Lembrei de um momento similar ao descrito posts abaixo, quando, em Foz do Iguaçu, esbarrei num irmão Thin Lizziano. Desta vez, estava com minha esposa no Japão. Mais precisamente, em uma estranha rodoviária da gelada cidade de Fukuoka/Hakata, última parada ao sul do poderoso Shinkansen, o trem bala nipônico. A rodoviária tinha alguns andares, pequenos, como se o Botafogo Praia Shopping fosse um terminal rodoviário. Cada andar apontava para uma direção - algo que ainda hoje não entendo bem como funciona. Estávamos a caminho de Nagazaki, ou seja, terceiro andar, nos disse em mímicas estranhas a bela moça da bilheteria. Fazia frio, eu estava me recuperando de um resfriado, com muita fome, pressa, pouco dinheiro... MacDonald’s, não teve jeito. Enquanto eu aguardava minha esposa na mesa da lanchonete, fui tomado pelo tempo presente. E quem me colou a esse estado corporal de coisas e fatos foi ninguém menos que Van Morisson. Pois é. Dos altos falantes do MacDonald’s, comecei a ouvir “Sweet Thing”, uma de minhas músicas preferidas. De repente, como se levasse um tapa, tudo me chamava atenção: os japoneses tímidos e histriônicos ao mesmo tempo; um senhor sozinho ao meu lado, vestido com um terno e um boné vários números acima do “normal” que mais parecia boiar em sua cabeça; um menino deitado na cadeira saboreava as batatas fritas de olhos fechados, uma por uma; uma adolescente alguns bancos ao fundo comia sozinha, calada, fechada, mas com uma altivez no olhar, como se algo a dissesse secretamente que ela era melhor que todos os outros que estavam por ali; os barulinhos bizarros que meu corpo ainda enfermo ejetava pra fora; a voz rascante de Van Morrison, emocionada e emocionante, surpreendente a cada nova audição, cantando versos como “And I will never grow so old again” e “And I'll be satisfied/Not to read in between the lines”. E no exato momento em que o irlândes dizia “And I shall drive my chariot/Down your streets and cry/'Hey, it's me, I'm dynamite”, virei meu rosto e vi Ana caminhando com uma bandeja na mão, linda, sorridente, como se já estivesse olhando pra mim faz tempo, certa de que eu estava “demais” naquele espaço-tempo ou talvez em outro lugar. Que momento! Que equação: Japão + MacDonald’s + Van Morrison + Ana = Julio mais um tantinho feliz!
segunda-feira, janeiro 17, 2011
van morrison
quinta-feira, janeiro 13, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
powell e pressburger
terça-feira, janeiro 11, 2011
cineclube
quinta-feira, janeiro 06, 2011
thin lizzy
Outro dia, vivi um daqueles momentos mágicos. Estava em Foz do Iguaçu. Eu, minha mulher e um amigo, andávamos à noite por uma rua deserta, a caminho do hotel. A alguns metros, três jovens conversavam e bebiam cerveja. Um deles, o mais alto, com alguns quilos a mais, me viu, arregalou os olhos e disse estendendo a mão na minha direção: “espera aí!”. Enquanto pensava se parava ou não, ele correu para um carro, ligou o rádio e botou “Dedication”, do Thin Lizzy, para tocar. Alto, bem alto. Eu vestia uma camisa dessa banda irlandesa. Gosto muito dessa banda e dessa camisa. Fui muito feliz naqueles segundos. O sujeito saiu do carro olhando pra mim, balançando a cabeça e sorrindo um sorriso sem fim.
“Você é da onde”, perguntou.
“Sou do Rio”, respondi.
“Aqui ninguém conhece essa banda”, continuou, ainda sorrindo e balançando a cabeça.
Eu ameacei a tirar camisa. Queria dá-la de presente. Devia isso a ele. Mas não o fiz, a camisa jamais caberia nele – hoje me arrependo disso; não importava se aquela camisa cabia ou não nele.
Andando para o hotel, com “Dedication” ao fundo, um sorriso no rosto, e já com a lembrança daquela felicidade, fiquei pensando: bater na tecla da indústria cultural, da produção de cultura como mercadoria, não faz mais muito sentido hoje. Quer dizer, não é que isso não faça mais sentido, mas as coisas mudaram e insistir numa crítica baseada na idéia de uma perpetuação da lógica do mercado no consumo das mídias não dá conta do quadro em que vivemos hoje. Aquela minha felicidade só foi possível por causa dessa sociedade de mercado. Entende?
Pensei nos sociólogos Benedict Anderson e Arjun Appadurai. São caras que acordaram para o fato de que o consumo da mídia vem colecionando efeitos bem mais amplos que os da imprensa. Afinal, para além de seu sentido experiencial, prático e ao alcance de todos, a mídia atravessa os limites do estado-nação, estabelecendo laços invisíveis. Foi essa convicção que levou Anderson a criar o termo “comunidade política imaginada” para designar a idéia de “nação”. Uma nação que inventa espaços de solidariedade e constrói paulatinamente uma espécie de adesão silenciosa. A nação como um lugar de investimento e produção de desejo, um espaço de experimentação de algo que escapa a um estado de coisas demarcado pela terra física e geográfica. Uma “comunidade de sentimento”, como prefere Appadurai.
terça-feira, janeiro 04, 2011
city of sadness *****

E mais: os enquadramentos pictóricos (quase sempre muito pensados, conscientes de si mesmos), uma certa intenção minimalista (quanto menos melhor), atuações na maioria das vezes num tom dramático acima do esperado (como se por vezes as interpretações estivessem fora de sync com as imagens), a compressão elipítica das relações interpessoais que povoam o filme, e as disjunções provocadas pela surpreendente técnica narrativa do cineasta (sempre indo e vindo, convocando todos os personagens a darem seus testemunhos). Hsiao-hsien envolve o espectador emocionalmente, embora deixando-o intelectualmente responsável pela reconstrução das diversas camadas narrativas que desfilam pelo filme.
* fui rever este filme lá no CCBB e fiquei bem chateado quando vi que ele seria exibido em DVD...
domingo, janeiro 02, 2011
dois
Eu gostei de “O homem que grita”. Gostei do tom do filme. Não é “soco no estômago”, mas também não é evasivo. Um filme sólido, sóbrio, contido, e bem filmado. Mas não consegui entrar em “Léo e Bia”. Não sei se é bom ou ruim. Não sei se gostei ou não gostei. Não sei se entendi ou não entendi. O filme é de uma sinceridade desconcertante e é às vezes até mesmo arrogante em sua enorme ingenuidade. É um filme honesto como poucos, enbora sempre muito previsível e um tanto maniqueísta. Enfim: não consegui entrar no jogo de “Léo e Bia”.
sexta-feira, dezembro 31, 2010
top
Machete, de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis
Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar, de Hayao Myiazaki
Ervas Daninhas, de Alain Resnais
O que Resta do Tempo, de Elia Suleiman
Vincere, de Marco Bellochio
Toy Story 3, de Lee Unkrich
Minha Terra, África, de Claire Denis
À Prova de morte, de Quentin Tarantino
Sempre bella, de Manoel de Oliveira
Mother - A Busca Pela Verdade, de Joon-ho Bong
quarta-feira, dezembro 29, 2010
tetro ****

É preciso dizer, como fez o Eduardo Valente lá na Cinética, que o modo de produção elaborado por Coppola tornou-se muito mais do que apenas um modelo para se rodar um longa. “Tetro” é a confirmação de um certo rejuvenescimento de um dos cineastas mais particulares do cinema americano. Claramente pensado para a tela grande, o filme foi rodado em widescreen e vídeo digital em um deslumbrante preto-e-branco por Mihai Malaimare Jr. (o mesmo de "Youth Without Youth") – Coppola andou afirmando que “Sindicato dos ladrões” (1954), de Elia Kazan, foi uma das inspirações para o visual marcado milimétricamente por espaços de luz e sombra. Vez ou outra, “Tetro” esbarra em flashbacks muito coloridos e em outra proporção de tela, aparentemente mais viscerais do que os claros e escuros do presente. Coppola põe pouco a pouco as suas idiossincrasias em jogo. “Tetro” se irmana a ópera, ao teatro, ao artifício. A fotografia isola os personagens em um espaço diegético hermético. A história cresce de maneira torta, em uma série improvável de eventos – antes do súbito aparecimento de um laptop era difícil precisar em que tempo se passa esta narrativa. O filme assume uma atmosfera irreal – a edição da faixa sonora do mestre Walter Murch (parceiro de longa data de Coppola) contribui em muito neste sentido.
“Tetro” não é a perfeição. Muito pelo contrário. Tem alguns desequilíbrios e por vezes quase desanda. O olhar de Coppola parece por vezes se sobrepor aos conflitos em cena. Em outros momentos, “Tetro” parece-nos propor novas possibilidades de misturas entre as coisas da arte e as coisas do mundo. Talvez seja mais proveitoso nos deixarmos seduzir pelas propostas deste estranho filme. Isso porque Coppola é muito sincero quanto a esta estranheza e faz dela uma espécie de bandeira, como quem filma sem saber muito bem para onde está indo, mas sem jamais perder o carinho pelos personagens e uma empolgante energia criadora.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
dá-lhe susan sontag
Foi neste momento que se colocou a questão peculiar do valor da arte. Pois a teoria mimética, por seus próprios termos, desafia a arte a justificar a si mesma.
Platão, que propôs a teoria, parece tê-lo feito com o objetivo de determinar que o valor da arte é dúbio. Como ele conside¬rava as coisas materiais comuns objetos miméticos, imitações de formas ou estruturas transcendentes, o retrato mais perfeito de uma cama seria apenas uma "imitação de uma imitação". Para Platão, a arte não é particularmente útil (o retrato de uma cama não serve para se dormir nele), nem, no sentido estrito, verdadeira. E os argumentos usados por Aristóteles em defesa da arte não contestam em realidade a idéia de Platão de que toda a arte é um elaborado trompe 1'oeil, e portanto uma mentira. Mas ele questiona a idéia da inutilidade da arte de Platão. Mentira ou não, a arte possui um certo valor, segundo Aristóteles, por constituir uma forma de terapia. A arte é útil, apesar de tudo, rebate Aristóteles, do ponto de vista medicinal por despertar e purgar as emoções perigosas.
Em Platão e Aristóteles, a teoria mimética da arte é paralela ao pressuposto de que a arte é sempre figurativa. No entanto, os defensores da teoria mimética não devem fechar os olhos à arte decorativa e abstrata. A falácia de que a arte é necessariamente "realismo" pode ser modificada ou desprezada, sem jamais tocar nos problemas delimitados pela teoria da imitação.
O fato é que, no mundo ocidental, a consciência e a reflexão sobre arte permaneceram dentro dos limites fixados pela teoria grega da arte como mimese ou representação. É em função dessa teoria que a arte enquanto tal - acima e além de determinadas obras de arte — se torna problemática e deve ser defendi¬da. E é a defesa da arte que gera a estranha concepção segundo a qual algo que aprendemos a chamar "forma" é absolutamente distinto de algo que aprendemos a chamar “conteúdo”, e a tendência bem-intencionada que torna o conteúdo essencial e a forma acessória.
Mesmo nos tempos modernos, quando a maioria dos artistas e críticos já abandonou já teoria da arte como representação de uma realidade exterior em favor da teoria da arte como expressão subjetiva, o elemento principal da teoria mimética persiste. Quer nossa concepção de obra de arte utilize o modelo do retrato, da representação (a arte como um retrato da realida¬de), quer o modelo de uma afirmação (arte como a afirmação do artista), o conteúdo ainda vem em primeiro lugar. O conteúdo pode ter mudado. Agora pode ser menos figurativo, menos lucidamente realista. Mas ainda pressupomos que a obra de arte é seu conteúdo. Ou, como se diz hoje, que uma obra de arte, por definição, diz alguma coisa. ("O que X está dizendo é..."; "O que X está tentando dizer é..."; "O que X disse é..." etc.)"
Susan Sontag em "Contra a Interpretação".
domingo, dezembro 19, 2010
machete ****
“Machete” é da ordem do mito. Mito cinematográfico. Robert Rodrigues explora a potência cinéfila do cinema que ele mais gosta e imerge em absoluto (sem saudosismo, fetiche ou complexos) na ficção. É um filme que chama atenção para si mesmo, mas sempre em uma afinação límpida com a narrativa. É algo extraordinário o que se produz aqui: a incansável sucessão de seqüências catárticas é de uma objetividade, de uma frontalidade, de uma obviedade... Tai um filme banhado em sexo, violência, música, tragédias, redenções, estratégias de identificação ... O que me faz gostar deste filme não é sua eficiência técnico-narrativa, sua disposição em tratar de temas maiores ou menores, mas algo mais primordial quando se trata do cinema, uma certa excitação emocional que nos balança de plano a plano. O que é legal é que Rodrigues carrega consigo nessa aposta diversos familiares (as gêmeas que já estavam presentes em “Planeta Terror” são sobrinhas do cineasta e seu primo co-assina o roteiro) e amigos (o médico de “Planeta terror” e “Machete” é o médico de Rodrigues, e a trilha deste filme é assinada pela banda do realizador). E assim o cinema fica tão grande!
O Francis Vogner dos Reis disse que “Planeta Terror” seria uma espécie de “pérola pop de vanguarda”. Isso também vale para “Machete”! Pois por trás de sua aparência pop e trash, este filme é um verdadeiro exercício conceitual, um experimento um tanto radical. Aliás, é preciso esclarecer uma coisa: “Machete” não é trash, como a preguiça dos jornalistas insiste em sublinhar. Se pensarmos nessas categorias tão em voga nos anos 80 (trash, camp e kitsch), o filme de Rodrigues estaria mais para Camp, tal como Susan Sontag a definiu:
“Camp é um certo tipo de esteticismo. É uma maneira de ver o mundo como um fenômeno estético. Essa maneira, a maneira do Camp, não se refere à beleza, mas ao grau de artifício, de estilização”. Ou: “O Camp vê tudo entre aspas. Não é uma lâmpada, mas uma ‘lâmpada’, não uma mulher, mas uma ‘mulher’. Perceber p Camp em objetos e pessoas é entender que Ser é Representar um papel. É a maior extensão, em termos de sensibilidade, da metáfora da vida como teatro”. E mais: “O gosto Camp dá as costas ao eixo bom-ruim do julgamento estético comum. O camp não inverte as coisas. Não argumenta que o bom é ruim, ou que o ruim é bom. Ele apresenta como arte (e vida) um conjunto de padrões diferente, suplementar”. E ainda: “A questão fundamental do Camp é destronar o sério. O Camp é jocoso, anti-sério. Mais precisamente, o Camp envolve uma nova e mais complexa relação com o ‘sério’. Pode-se ser sério a respeito do frívolo, e frívolo a respeito do sério”.
E por fim: “As experiências do Camp baseiam-se na grande descoberta de que a sensibilidade da cultura erudita não possui o monopólio do refinamento. O Camp afirma que o bom gosto não é simplesmente bom gosto; que existe, em realidade, um bom gosto do mau gosto. A descoberta do bom gosto do mau gosto pode ser bastante liberadora. O homem que insiste nos prazeres elevados e sérios está se privando do prazer; está sempre limitando aquilo que poderia gozar, no constante exercício do seu bom gosto acaba, por assim dizer, atribuindo-se um valor que o exclui do mercado. Nesse caso, o gosto Camp sucede ao bom gosto como um hedonismo audacioso e espirituoso. Torna jovial o homem de bom de gosto, quando antes corria o risco de se frustrar cronicamente. É bom para a digestão”.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
godard

terça-feira, dezembro 14, 2010
segunda-feira, dezembro 13, 2010
eastbound & down
Outro programa incrível na HBO: “Eastbound & Down”. A série (a terceira temporada começa no próximo ano) gira em torno de Kenny Powers, um ex-atleta de baseball que depois de altos e baixos na liga profissional americana acaba voltando para a sua cidade natal para trabalhar na escola onde estudou como professor de educação física. “Eastbound & Down” é uma comédia triste. E Kenny é um personagem em tanto. Ele é estúpido, ignorante, individualista, melodramático, carismático, honesto, radical. Ele é auto-confiante ao ponto da arrogância, um súdito magestoso que pega todas as mulheres, usa as mais variadas drogas e só faz o aquilo que lhe der na veneta. Kenny é, em uma palavra, intenso (vejam uma de suas frases: “eu tenho que começar a chupar o pau dos meus sonhos”). E com ajuda do brilhante ator Danny McBride, os cineastas David Gordon Green e Jody Hill vão aonde Kenny for, do ridículo ao sublime.
Andei pensando. Kenny é feito de clichês. Mas tudo é tão genuíno, tão verdadeiro. Isso é curioso. Se de um lado, esses clichês aparecem como realmente são, ou seja, puro espectro, do outro, eles dizem respeito a quem é aquele personagem. Os clichês não são camisas de força para Kenny, não são a superfície enganosa de uma interioridade inconsciente. Muito pelo contrário. Kenny é pura potência. Esses clichês são como premissas, pontos de partida para algo que se dá ali, no decorrer do plano, enquanto o personagem respira, afeta e é afetado.
Além de tudo isso, a trilha é genial. Uma alma caridosa compilou as músicas e colocou tudo para baixar no Torrent. É só clicar nesse link.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
walking dead
Eu tenho visto com prazer a série do Frank Darabont, “The Walking Dead”. Como no incrível “O nevoeiro” (2009), Darabont dá um show de mise-en-scène, faz o que quer com um plano, mas sem jamais poupar o espectador de um certo desconforto que, na verdade, nos coloca diante do drama que está sendo filmado. Eu conheço a HQ homônima original de Robert Kirkman. Esse desconforto está lá nos quadrinhos. Darabont, no entanto, faz da experimentação desse desconforto uma espécie de pedagogia. Vejam: um personagem racista, machista, violento e individualista espanca um outro personagem e ameaça os restantes. Não tem jeito, passo instantaneamente a não gostar dele. Torço para que ele se dê mal. Pois o mocinho da série consegue algemá-lo a uma barra de ferro. Sinto-me contente. O personagem preso, no entanto, terá um final trágico, trágico a ponto de fazer com que eu sinta culpa pelo que havia inicialmente desejado. Essa “estratégia” narrativa e moral é sorrateiramente reiterada à todo momento. Darabont nos aproxima do que é mostrado e nos recomenda não cair na tentação da identificação ou do julgamento de um personagem ou uma situação. Quem é você, espectador, para se achar no direito de aprovar ou desaprovar as ações que nos são encenadas?! Preste atenção, apenas!
A primeira temporada, com apenas 6 episódios, termina esta semana. Como “The Walking Dead” vem sendo um sucesso de audiência no mundo inteiro, é bem provável que nós tenhamos uma segunda temporada no ano que vem.
Vejam o trailer:
sábado, dezembro 04, 2010
a vida durante a guerra *

Se em “Storytelling” (2004) e “Palindromes” (2001), Todd Solondz parecia almejar temas e questões maiores, “A vida durante a guerra” retoma “Felicidade” – mas sem mais aquele "frescor" de novidade que embriagou meio mundo cinematográfico. Solondz enxerga seus personagens como estudos de caso. Eles clamam por atenção, pintados sempre cores fortes. Uma criança diz a mãe que o rivotril dela havia acabado. A mãe manda a menina buscar outro frasco no banheiro. Fora do quadro, a criança grita não estar encontrando o rivotril. Sua mãe lista então uma série de remédios tarja preta à altura da filha. Ok: há um problema sério de medicação infantil nos EUA, mas Solondz o sublinha de tal maneira que a crítica acaba virando cinismo.
Os seus personagens jamais serão merecedores de nossa compaixão. O mesmo já acontecia lá em 1998 com “Felicidade”. Em um filme em que esbarrávamos em questões como pedofilia, suicídio, assassinato, masturbação, divórcio, Solondz testava os nossos limites. Cineasta e espectador se dão as mãos, rimos juntos de toda aquela gente. Solondz nunca perde a oportunidade de uma piada a respeito de um personagem. A mais cruel delas vem lá pela metade do filme, quando Joy deixa uma mensagem na secretária de Allen. Ela admite ter cometido um erro ao tê-lo deixado e expressa seu desejo por reatar o casamento. Enquanto isso, em uma vagarosa panorâmica, a câmera nos mostra Allen deitado no chão em meio ao seu próprio sangue, logo após o suicídio. E estamos falando de um filme ostensivamente sobre o perdão.
É preciso dizer, no entanto, que Solondz permanece um ótimo diretor de atores. Alison Janney, Shirley Henderson, e, principalmente, Ciarán Hinds, não me deixam mentir. É também acertada a fotografia de Ed Lachman. Os longas de Solondz nunca foram distinguidos pelo seu estilo visual. Muito pelo contrário. Mas “A vida durante a guerra” sabe tirar bom proveito de uma certa artificialidade da tecnologia digital – embora o filme seja essencialmente uma série de conversas e a forma com a qual Solondz enquadra (a aposta é nos closes) e edita esses diálogos (sempre, religiosamente, no campo, contra-campo) demonstre suas fraquezas como diretor.
"Algumas pessoas vão, naturalmente, acusar-me de misantropia e cinismo", disse Solondz no Festival de Veneza (onde o filme levou o prêmio de melhor roteiro). "Não posso celebrar a humanidade e eu não estou aqui para induzir a as pessoas a pensarem como eu. Só quero expor algumas verdades”. Mas vem cá: que verdades são essas? Que criminosos não conseguem deixar o crime? Que os que seguem famosos são vazios e sem personalidade? Este é um cinema de catarse disfarçado de cinema de revelações.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
links
As novas edições da Foco e da Furia Humana.
Uma entrevista com Eugène Green.
E agora algo completamente diferente: Life beyond reason.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
jornalismo
sábado, novembro 20, 2010
texto
Um texto meu sobre Jean Rouch e Hunter Thompson publicado na Revista Galáxia, da PUC-SP. Basta clicar aqui. Abaixo o resumo:
sexta-feira, novembro 12, 2010
aos poucos
Ando muito atarefado. Daí os posts esparsos. Voltarei aos poucos.
Enquanto isso, o Rio permenece agraciado por ótimas mostras. Dessa vez, temos Wong Kar-Wai na Caixa Cultural, e Kiyoshi Kurosawa no CCBB. E vem aí outra mostra, sobre Tsai Ming-Liang, no CCBB.
Outra: vi nos cinemas este trailer aí abaixo, de “Tron Legacy”. Pelo que entendi, trata-se de uma sequência do “Tron” de 1982. Passados 25 anos após o desaparecimento de Kevin Flynn, o criador do jogo mais vendido da história, Sean, seu filho, decide procurá-lo. É mais ou menos isso. Os efeitos enchem os olhos. Mas eu fico sempre com aquela pulga atrás da orelha: um filme que se justifica única e exclusivamente na ostentação de seus efeitos já nasce datado. Posso estar redondamente enganado, mas nossos filhos vão achar “Tron” uma coisa meio ridícula... Quem viver, verá.
quinta-feira, outubro 21, 2010
sessão cinética
terça-feira, outubro 19, 2010
pernambuco na ufrj
3ª. Feira – 19 de outubro
PACIFIC (2009), de Marcelo Pedroso
4ª. Feira – 20 de outubro
Um lugar ao Sol (2009), de Gabriel Mascaro
5ª. Feira – 21 de outubro
Curtas de Kleber Mendonça Filho, Renata Pinheiro e Tião
Após a sessão haverá debate com Kátia Augusta Maciel, professora da ECO-UFRJ.
6ª. Feira – 22 de outubro
As aventuras de Paulo Bruscky - The adventures of Paulo Bruscky (2009), de Gabriel Mascaro
Balsa (2009), de Marcelo Pedroso
segunda-feira, outubro 11, 2010
john ford!!!
quarta-feira, setembro 22, 2010
ozu
Coração caprichoso (1933)
Foi uma experiência bem curiosa ver este filme. “Coração caprichoso” é um longa mudo onde os princípios estilísticos e narrativos que acompanham a obra de Ozu já se apresentam, embora ainda de maneira talvez "rudimentar." Há também uma preocupação mais detida na composição plástica dos planos. Ozu ainda faz uso de um jogo com o foco. Em alguns momentos, a dominante dramática parece desfocafa, enquanto o restante do plano nos chega limpidamente. Além disso, é um filme despudoradamente comercial. No belo livro de Kiju Yoshida sobre Ozu, encontrei esta citação do cineasta, que data do lançamento de “Coração caprichoso”. Leiam:
“A vida dos japoneses é absolutamente não-cinematográfica. Por exemplo, ainda que seja para simplesmente adentrar uma casa, é preciso abrir a porta corrediça, sentar-se no vestíbulo, desamarrar os sapatos, e assim por diante. Não há como evitar estagnações. Por isso, o cinema japonês não tem outra saída senão retratar essa vida propensa a estagnações por meio de mudanças que a adaptem à linguagem cinematográfica. A vida no Japão precisa tornar-se muitíssimo mais cinematográfica”. (Kinema Junpô, 1933)
Filho único (1936)
É o primeiro filme falado de Ozu. E é curioso como isso se faz sentir em “Filho único”. É um longa de imagens flutuantes, onde a continuidade dos espaços permanece quase sempre vaga. Ozu ainda explora uma certa tensão entre o que está dentro e o que está fora do quadro, em especial os sons. Há também uma cena muita bonita em que mãe e filho vão ao cinema. Ele a leva para ver um filme falado estrangeiro: “Este é o filme falado”, diz o rapaz a senhora, que faz sim com a cabeça, mostra-se desinteressada, e acaba dormindo durante a sessão. Esta cena é incrível, funcional, por estar ali para transmitir uma informação que permite a narrativa seguir adiante (a mãe já não compreende mais o mundo do filho, a quem criou sozinha e com muita dificuldade), porém de uma delicadeza desconcertante. A seqüência final é uma das melhores de Ozu. A senhora caminha sozinha debaixo do sol. Em determinado momento ela senta. O plano geral a oprime. A duração do plano a oprime. Diante daquele plano geral e de todo aquele tempo, todo o esforço que ela teve de fazer para cuidar do filho...
Relato de um proprietário (1947)
Será o cinema do mestre japonês divinamente simples ou meramente simplista, primal ou elementar? Pergunta retórica, sei disso. Mas é sempre com muita surpresa que eu percebo a simplicidade elementar do cinema de Ozu. Gosto muito de uma cena em particular. O menino e a senhora vão a um estúdio para tirar uma foto. Os dois sorriem, de frente para o espectador. Agora, vemos a cena pela lenta da câmera fotográfica, que enxerga tudo de cabeça para baixo. O fotógrafo puxa a cordinha. Depois de uns instantes no escuro, vemos o estúdio. O menino e a senhora não estão mais ali. Essa ausência tem um estranho efeito contrário. O espectador só faz se lembrar da foto comemorativa, daqueles sorrisos, do menino e da senhora. Lembramos também de nossas próprias fotos comemorativas. Esse Ozu sabe das coisas. Vele reforçar que o “Relato” se passa, pouco depois da guerra. O Japão está em cacos. Em um primeiro momento, os personagens pensam que aquele menino é mais um órfão da guerra. A cena da foto fala diretamente a essa realidade. Este filme se transforma paulatinamente em uma espécie de comentário. Lembrei do último longa dirigido por Chaplin, “Monsieur Verdoux” (também de 1947). Chaplin parece ter feito esse filme em torno do discurso final, que fecha o filme. O mesmo me parece valer para o “Relato”. Ozu fez tudo caminhar, com a simplicidade de sempre, para o discurso final da senhora.
terça-feira, setembro 21, 2010
karate kid
Vi o novo “Karate Kid”. O golpe do ganso do primeiro filme ganhou uma versão bem contemporânea. Agora, o golpe é impossível. E é preciso acrescentar que a cena vem em uma seqüência sem cortes. O menino dá um mortal inverso... Mandaram os limites da gravidade para o espaço. É como se o corpo liberasse seu duplo virtual. Mas isso tudo é recebido pelo espectador com a maior naturalidade. Muito curioso. Seria impensável filmar isso há dez anos. O corpo mudou, mudou seu estatuto. Hoje, o corpo é virtual, onipresente, maleável, etc. Em miúdos, o corpo é mesmo um elemento central para se pensar o cinema contemporâneo, seja o de Pedro Costa e Claire Denis, seja o de ação hollywoodiano.
segunda-feira, setembro 20, 2010
coisas
Lá na UFRJ, começa hoje uma pequena mostra, com curadoria de Rúbia Mércia e Rodrigo Capistrano, sobre o novo cinema cearense. Vejam a programação aqui. A entrada é franca.
Links para fazer downloads de livros e textos:
http://gigapedia.com/
http://letrasuspdownload.wordpress.com/
http://colecoesnerds.weebly.com/index.html
http://www.4shared.com/ e no http://www.scribd.com/
O pânico na TV é uma porcaria, mas esse debate tem momentos bem engraçados.
sábado, setembro 18, 2010
ne change rien ****
“Ne change rien” é da ordem dos superlativos: Pedro Costa fez um dos filmes mais bonitos já realizados sobre a música. O cineasta acompanha a relação de sua amiga e atriz Jeanne Balibar (ex-esposa do ator e diretor Mathieu Almaric) com a música. Ela ensaia com sua banda. Ela grava um CD. Ela faz shows. Ela tem aulas de canto. O filme decupa esses acontecimentos em séries de longos planos fixos (inicialmente distantes) enquadrados em um cristalino preto e branco.
Como nos demais longas de Costa, Balibar é uma personagem quase real, quase ficcional, na corda bamba de uma fronteira que não existe para o cineasta português. Ela e os demais músicos são filmados como se fossem figuras, sujeitas a elipses, deformações, durações estranhas. O branco e o negro não fazem o jogo da transparência e do enigma. Eles ganham corpo, manifestam-se em sua materialidade, criam raízes nos quadros. Os brancos queimam. Os pretos devoram. Os rostos são desfigurados e os corpos deformados por este trabalho onírico sobre a luz, a escuridão, sombra e encenação. Uma poética da luz e da sombra, do aparecimento e do desaparecimento (nos rastro de Dreyer, Murnau, Touneur).
O filme se ancora na materialidade de um processo. Faz disso seu drama. A silhueta é uma solução poética e originalíssima de transmitir o drama deste filme: não o discurso sobre o trabalho musical, mas o próprio trabalho, sua incompletude, sua fragilidade, seu soluçar criativo, seu lento crescimento.
É um cinema dos sentidos, para além de um cinema do sentido. A produção de sentido, qualquer sentido, é substituída por uma intensidade, por um ritmo. Através das imagens, constrói-se um ritmo. Um ritmo que põe tudo na mesma hierarquia - Costa jamais nos convida a acompanharmos o desabrochar de um rosto, estamos apenas a ver corpos.
E mais: diante do que costumamos ver sobre temas similares (bastidores de shows, ensaios, ou gravações, extras de DVDs), o filme de Costa se afirma de maneira política. Como Samuel Fuller, o cineasta português faz cinema como quem vai pra guerra. Em cada imagem jaz um gesto crítico de combate aos protocolos simbólicos dominantes. Da parte do espectador, o que importa, parece-me, é deixar latente essa experiência criativa, fazê-la se perpetuar. Há em Costa um projeto de “superação da arte”.
quarta-feira, setembro 15, 2010
sempre bela ****

domingo, setembro 12, 2010
chabrol...
sexta-feira, setembro 10, 2010
mercenários ***

Ah: a trilha é sensacional: Thin Lizzy, Mountain e Creedence!
quarta-feira, setembro 08, 2010
mostras
Outras três mostras agitam a cidade: Faróis do Cinema, na Caixa Cultural, Semana dos Realizadores, no Arteplex (com direito a debates na UFRJ), e Pedro Costa no CCBB. Para ver a programação, clique aí nos ícones.
terça-feira, setembro 07, 2010
vencer ****
Em “Vencer”, Marco Bellocchio busca imagens marcantes. E o faz sem jamais dissimular este desejo por tons fortes. Vejam: a vida de Ilda Dalser é um melodrama recheado de experiências extremas. Ela era amante de um dos italianos mais poderosos da História. Ela teve um filho com ele. Ela foi rejeitada por ele. Ela o confrontou. Ela foi considerada louca, assim como seu filho. Bellocchio faz desses elementos um princípio de forma narrativa e composição plástica. A forma e a realização deste filme são derivados diretos de seu tema. “Vencer” é um longa no qual todas as ações decorrem diretamente das premissas de seu tema. Bellochico segue sempre uma nota acima porque o material que ele tem em mãos assim o pede. O silêncio da personagem não poderia virar filme se não como uma espécie de cine-ópera. Essa impressão que me ganhou após o fim de “Vencer” é pra mim o maior elogio que se poderia fazer sobre este filme.
sábado, setembro 04, 2010
mostra noir
Sábado 4
14h00: Assassinos (The Killers)
de Robert Siodmak (EUA, 1946. 102’)
16h00: O segredo das jóias (Asphalt Jungle)
de John Huston (EUA, 1950. 112’)
18h00: Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA, 1947. 97’)
20h00: Curva do destino (Detour)
de Edgar G. Ulmer (EUA, 1945. 67’)
Domingo 5
14h00 : Pacto sinistro (Strangers on a Train)
de Alfred Hitchcock (EUA, 1951. 101’)
16h00 : Chaga de fogo (Detective Story)
de William Wyler (EUA, 1951. 103’)
18h00 : Pacto de sangue (Double Indemnity)
de Billy Wilder (EUA, 1944. 108’)
20h00 : Laura (Laura)
de Otto Preminger (EUA, 1944. 87’)
Terça 7
14h00 : Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard)
de Billy Wilder (EUA, 1950.110’)
16h00 : Pânico nas ruas (Panic in the streets)
de Elia Kazan (EUA, 1950. 96’)
18h00 : Amar foi minha ruína (Leave her to Heaven)
de John M. Stahl (EUA, 1946, 110’)
20h00 : Achados e perdidos
de José Joffily (Brasil, 2005. 92’)
Quarta 8
15h00 : Vive-se uma só vez (You Only Live Once)
de Fritz Lang (EUA, 1937. 86’)
Quinta 9
14h00 : Laura (Laura)
de Otto Preminger (EUA, 1944. 87’)
16h00 : Scarface, a vergonha de uma nação
(Scarface) de Howard Hawks (EUA, 1932. 93’)
18h00 : Fúria (Fury)
de Fritz Lang ( EUA, 1936. 92’)
20h00 : Os precursores do Noir.
Primeira de uma série de quatro palestras
com Rafael de Luna Freire.
Sexta 10
14h00 : Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA. 1947. 97’)
16h00 : Vive-se uma só vez (You Only Live Once)
de Fritz Lang (EUA, 1937. 86’)
18h00 : Chaga de fogo (Detective Story)
de William Wyler (EUA, 1951. 103’)
20h00 : Fúria (Fury)
de Fritz Lang (EUA, 1936. 92’)
Sábado 11
14h00 : Império do crime (The Big Combo)
de Joseph Lewis (EUA, 1955. 84’)
16h00 : A sombra da forca (Time without a Pity)
de Joseph Losey (EUA, 1957. 85’)
18h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958, 88’)
20h00 : Almas perversas (Scarlet Street)
de Fritz Lang (EUA, 1945. 103’)
Domingo 12
14h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958, 88’)
16h00 : O homem que não estava lá
(The Man Who Wasn’t there)
de Joel e Ethan Coen (EUA, 2001. 116’)
18h00 : Punhos de campeão (The Set Up)
de Robert Wise (EUA, 1949. 72’)
20h00 : Fuga do passado (Out of the Past)
de Jacques Tourneur (EUA. 1947. 97’)
Terça 14
14h00 : Pacto de sangue (Double Indemnity)
de Billy Wilder (EUA, 1944. 108’)
16h00 : O segredo das jóias (Asphalt Jungle)
de John Huston (EUA, 1950. 112’)
18h00 : Relíquia macabra (The Maltese Falcon)
de John Huston (EUA, 1941. 100’)
20h00 : O Filme Noir por excelência.
Segunda de uma série de quatro palestras
com Rafael de Luna Freire.
Quarta 15
14h00 : O condenado (Odd Man Out)
de Carol Reed (EUA, 1947. 111’)
16h00 : Império do crime (The Big Combo)
de Joseph Lewis (EUA, 1955. 84’)
18h00 : Ascensor para o cadafalso
(Ascenseur pour l’ échafaud)
de Louis Malle (França, 1958. 88’)
20h00 : O invasor
de Beto Brant (Brasil, 2002. 97’)
Quinta 16
14h00 : Scarface, a vergonha de uma nação
(Scarface) de Howard Hawks (EUA, 1932. 93’)
16h00 : A dama de Shanghai
(The Lady from Shanghai)
de Orson Welles (EUA, 1947. 87’)
18h00 : O grande golpe (The Killing)
de Stanley Kubrick (EUA, 1956. 85’)
20h00 : Desdobramentos do Noir.
Terceira de uma série de quatro palestras com
Rafael de Luna Freire.
Sexta 17
14h00 : Motorista de táxi (Taxi driver)
de Martin Scorsese (EUA, 1976. 113’)
16h00 : Pacto sinistro (Strangers on a Train)
de Alfred Hitchcock (EUA, 1951. 101’)
18h00 : Cidade nua (Naked City)
de Jules Dassin (EUA, 1948. 117’)
20h00 : A marca da maldade (Touch of Evil)
de Orson Welles (EUA, 1958. 112’).
Cópia com legendas em espanhol
Sábado 18
14h00 : O grande golpe (The Killing)
de Stanley Kubrick (EUA, 1956. 85’)
16h00 : Pânico nas ruas (Panic in the streets)
de Elia Kazan (EUA, 1950. 96’)
18h00 : Almas perversas (Scarlet Street)
de Fritz Lang (EUA, 1945. 103’)
20h00 : Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard)
de Billy Wilder (EUA, 1950.110’)
Domingo 19
14h00 : A sombra da forca (Time without a Pity)
de Joseph Losey (EUA, 1957. 85’)
16h00 : Assassinos (The Killers)
de Robert Siodmak (EUA, 1946. 102’)
18h00 : A dama de Shanghai
(The Lady from Shanghai)
de Orson Welles (EUA, 1947. 87’)
20h00 : O fugitivo
(I’m a Fugitive from a Chain Gang)
de Melvin Le Roy (EUA, 1932. 93’)
Terça 21
16h00 : Punhos de campeão (The Set Up)
de Robert Wise (EUA, 1949. 72’)
17h30 : Los Angeles, cidade proibida
(L.A. Confidential)
de Curtis Hanson (EUA, 1997. 138’)
20h00 : A herança do Filme Noir
Quarta e última de uma série de palestras
com Rafael de Luna Freire.
Quarta 22
15h00 : Curva do destino (Detour)
de Edgar G. Ulmer (EUA, 1945. 67’)
16h00 : Cidade nua (Naked City)
de Jules Dassin (EUA,1948. 117’)
Quinta 23
15h00 : Los Angeles, cidade proibida
(L.A. Confidential)
de Curtis Hanson (EUA, 1997. 138’)
18h00 : O fugitivo (I’m a Fugitive from a Chain Gang)
de Melvin Le Roy (EUA, 1932. 93’)
20h00 : A marca da maldade (Touch of Evil)
de Orson Welles (EUA, 1958. 112’).
Cópia com legendas em espanhol
quinta-feira, setembro 02, 2010
festival do rio
MOSTRA COMPETITIVA LONGA –METRAGEM
Ficção
Além da estrada, de Charly Braun (SP)
Boca do Lixo, de Flavio Frederico (SP)
Como esquecer, de Malu De Martino (RJ)
Elvis & Madona, de Marcelo Laffitte (RJ)
Malu de bicicleta, de Flavio Tambellini (RJ)
Riscado, de Gustavo Pizzi (RJ)
O senhor do labirinto, de Geraldo Motta (RJ)
Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos (BA)
VIPS, de Toniko Mello (SP)
Documentários
Diário de uma busca, de Flavio Castro (RS)
É Candeia, de Márcia Watzl (RJ)
Histórias reais de um mentiroso, de Mariana Caltabiano (SP)
Memória Cubana, de Alice de Andrade e Ivan Nápoles (RJ)
Noitada de samba – foco de resistência , de Cély Leal (RJ)
Positivas, de Susanna Lira (RJ)
Santos Dumont: pré – cineasta?, de Carlos Adriano (SP)
Solidão e fé, de Tatiana Lohmann (SP)
MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS
A verdadeira história da Bailarina de Vermelho, de Alessandra Colasanti e Samir Abujamra (RJ)
Bartô, de Gunter Sarfert e Onon (SP)
Desperdício, de Cadu Fávero (RJ)
Do abismo, de Antonio Pessoa (RJ)
Dois mundos, de Thereza Jessouroun (RJ)
Em trânsito, de Cavi Borges (RJ)
Ensolarado, de Ricardo Targino (RJ)
Estação, de Marcia Faria (SP)
Geral, de Anna Azevedo (RJ)
Homem-bomba, de Tarcísio Lara Puiati (RJ)
Homem Centenário, de Andrea Pasquini (SP)
Love Express, de André Pellenz (RJ)
O bolo, de Robert Guimarães (RJ)
O minuto é um milagre que não se repete, de Leonardo Souza (RJ)
O Voo de Tulugaq, de André Guerreiro Lopes (SP)
Simpatia do Limão, de Miguel de Oliveira (RJ)
Tempestade, de Cesar Cabral (SP)
Vento, de Marcio Salem (SP)
Vida boa, de Marcelo Presot (SP)
Um Outro Ensaio, de Natara Ney (RJ)
Um Par a Outro, de Cecília Engels (SP)
MOSTRA HORS CONCOURS LONGA-METRAGEM
Ficção
Bróder, de Jeferson De (SP)
Ex-isto, de Cao Guimarães (MG)
Família vende tudo, de Alain Fresnot (SP)
Luz nas trevas, de Helena Ignez (SP)
Documentários
Agreste, de Paula Gaitan (RJ)
Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (SP)
MOSTRA HORS CONCOURS DE CURTAS-METRAGENS
Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro
Alguém tem que honrar essa derrota, de Leonardo Esteves
MOSTRA RETRATOS
Elza, de Izabel Jaguaribe (RJ)
Esperando Telê, de Rubens Rewald (SP)
Filhos de João, admirável mundo novo baiano, de Henrique Dantas (BA)
Gretchen filme estrada, de Paschoal Samora (SP)
Intrépida Trupe – Será que o tempo realmente passa, de Roberto Berliner e Beth Martins (RJ)
Nélida Piñon - Mapas dos afetos, de Júlio Lellis (RJ)
Mario Filho, o criador das multidões, de Oscar Maron Filho (RJ)
MOSTRA RETRATOS CURTAS –METRAGENS
Instantâneos, de Andrea Capella e Peter Lucas (RJ)
No balanço de Kelly, de André Weller (RJ)
Zé[s], DE Piu Gomes (RJ)
MOSTRA NOVOS RUMOS
Ficção
180º, de Eduardo Vaisman (RJ)
Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira (PR)
O Galinha Preta, de Cibele Amaral (DF)
Documentário
Aqui doido varrido não vai para debaixo do tapete, de Rodrigo Séllos (RJ)
Paranã–puca, de Jura Capela (PE)
MOSTRA POLÍTICA
Camponeses do Araguaia - a guerrilha vista por dentro, de Vandré Fernandes
Arquitetos do poder, de Vicente Ferraz e Alessandra Aldé
Os representantes, de Felipe Lacerda – A CONFIRMAR
Porta a porta – a política em dois tempos, de Marcelo Brennand
MOSTRA MEIO AMBIENTE
No meio do caminho entre as árvores, de Jorge Bodansky
A terra da lua partida, de Marcos Negrão e André Rangel
MOSTRA LATINA
O último comandante, de Vicente Ferraz e Isabel Martinez
MOSTRA MIDNIGHT MOVIES
Cortina de Fumaça, de Rodrigo Mac Niven
MOSTRA PANORAMA
O jardim das folhas sagradas, de Pola Ribeiro
Federal, de Erik de Castro
MOSTRA EXPECTATIVA
Mama Africa, de Alê Braga
