu (1969)
