terça-feira, junho 04, 2013

Algumas preciosidades no canal de YouTube de José Luiz Soares Júnior.

Este é outro canal que merece visitas.

E, por fim, "Horror Palace Hotel" (1979), do Jairo Ferreira:

sábado, junho 01, 2013

o que se move ***

Gostei bastante deste filme - apesar da péssima projeção digital da vergonhosa sala 2 do Estação. É possível perceber o valor dado a uma certa ideia de presença do mundo, à noção de que as significações em uma narrativa devem surgir como “expressão natural das coisas”. Caetano Gotardo, contudo, se afirma na necessidade de uma mediação formalista. É ela que permite que o real se torne elemento de sua própria fabulação. Eu me lembro da famosa citação de Jean Mitry, para quem um filme era um mundo organizado em narração.


O Inácio Araújo disse que era preciso seguir atrás de “O que se move”. Esta ideia me agrada bastante. Gotardo está sempre atrás de um certo estado, de um certo plano, onde os sentimentos esforçam-se em uma tentativa de ganhar nome. “O que se move” é ele mesmo esta busca. É curioso: ver filmes é por vezes como conhecer uma pessoa. Isto não diz respeito apenas a figura do autor, embora a presença sentida de um cineasta seja na minha opinião, o fundamento, de qualquer experiência estética. “O que se move” é uma experiência estética, a nos empurrar para o plano pantanoso, todo ele regrado, porém de possibilidade infinitas, da nossa faculdade de sentir. O que este filme nos proporciona é uma certa sensibilidade para com a realidade. Uma sensibilidade, devo dizer, que se avizinha a minha: os planos sobre o tempo, o bebê e o presente, o canto... Bom, a questão da tragédia me incomoda um pouco. Não sei ainda muito bem dizer por quê. Queria ver o filme novamente. 

sábado, maio 25, 2013

cinemaison


Sessão dupla imperdível no Cinemaison, próxima segunda:

Às 18h, "Loulou" (1981), de Maurice Pialat

e

Às 20h "O Atalante", (1934), de Jean Vigo

quarta-feira, maio 22, 2013

debate sp 3


Ainda no debate em São Paulo, o Luiz Carlos Oliveira Jr descreveu duas das características mais marcantes do cinema do Samuel Fuller: o gosto pelo plano-sequência e o que ele denominou de “montagem de choque” - esta última expressão, na verdade, vem dos franceses, da “Cahiers du Cinéma”, dos anos 50. Na véspera do debate, eu havia revisto “Dragões da Violência” (1957), e essa noção de “montagem de choque” não me sai da cabeça desde então. A questão, pra mim, está no “choque”. Não sei mesmo se este é o termo mais adequado.

Fuller alimenta certamente uma interpretação mais instintiva e original dos conceitos de continuidade e raccord. Os cortes parecem talvez mais associados a uma ideia escorregadia de intensidade dramática. O que faz com que sejamos constantemente surpreendidos. Fuller gosta de sequencias de closes, mudanças repentinas de escala, descontinuidades espaciais, etc. Sem cerimônia, ele vai de um plano médio de um duelo entre dois homens, para o close detalhe do olho de um deles.

Eu compreendo que “choque” tenha sido nos anos 50 um termo apropriado para dar conta da experiência de ver filmes como “Dragões da Violência”. O cinema hollywoodiano mais, digamos, hegemônico, via muitos dos procedimentos de Fuller como “erros”, “idiossincrasias”, como evidências de uma certa primitividade – até mesmo a “Cahiers du Cinéma” recorreu a estão noção de primitivo. É natural, portanto, que a montagem de Fuller fosse vista em relação de antagonismo com a maior parte da produção cinematográfica que lhe era contemporânea, que o espectador se sentisse genuinamente chocado.

Hoje, no entanto, superada muitas destas questões, não vejo em Fuller uma vontade se afirmar em oposição ao que quer que seja. Tampouco sinto-me chocado. Choque implica em conflito, confronto. É de outra ordem a sensação que vem por exemplo do duelo logo no início de “Dragões da Violência”. Existe uma urgência, uma surpresa, talvez uma agressividade sensível... Não sei. Mas esta é a aventura da crítica, o que faz dela algo criativo, e instigante: descrever, dar nome, criar conceitos para aquilo que o cinema já descobriu. 

domingo, maio 19, 2013

pineapple express 2

Um video de Evan Goldberg e Seth Rogen lançado no dia 1° de abril, dia da mentira: “Pineapple Express 2”.


Na verdade, era uma promo do novo filmed a dupla: “This is the End”.

sábado, maio 18, 2013

debate são paulo 2


Ainda em São Paulo, pouco antes do debate começar, um senhor fez graça comigo e o mestre Inácio Araújo sobre uma cena de “Paixões que Alucinam” (1964): enfermeiros seguram Johnny Barret, que, amarrado à cama, está prestes a passar por uma sessão de choques elétricos. “Ora, se fosse de verdade, os enfermeiros também receberiam as cargas elétricas. Será que o Fuller não sabia disso?”. Eu acho curioso como uma pergunta simples e inofensiva como esta é capaz, se levada a sério, de revelar particularidades interessantes do cinema de Fuller, talvez do cinema em geral. Quer dizer, o senhor do debate tem razão: os enfermeiros também levariam os choques – lembro também que meu pai, professor e psicanalista, não conseguiu gostar de “Paixões que Alucinam”; “A loucura dos personagens, as sessões de análise, é tudo muito caricato”, disse ele. A impressão é a de que, para Fuller, estamos no plano dos detalhes. Na verdade, não sei se é bem isso. Fuller é bem detalhista quando o assunto é a trama, o personagem. Talvez seja melhor colocar desta forma: sua preocupação maior não é exatamente uma certa fidelidade à realidade, mas a precisão dramática. Ou seja: os enfermeiros segurarem o paciente, torna a cena ainda mais verossímil e intensa. Em cinema, verossimilhança é questão dramática. O próprio Fuller dizia ter alguns problemas coma encenação da guerra. Um tiroteio, dizia ele, não durava mais do que dois minutos. As pessoas morrem rápido. Em um filme, não há como narrar um confronto em menos de dois minutos. Fuller tinha consciência disso. 

segunda-feira, maio 13, 2013

debate em são paulo


Em São Paulo, no debate da mostra do Samuel Fuller, o Inácio Araújo disse que é preciso aprender a gostar de alguns cineastas. Este teria sido o seu o caso com Fuller. Inácio já conhecia seus filmes, sem muito entusiasmo. Carlão Reichenbach o convenceu a vê-los novamente. Aprender a gostar. É uma ideia que me parece interessante. Não é a minha história com o Fuller, que sempre me manteve de olhos abertos. Robert Bresson, este sim, aprendi a gostar dele. Odiei os primeiros filmes que vi: "Diário de um Padre" (1951) e "Lancelot du Lac" (1974). Hoje, contudo, os acho divertidos. "Mouchette" (1967) e "O dinheiro" (1983) são dois dos meus filmes prediletos. Foi-me preciso “entender” aquele cinema para gostar dele. Contextualizá-lo. Saber de onde ele vinha. As atuações. A fotografia. O tom. A mão pesada de Bresson. A noção de encontro. As coisas foram se encaixando. Isto levou um certo tempo. Manoel de Oliveira também me era chato, entediante, aborrecido – talvez, sobretudo, pelo português de Portugal, que me dói os ouvidos, num preconceito bizarro e difícil por vezes de ultrapassar.

terça-feira, maio 07, 2013

a visitante francesa ***


Foi bem divertido ver este filme de Hong Sang-Soo. Um cinema que se assume como construção, embora exale um certo desprendimento, uma aleatoriedade, um aqui e agora. Na verdade, a história da jovem que, por tédio e em fuga, escreve três pequenos enredos envolvendo uma francesa em uma pacata cidade do litoral coreano, explicita um pouco da natureza dos personagens deste cinema. Eles existem como narrações de si mesmos. São seres incompletos, sempre em construção, sem versões definitivas, enredados em rocamboles afetivos, em encontros e desencontros de sentimentos e emoções imprecisos, sempre regados a álcool. São o que dizem, embora o que fazem muitas vezes os contradigam. Uma gente confusa, como a gente.  
“A visitante francesa” põe em movimento o jogo absolutamente desconcertante característico dos últimos filmes de Sang-Soo. Nele, é tudo tão pensado, baseado em ensaios e roteiro... Os personagens, contudo, se desprendem de tudo isso, em uma soma aparentemente aleatória de conversas, alinhavadas sem uma relevância mais explícita, muito menos uma curva dramática de amadurecimento. Os personagens são sempre um aqui e agora. Eis que, no entanto, por vezes para sublinhar um diálogo, a reação de um personagem, ou apenas para reenquadrar a ação ou, quem sabe, chamar nossa atenção, Sang-Soo lança mão do zoom. E, de repente, uma enunciação de mão pesada e um estilo aberto ao universo do encontro, vamos lá, como uma janela aberta sobre o mundo, convivem, se alimentam, dependem um do outro. O cinema sempre à nossa frente.

Eu fui dar uma olhada no que havia saído a respeito do filme aqui e, sobretudo, no estrangeiro, e, confesso, fiquei um pouco decepcionado. A crítica é muitas vezes exercida como uma espécie de polícia, de patrulha. Ora exigindo novidades. Ora movido por uma necessidade de encontrar fragilidades, mesmo que pontuais. É, portanto, importante sublinhar que o cinema de Sang-Soo, embora brote da exploração sistemática de um mesmo universo, método de filmagem e estilo, instala sempre sutis variações a cada filme; e que talvez seja mais interessante (dependendo, é claro do filme, do olhar que ele nos demanda) pensar por meio de uma noção de integralidade. Qualquer filme tem lá suas fragilidades. Alguns dependem delas, fazem delas parte integrante de sua existência.   

sexta-feira, abril 19, 2013

saiu na revista da folha


Os cinco filmes do Fuller de que mais gosto:


1. CÃO BRANCO (White Dog, 1982)

Último filme feito nos EUA. Um cão branco é treinado para atacar negros. Em sua pelugem branca, inscrevem-se séculos de violência. Um treinador negro tentará descondicioná-lo. Será possível extinguir o racismo? Em Samuel Fuller, perguntas geram apenas perguntas. Não se trata, contudo, de um filme reflexivo. “Cão Branco” é um filme de closes, emoção e ação, sempre no aqui e agora, capaz de incomodar o mais impassível dos espectadores. Sem falar na trilha de Ennio Morricone.

2. AGONIA E GLÓRIA (The Big Red One, 1980)

Ao lado de “A Dama de Preto”, é seu filme mais pessoal. Em parte autobiográfico, funciona como o diário de combate de uma divisão do exército americano durante a Segunda Guerra Mundial. Nada de espetacular. Nenhum monólogo interior. Tampouco os horrores do nazismo. A guerra é insana e irrepresentável. O que resta são os detalhes mais mundanos e menos crucias, que, Fuller, como um repórter, relata apaixonadamente. Moral da história? Na guerra, o único heroísmo é sobreviver. A mostra exibe a versão reconstruída, 50 minutos mais longa.

3. O BEIJO AMARGO (The Naked Kiss, 1964)

A cena de abertura é ontológica. Kelly, uma prostitua, careca, espanca um homem. Saberemos depois que se trata de um gigolô que a fez perder os cabelos. Ela tentará mudar de vida, em outra cidade. No entanto, os EUA pós-guerra, com esqueletos escondidos por todos os lados, a persegue. Recomeçar talvez não seja possível. O filme, como sua personagem, vai do angelical ao diabólico, da elegância ao ritmo frenético, dos closes estilizados aos movimentos inesperados, bruscos.

4. PAIXÕES QUE ALUCINAM (Shock Corridor, 1963)

O filme contém todos os temas fullerianos, o jornalismo, o insano, a guerra, o homem e seu livre-arbítrio. Um jornalista entra num asilo psiquiátrico para desvendar um crime. Ele ganha o prêmio Pulitzer. Paga, porém, com a loucura. No hospício, os personagens carregam em suas loucuras as contradições fundadoras dos EUA: o patriotismo, a guerra, o racismo... Paixões que alucinam. Os personagens querem mudar de identidade, mas ela se volta violentamente contra eles. Samuel Fuller, mais uma vez, faz milagres com o baixo-orçamento.

5. DRAGÕES DA VIOLÊNCIA (Forty Guns, 1957)

Um dos westerns mais originais da história do cinema. Samuel Fuller filma um duelo como um confronto de vontades e energias, entre um plano médio e um close espetacular do olho do destemido Griff. Ele, um pistoleiro envelhecido, está cansado. Jessica, fazendeira de pulso firme, também. Talvez possam juntos por um fim à violência, sempre destrutiva, que marca suas vidas. Enquanto tentam, Fuller ataca cada cena com a precisão dramática que lhe é de costume. Emoção 24 quadros por segundo.

segunda-feira, abril 15, 2013

samuel fuller: se voc~e morrer eu te mato!


1° Semana

Terça, 16 de abril

16h – Mortos que Caminham (Merrill’s Marauders / 35 mm / 96 min / 1962 / 16 anos)
 18h – Dragões da Violência (Forty Guns / DVD / 79 min / 1957 / 16 anos)
 20h – O Beijo Amargo (The Naked Kiss / 35 mm / 90 min / 1964 / 16 anos)

Quarta, 17 de abril

16h – Tubarão (Shark / DVD / 92 min / 1969 / 16 anos)
18h – Tigrero: A Film That Was Never Made (DVD / 75 min / 1994 / 12 anos)
20h – A Dama de Preto (Park Row / 35 mm / 83 min / 1952 / 16 anos)


Quinta, 18 de abril

16h – O Barão Aventureiro (The Baron of Arizona / DVD / 97 min / 1950 / 16 anos)
18h – La Madonne et Le Dragon (DVD / 90 min / 1990 / 16 anos)

20h – Capacete de Aço (The Steel Helmet / 16 mm / 85 min / 1951 / 16 anos)

Sexta, 19 de abril

16h – Tubarão (Shark / DVD / 92 min / 1969 / 16 anos)
18h – Rua sem Volta (Street of no Return / DVD / 93 min / 1989 / 16 anos)

20h – O Beijo Amargo (The Naked Kiss / 35 mm / 90 min / 1964 / 16 anos)


Sábado, 20 de abril

16h – Tigrero: A Film That Was Never Made (DVD / 75 min / 1994 / 12 anos)
18h – A Dama de Preto (Park Row / 35 mm / 83 min / 1952 / 16 anos)
20h – Cão Branco (White Dog / 35 mm / 90 min / 1982 / 16 anos)



Domingo, 21 de abril

15h – Mortos que Caminham (Merrill’s Marauders / 35 mm / 96 min / 1962 / 16 anos)

17h – Proibido! (Verboten! / 16 mm / 93 min / 1959 / 16 anos)
19h – Agonia e Glória (Big Red One / 35 mm / 162 min / 1980 / 16 anos)


2° Semana


Terça, 23 de abril

16h – Proibido! (Verboten! / DVD / 93 min / 1959 / 16 anos)
18h – O Barão Aventureiro (The Baron of Arizona / DVD / 97 min / 1950 / 16 anos)
20h – Capacete de Aço (The Steel Helmet / 16 mm / 85 min / 1951 / 16 anos)

Quarta, 24 de abril

15h – Agonia e Glória (Big Red One / DVD / 162 min / 1980 / 16 anos)
18h – Rua sem Volta (Street of no Return / DVD / 93 min / 1989 / 16 anos)

20h – Cão Branco (White Dog / 35 mm / 90 min / 1982 / 16 anos)


Quinta, 25 de abril

15h – Samuel Fuller, Cineasta Independente (Samuel Fuller, Independent Filmaker / 1967 / 68 min / 12 anos) + Fuller à Mesa (Fuller à la Table / 1982 / 11 min / 12 anos), ambos de André S. Labarthe

17h – Agonia e Glória (Big Red One / 35 mm / 162 / 1980 / 16 anos)

20h – DEBATE (Ruy Gardnier, Luiz Carlos Oliveira Jr. e Julio Bezerra)


Sexta, 26 de abril

15h50 – Tormenta sob os Mares (Hell and High Water / DVD / 103 min / 1954 / 16 anos)
18h – Ladrões do Amanhecer (Les Voleurs de La Nuit / 35 mm / 98 min / 18 anos)
20h – A Lei dos Marginais (Underworld USA / 16 mm / 99 min / 1961 / 16 anos)


Sábado, 27 de abril

16h – Samuel Fuller, Cineasta Independente (Samuel Fuller, Independent Filmaker / 1967 / 68 min / 12 anos) + Fuller à Mesa (Fuller à la Table / 1982 / 11 min / 12 anos), ambos de André S. Labarthe
18h – Renegando o Meu Sangue (Run of the Arrow / 35 mm / 89 min / 1957 / 16 anos)

20h – Paixões que Alucinam (Shock Corridor / 35 mm / 101 min / 1963 / 16 anos)

Domingo, 28 de abril

16h – Quando os Homens são Maus (The Meanest Men in the West / DVD / 91 min / 1967 / 16 anos)
18h – Anjo do Mal (Pickup on South Street / 35 mm / 75 min / 1953 / 16 anos)
20h – O Quimono Escarlate (The Crimson Kimono / 35 mm / 82 min / 1959 / 16 anos)


3° Semana


Terça, 30 de abril

16h – Cão Branco (White Dog / 35 mm / 90 min / 1982 / 16 anos)
17h50 – Tormenta sob os Mares (Hell and High Water / DVD / 103 min / 1954 / 16 anos)
20h – A Lei dos Marginais (Underworld USA / 16 mm / 99 min / 1961 / 16 anos)

Quarta, 01 de maio

16h – La Madonne et Le Dragon (DVD / 90 min / 1990 / 16 anos)

18h – Eu Matei Jesse James (I Shot Jesse James / DVD / 81 min / 1949 / 16 anos)
20h – Dragões da Violência (Forty Guns / 35 mm / 79 min / 1957 / 16 anos)

Quinta, 02 de maio

16h – Quando os Homens são Maus (The Meanest Men in the West / DVD / 91 min / 1967 / 16 anos)
18h – Baionetas Caladas (Fixed Bayonets! / 35mm / 92 min / 1951 / 16 anos)

20h – O Quimono Escarlate (The Crimson Kimono / 35 mm / 82 min / 1959 / 16 anos)


Sexta, 03 de maio

16h – Eu Matei Jesse James (I Shot Jesse James / DVD / 81 min / 1949 / 16 anos)
18h – Casa de Bambu (House of Bamboo / 35 mm / 102 min / 1955 / 16 anos)

20h – Paixões que Alucinam (Shock Corridor / 35 mm / 101 min / 1963 / 16 anos)


Sábado, 04 de maio

16h – Ladrões do Amanhecer (Les Voleurs de La Nuit / 35 mm / 98 min / 18 anos)

18h – Dragões da Violência (Forty Guns / 35 mm / 79 min / 1957 / 16 anos)
20h – Anjo do Mal (Pickup on South Street / 35 mm / 75 min / 1953 / 16 anos)


Domingo, 05 de maio

16h – Baionetas Caladas (Fixed Bayonets! / 35 mm / 92 min / 1951 / 16 anos)

18h – Casa de Bambu (House of Bamboo /35 mm / 102 min / 1955 / 16 anos)

20h – Renegando o Meu Sangue (Run of the Arrow / 35 mm / 89 min / 1957 / 16 anos)

sábado, abril 13, 2013

vertov


Eu revi esta semana no É tudo Verdade dois filmes de Dziga Vertov: “Cine-Olho” (1924) e “Um Homem com uma Câmera” (1929).  Difícil encontrar um cinema mais apaixonado. Vertov faz de cada tomada uma celebração das potencialidades do cinema. Os planos são pensados o máximo possível fora de suas propriedades mensuráveis, sejam elas espaciais ou temporais. Os filmes trazem certos traços da modernidade cinematográfica, uma forma digressiva, ensaística em alguns momentos, uma noção de restituição da visão vem à tona. Para Vertov, o olhar situa-se nas próprias coisas. Busca-se então um movimento (não submetido a uma consciência ou reduzido a um ponto de vista) que explique sua dinâmica. O cineasta dispõe de uma confiança inquebrantável na imagem, que não me parece pensada como um referente; é ela mesma realidade ou, como Vertorv dizia, “cine-fato”. Pra mim, Vertov é um daqueles cineastas que trabalham contra as classificações e categorias, empurrando-nos sempre e uma vez mais às imagens. Cinema clássico? Vanguarda? Moderno? Militante? Imagem-movimento? Imagem-tempo? Desconfiemos de tudo isso. Pois o que fica, pelo menos pra mim, é o compartilhamento de um fascínio pelo cinema e seus poderes. Fico pensando em Griffith, e a admiração pelo cineasta que pôs o cinema a andar com suas próprias pernas, amarrando para sempre o cinema à narração composta nos moldes do folhetim e do melodrama, caminha com uma pitada de amargura. O cinema poderia (pode) ser tantas outras coisas... Vertov é uma experiência rejuvenescedora neste sentido. 

quinta-feira, abril 11, 2013

soldado universal: juízo final ***


Eu fui, confesso, com os dois pés atrás, ver este quarto filme da saga “Soldado universal”. Uma surpresa em tanto, devo dizer. O longa começa em um prólogo de horror poucas vezes visto, bem filmado, culminando com um close inescrutável da face (hoje meio Lee Marvinana) de Jean-Claude Van Damme. Sinistro. John Hyams, diretor que não conhecia, desfila talento e esmero, mas o que mais empolga mesmo é uma certa energia, uma intensidade, um entusiasmo com o cinema. As cenas de luta e perseguições de carro (privilegiando planos mais abertos e poucas angulações e cortes) captam a intensidade contagiante da tomada. A história é meio incompreensível, para não dizer implausível. O que, curiosamente, não denigre o filme. Ao contrário, aos poucos, desisti de ligar as informações, e deixei-me entregue às imagens. 

quarta-feira, abril 03, 2013

segunda-feira, abril 01, 2013

links

- Steven Shaviro e "A hora mais escura"

- Ignatiy Vishnevetsky sobre workflow

- Duas colunas de Adrian Martin, aqui e aqui

- Um debate com Claire Denis

- CineCriticos: site com 38 entrevistas de críticos latino-americanos, organizado pela pesquisadora Eliska Altmann

terça-feira, março 26, 2013

voltando, aos poucos

Segue a vinheta da mostra que estamos organizando nos CCBBs de São Paulo (20 a 31 de março), Brasília (26 de março a 14 de abril) e Rio de Janeiro (16 de abril a 5 de maio): Samuel Fuller: Se você morrer eu te mato!

Vinheta high h264 from Firula on Vimeo.

quinta-feira, novembro 29, 2012

harun farocki

Termina neste fim de semana a mostra com filmes de Harun Farocki no MAM. A programação:


qui 29

15h – Farocki – Como se vê (Wie man sieht) de Harun Farocki. Alemanha, 1986. 69’. Farocki mostra-nos a história da técnica como uma seqüência de fases de automatização, nas quais a mão humana vai sendo substituída pela capacidade de cálculo do computador. Classificação indicativa – 14 anos.

17h – Farocki – In comparison de Harun Farocki. Alemanha, 2009. 61’. O filme nos mostra que certo modo de produção requer sua própria duração e que diferenças culturais podem girar em torno do tempo dos tijolos. Classificação indicativa – 14 anos.

sex 30

15h – Farocki – Respite de Harun Farocki. Alemanha, 2007. 40’. Capital de risco (Nicht ohne Risiko) de Harun Farocki. Alemanha. 2004. 50’. O primeiro filme, silencioso e em p&b, nos mostra um campo de refugiados judeus em 1939. No segundo, representantes de uma empresa média e de uma companhia de capital de risco encontram-se para iniciar conversações. Classificação indicativa – 14 anos.

17h – Farocki – Yella de Christian Petzold. Alemanha, 2007. Com Nina Hoss, Devid Striesow. 89’. Longa metragem de ficção no qual Harun Farock fez a edição do roteiro. Classificação indicativa – 14 anos.

sab – 01/12

15h – Farocki – Operários ao sair da fábrica (Arbeiter verlassen die Fabrik) de Harun Farocki. Alemanha, 1995. 36’. Prison images (Gefängnisbilder) de Harun Farocki. Alemanha, 2000. 60’. Partindo de um dos primeiros filmes dos irmãos Lumière, Farocki faz a montagem de cenas de 100 anos da história do cinema. “Prison images” é composto de imagens de prisão, utilizando tanto filmes de ficção, quanto documentário e câmeras de segurança. Classificação indicativa – 14 anos.

17h – Farocki – Conferência de Harun Farocki.

Dia 05/12 tem outra conferência, lá no Centro de Artes Hélio Oticica, no Centro. Mais informações neste link.

segunda-feira, novembro 19, 2012

trônica

Terça começa na Caixa Cultura o "Trônica - 1° Festival de Cinema e Música Eletrônica". Serão exibidos filmes sobre a história do gênero, a maioria inéditos.

Na segunda, haverá uma festa na Fosfobox para abrir a mostra. A grande atração é o DJ Chip E, um dos fundadores da House Music de Chicago e diretor do longa "The Unusual Suspects", presente na programação da mostra.

A programação:


Terça, 20

16h – Brega S/A (2009 / 60 min / 16 anos), de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho
18h – High on Hope (2003 / 72 min / 16 anos), de Piers Sanderson
20h – Bassweight (2010 / 61 min / 16 anos), de The SRK

Quarta, 21

16h – Modulations: Cinema for the Ear (1998 / 75 min / 16 anos), de Iara Lee
18h – Human Traffic (1999 / 99 min / 16 anos), de Justin Kerrigan
20h – Theramin: Na Electronic Odyseey (1994 / 83 min / 16 anos), de Steve M. Martin

Quinta 22

16h – Favela On Blast (2008 / 80 min / 16 anos), de Leandro HBL e Wesley Pentz
18h – The UnUsual Suspects: One Upon a Time in House Music (2005 / 97 min / 16 anos)  + Bate Papo com o DJ e diretor do filme Chip E.
20h – Kuduro, Fogo no Musseque (2008 / 60 min / 16 anos), de Jorge Antonio

Sexta 23

16h – Festa Rave (Groove / 2000 / 86 min / 16 anos), de Greg Harrison
18h – Berlin Calling (2008 / 100 min / 16 anos), de Hannes Stöhr
20h – High Tech Soul: The Creation of Techno Music (2006 / 64 min / 16 anos), de Gary Bredow

Sábado 25

16h – Brega S/A (2009 / 60 min / 16 anos), de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho
18h – DEBATE com Rafael Bz, Franklin Costa e Marcelinho da Lua
20h – Favela On Blast (2008 / 80 min / 16 anos), de Leandro HBL e Wesley Pentz

Domingo 26

16h – Berlin Calling (2008 / 100 min / 16 anos), de Hannes Stöhr
18h – High on Hope (2003 / 72 min / 16 anos), de Piers Sanderson
20h – Last Hippie Standing (2002 / 45 min / 16 anos), de Marcus Robbin

domingo, novembro 04, 2012

adrian martin e kent jones

O novo livro de Adrian Martin, "Last Day Every Day: Figural Thinking from Auerbach and Kracauer to Agamben and Brenez", já está disponível para download neste link.

E Kent Jones sobre Bresson em seis partes:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6

terça-feira, outubro 30, 2012

neil young journeys ***

Jonathan Demme costura uma apresentação solo de Neil Young em Toronto com breves depoimentos do músico em visita à cidade em que cresceu, no interior de Ontario, no Canadá. Demme chegou a dizer que via este longa não como um filme concerto, com eram “Heart of Gold” (2006) e “Trunk Show” (2009). E é bem evidente que os fragmentos que não são mostrados (a cidade em transformação, basicamente) buscam visivelmente uma certa afinidade com o que vemos se passar no palco. Eu, contudo, acho que Young sozinho no palco é algo já tão hipnótico que conjugá-la com o que quer que seja é na grande maioria dos casos criar uma estranha cisão. É curioso: quando um corte nos levava para fora do show, sentia-me ansioso para que algo igualmente intenso viesse à tona, porém, quase sempre me decepcionava.

Young sozinho no palco é uma força da natureza solta tempo e no espaço. O Fábio Andrade da Cinética recorre ao termo “fotogenia”. Acho que é por aí mesmo. O conceito, da ordem do inefável ou do não-analisável, foi criado pelo cineasta e teórico Jean Epstein para dar conta daquilo que para ele era a qualidade misteriosa do cinema: a transfiguração da realidade. A fotogenia expressa o poder de revelação do mundo registrado pela imagem, designa o discurso mudo das coisas. O que é fascinante em Neil Young é poder paralisante que sua imagem, sozinho, cantando e tocando, expressa. É como se estas imagens não se constituíssem “para nós”. Somos, ao contrário, colocados à mercê delas. Nestes momentos, Demme prova como o cinema é capaz de nos levar para fora dos labirintos da razão rumo à riqueza inesgotável da experiência.

sexta-feira, outubro 26, 2012

killer joe ***

Gostei bastante do novo filme de William Friedkin, cuja surpreendente abertura, em plano sequencia, termina com o close de uma vagina cabeluda. “Killer Joe” chega chegando. Um melodrama violento e lascivo, um misto de noir com comédia farsesca, que se passa em um sua maior parte dentro de um trailer. Como “Possuídos” (2006), Friedkin investe em uma atmosfera claustrofóbica. O roteirista, o dramaturgo Tracy Letts, também é o mesmo. “Killer Joe”, contudo, explora um humor extremamente negro, e empurra seus personagens a situações limítrofes que revelam seus impulsos mais básicos - algo particular ao cinema do americano. Uma das coisas que mais me atraem neste filme é a centralidade da narrativa. O estilo segue de perto os aspectos narrativos, deixando quase nada para o que não é útil para a trama. É difícil ou pouco proveitoso individualizar seja os poucos personagens, o trabalho de câmera, a cenografia, os diálogos, a mais uma vez incrível direção de atores... Tudo ali funciona em uma mesma sintonia, na mesma hierarquia, em nome desta conspiração familiar que ruma inesperadamente para uma farsa violenta e obcena.

segunda-feira, outubro 22, 2012

ted ***


Quem passa por aqui sabe que eu gosto bastante das séries de Seth MacFarlane. Gostei também de “Teddy”, que, em seus melhores momentos, lembra o humor hiper-um monte de coisas de “Uma família da pesada”. O Sérgio Alpendre lá na “Interlúdio” fala de uma certa influência  de Joe Dante e dos Irmãos Farelly que eu sinceramente não vejo.  Acho que o filme tem uma relação mais direta com o universo de Judd Apatow e com o próprio e particular estilo desenvolvido ao longo das dez temporadas de “Uma família da pesada”. Eu concordo, contudo, que a história do sequestro do urso torna o filme um pouco enfadonho. Acho que essa junção de Apatow com “Uma família da pesada” talvez não seja possível. Não sei. A série  se faz em uma lógica de acúmulo desenfreado de piadas corrosivas que se sobrepõe à centralidade da narrativa, à coerência interna dos personagens... O nonsense parece logo ali, mas as piadas são sempre algo como comentários sobre o mundo em que vivemos. Enfim, os vai-e-vens  da história pouco importam, devem estar à serviço das piadas e não o contrário. Outra coisa: achei o final mais ou menos. Ela diz que quer a vida que tinha de volta. Isso quer dizer que ele poderá levar aquela vida à base de preguiça, baseados e Ted? Eu acho que sim, e haveria aí um pequeno elogio á subversão e tal... mas isto não esta muito claro. Logo depois que o urso ressuscita, eles casam e o filme termina. Uma ceninha dos amigos chapados no sofá depois da ressuscitação talvez resolvesse a questão.


quarta-feira, outubro 17, 2012

cineastas do nosso tempo

Uma mostra em DVD da série "Cineastas do nosso tempo", na Caixa Cultural:


Quarta – feira, 17 de outubro
14h50 – De um silêncio, outro + O dinossauro e o bebê: diálogo em oito partes entre Fritz Lang e Jean-Luc Godard (França, 12 anos, 112 min)
17h – Era uma vez André S. Labarthe (França, livre, 94 min)
19h – Conferência: Filmar o ato de criação. Cineastas do nosso tempo e a poética do cinema, por Pedro Guimarães

Quinta – feira, 18 de outubro
15h – Renoir, o patrão – Em busca do relativo (França, 12 anos, 94 min)
17h - Renoir, o patrão –  Michel Simon, a direção de atores (França, 12 anos, 95 min)
19h – Jean Vigo (França, livre, 94 min)

Sexta – feira, 19 de outubro
13:30 - Luis Buñuel: um cineasta do nosso tempo + Oliveira, arquiteto (França, livre, 104 min)
15:30 - Pasolini colérico (França, 12 anos,65 min)
17:00 - Alain Cavalier, 7 capítulos, 5 dias, 2 cômodos e cozinha + Philippe Garrel, artista (França, livre,103 min)
19:00 - Um dia de Andrei Arsenevitch  + Diourka, pegar ou largar (França, livre,104 min)

Sábado, 20 de outubro
13:30 – Onde jaz o teu sorriso? (França, 12 anos, 104 min)
15:30 – E no entanto eles filmam (França, livre,95 min)
17:30 – Samuel Fuller, cineasta independente (França, 12 anos, 68 min)
19:00 – John Cassavetes + Roma em chamas: retrato de Shirley Clarke (França, 12 anos,104 min)

Domingo, 21 de outubro
13:20 – Eric Rohmer, provas irrefutáveis 1 e 2 (França, livre,114 min)
15:30 - François Truffaut ou o espírito crítico (França, livre,64 min)
17:00 - Jean-Luc Godard ou o cinema desafiado (França, livre,75 min)
18:30 - Jacques Rivette, o vigia. 1ª parte : De dia. 2ª parte : De noite (França, livre,124 min)
 
Terça – feira, 23 de outubro
16h – Jean-Luc Godard ou o cinema desafiado (França, livre,75 min)
17:30– Jean Rouch (França, livre,73 min)
19h – Chantal Akerman, de cá (Brasil, livre,62 min), sessão apresentada pelo diretor Gustavo Beck

Quarta – feira, 24 de outubro
14:30 - Jacques Rivette, o vigia. 1ª parte : De dia. 2ª parte : De noite (França, livre,124 min)
17:00 - François Truffaut ou o espírito crítico (França, livre,64 min)
18:30 – Debate: Cineastas do nosso tempo, no Brasil. Com José Carlos Avellar e Daniel Caetano, mediação de Patrícia Mourão

Quinta – feira, 25 de outubro
13h - Pasolini colérico (França, 12 anos, 65 min)
14:30 - Um dia de Andrei Arsenevitch  + Diourka, pegar ou largar (França, livre,114 min)
16:40 - Oliveira, arquiteto + René Clair (França, livre,115 min)
19h - Max Ophüls ou A ronda ou O prazer de filmar + Busby Berkeley (França, livre,111 min)

Sexta – feira, 26 de outubro
12:50 - Eric Rohmer (França, livre,117 min)
15h - John Cassavetes + Roma em chamas: retrato de Shirley Clarke (França, 12 anos,104 min)
17h - E no entanto eles filmam (França, livre,95 min)
19h – Belair (Brasil, livre,80 min), sessão apresentada pelos diretores Bruno Safadi e Noa Bressane

Sábado, 27 de outubro
13h – A Nouvelle Vague por ela mesma + Luis Buñuel: um cineasta do nosso tempo (França, livre,101 min)
15h - De um silêncio, outro, + O dinossauro e o bebê: diálogo em oito partes entre Fritz Lang e Jean-Luc Godard (França, 12 anos, 112 min)
17:10 - HHH, retrato de Hou Hsiao-hsien (França, 12 anos, 91 min)
19h – A etnografia da amizade (Brasil, livre,85 min), sessão apresentada pelo diretor Ricardo Miranda

Domingo, 28 de outubro
13:30 - Renoir, o patrão  - em busca do relativo (França,94 min, 12 anos)
15:30 – Jean Vigo (França, livre,94 min)
17:30 – A primeira onda 1 (França, livre, 76 min)
19:00 – A primeira onda 2 (França, livre, 77 min)

sexta-feira, setembro 28, 2012

festival do rio


Além dos filmes do John Carpenter, de Alberto Cavalcanti e João Pedro Rodrigues, eu indicaria estes filmes. Os que estão em itálico entram já já em cartaz:

A era atômica, de Héléna Klotz
Neil Young Journeys, de Jonathan Demme
Jerry Lewis - Loucura e método, de Gregg Barson
Marina Abramovic - Artista presente, de Matthew Akers
Diário da França, de Raymond Depardon
Monty Python - A autobiografia de um mentiroso, de Jeff Simpson, Bill Jones, Ben Timlett
Mekong Hotel, de Apichatpong Weerasethakul
Simon Killer, de Antonio Campos
Ferrugem e osso, de de Jacques Audiard
Spalding Gray, de Steven Soderbegh
Magic Mike, de Steven Soderbegh
Mais um ano, de Mike Leigh
Planeta solitário, de Julia Loktev
Turistas, de Ben Wheatley
Killer Joe, de William Friedkin
Vestígio, de de Naomi Kawase
Obrigação, de João Canijo
Indomável sonhadora, de Benh Zeitlin
Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
Post Tenebras Lux, de Carlos Reygadas
Viola, de Matias Piñeiro
7 Días en La Habana, vários diretores
Elefante Branco, de Pablo Trapero
Piazza Fontana, de Marco Tullio Giordana
Bestiário, de Denis Côté
Shokuzai, de Kiyoshi Kurosawa
Cesare Deve Morrer, de Paolo & Vittorio Taviani
Tabu, de Miguel Gomes
Holy Motors, de Leos Carax
Foxfire, de Laurent Cantet
Escola Secundária, de Celina Murga
Michael Jackson, de de Spike Lee
Verão de Red Hook, de Spike Lee.
Dias de Pesca, de Carlos Sorín
Twixt-3D, de Francis Ford Coppola
Os invisíveis, de Sébastien Lifshitz
Atrás da porta, de István Szabó

terça-feira, setembro 25, 2012

robert frank no caixa

A Caixa Cultural exibe filmes de Robert Frank nesta semana. Vejam a programação:


25 e 29 de setembro
Local: CAIXA Cultural - Cinema 1
Horário: 17h
"Pull My Daisy" (co-direção Alfred Leslie, 1959, 28 min., 16mm)
"O.K. End Here" (1963, 30 min., 35mm)

25 e 29 de setembro
Local: CAIXA Cultural - Cinema 1
Horário: 19h
"Conversations in Vermont" (1969, 26 min., 16mm)
"About Me: A Musical" (1971, 35 min., 16mm)

26 e 30 de setembro
Local: CAIXA Cultural Cinema 1
Horário: 18h30
"Me and my brother" (1965-68, re-editada em 1997, 90 min., 35mm)

27 de setembro
Local: CAIXA Cultural - Cinema 2
Horário: 19h
"I Remember" (1996, 5 min., video)
"Fernando" (2008, 12 min., video)
"Flamingo" (1990, 7 min., video)
"The Present" (1996, 24 min., video)
"Paper Route" (2002, 23 min., video)

28 de setembro
Local: CAIXA Cultural - Cinema 2
Horário: 19h
"Moving Pictures" (1994, 16 min., video)
""Run—New Order" (1989, 4 min., video)
"Home Improvements" (1985, 29 min., video)
"Tunnel" (2005, 5 min., video)
"True Story" (2004, 26 min., video)






sábado, setembro 22, 2012

sessão corsário


Esta segunda (24), o cineclube Sessão Corsário estréia com uma obra-prima de Fernando Coni Campos, "Ladrões de Cinema" (1977). Além do longa, será exibido o curta "Não dê ouvidos a eles" (2012), de Leonardo Esteves.

O Sessão Corsário começa às 19h no Cine Cândido Mendes, em Ipanema.

sábado, setembro 15, 2012

mercenários 2 **


Quem acompanha o KINOS sabe que eu gosto bastante do primeiro “Mercenários” (2010). Escrevi brevemente sobre o filme na época de lançamento. Contudo, não gostei tanto desta sequência, dirigida por Simon West (“Con Air”). A franquia perdeu aquela estranheza (do humor meio “velho”, da falta de jeito do Stallone em dirigir algumas cenas ), aquela objetividade (era um longa quase sem planos de cobertura, ação atrás de ação, todas as cenas sendo decisivas para o encadeamento da narrativa), e até a trilha sonora perdeu um pouco do seu impacto. “Mercenários” “profissionalizou-se”, se transformou em mais um. Mais um, não. Eu cresci vendo estes caras na tela. E quando Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Starllone e Chuck Noris aprecem juntos em cena, no mesmo plano, algo acontece comigo. É puro afeto e simpatia. Eu me pego com um sorriso no rosto. Enfim...

O que achei bem curioso foram as críticas do “Globo” (Rodrigo Fonseca) e da “Folha” (Alexandre Agabiti Fernandez). A primeira é elogiosa a ponto do exagero. “Mercenários 2” estaria reinventando o cinema de ação pela via autoral. A segunda é morna, bem morna. O filme privilegiaria um “dilúvio de violência, sangue e explosões em detrimento de personagens dignos do nome e de uma história minimamente interessante e bem contada”, e teria como única qualidade “o humor, inexistente na produção inaugural da franquia”. Bom, sabemos que isto não é verdade, embora o humor desta sequência seja mesmo talvez um pouco exagerado (justamente porque funcionou no primeiro longa). A minha impressão é a de que enquanto o Rodrigo Fonseca gostava do filme antes mesmo de vê-lo, Alexandre Agabiti Fernandez dificilmente se deixaria surpreender por Stallone e cia.

quarta-feira, setembro 12, 2012

coisas

- a nova edição da "La Furia Umana".

- ensaio de Kent Jones sobre "Rosetta" (1999), dos irmãos Dardenne. 

- incrível entrevista com Ben Gazzara.

- belo texto de J. Hoberman sobre Cronenberg e "Cosmópolis", filme visionário sobre o qual voltarei em algum post.

- o IMS vem exibindo uma mostra com filmes do recentemente falecido Chris Marker. vejam a programação aqui.

- por fim, o trailer de "Ted", o primeiro filme dirigido por Seth Macfarlane, o criador de "Family Guy". o longa estréia por aqui no final de setembro. 


quinta-feira, setembro 06, 2012

tony scott


Tony Scott é um desses cineastas que merece uma revisão. Acho, inclusive, que isto já está em vias de acontecer. Embora ainda não seja lá muito apreciado pela crítica e muito menos pela academia, seus últimos filmes têm chamado atenção de algumas figuras importantes e de revistas como a “Cinema Scope”. E, nestes embates, algumas pistas curiosas têm sido apontadas: a noção de cinema da “pós-continuidade” de Steven Shaviro; o diálogo com os primeiros teóricos-cineastas do cinema, que defendiam uma transvalorização do real pela imagem; uma certa noção de ”impressionismo”; o ritmo e os efeitos em uma espécie de sintonia com um mundo globalizado fragmentado, multi-um monte de coisas... Acho mesmo que isto é apenas um começo. Scott é um cineasta de muito sucesso. Seus filmes fizeram parte da formação de muita gente que ainda talvez não tenha chegado à crítica ou à academia. E a relação destes com o cinema dele me parece ser de outra ordem. Veremos.

Leiam o texto de Ignatiy Vishnevetsky e vejam o vídeo abaixo (uma propaganda para a BMW), dirigido por Scott.